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Petróleo sobe mais de 1% apoiado por dólar fraco após dados nos EUA

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O petróleo fechou em alta forte nesta quinta-feira (15), de mais de 1%, impulsionado pela depreciação do dólar após as vendas no varejo e a produção industrial dos Estados Unidos recuarem em janeiro, com resultados piores do que o esperado pelo mercado.

O barril do petróleo WTI (CCOM:OILCRUDE) – referência americana – com entrega prevista para abril subiu 1,61%, a US$ 77,59. Já o barril do petróleo Brent (CCOM:OILBRENT) – referência global – para o mesmo mês avançou 1,54%, a US$ 82,86.

O fechamento contraria as primeiras movimentações do petróleo hoje. A commodity passou a subir e se firmou em território positivo depois que os Estados Unidos divulgaram uma queda de 0,8% das vendas no varejo entre dezembro e janeiro, resultado que superou o recuo previsto de 0,3%. Pouco depois, o Federal Reserve (Fed) informou que a produção industrial americana cedeu 0,1% no mesmo período, contrariando a alta esperada de 0,2%.

Ambos os dados amenizaram os temores do mercado quanto à possibilidade de um Fed mais conservador após o susto com o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de janeiro. Com a perspectiva de uma política monetária mais frouxa, o dólar perdeu terreno ante a maioria das moedas de países desenvolvidos e emergentes, o que tende a favorecer o petróleo e outras commodities cotadas na divisa americana.

O bom humor no mercado de petróleo provocado pelo dólar fraco deixou em segundo plano o relatório mensal sobre o mercado da commodity da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). A entidade manteve a sua previsão de que a demanda por petróleo cairá a 1,2 milhão de barris por dia na média de 2024, após registrar quase o dobro disso no ano passado.

Para Craig Erlam, analista sênior de mercados da Oanda, a volatilidade recente do petróleo é “compreensível”, já que há grande incerteza quanto ao conflito no Oriente Médio, o cenário econômico e o futuro das taxas de juros nos países desenvolvidos. “Ultimamente, tem havido uma tendência maior de alta, mas, de modo geral, o preço permanece em níveis razoáveis que não serão uma preocupação do ponto de vista inflacionário”, diz ele.

Demanda por petróleo caiu no 4T23 para 1,8 mi bpd, segundo relatório

O relatório mensal de petróleo da Agência Internacional de Energia (AIE), divulgado hoje, aponta que houve uma redução na demanda pela commodity no quarto trimestre de 2023, ficando em 1,8 milhão de barris de petróleo por dia (bpd).

“O crescimento da demanda global por petróleo está perdendo força, com ganhos anuais reduzindo de 2,8 milhões de opa no 3° trimestre de 2023 para 1,8 milhão de bpd no 4° trimestre de 2023. Uma queda acentuada na China sustentou uma redução de 830 mil bpd na demanda global por petróleo, para 102,1 milhões de opo no último trimestre de 2023. O ritmo de expansão deve desacelerar ainda mais para 1,2 milhão de bpd em 2024, em comparação com 2,3 milhão de bpd no ano passado. China, India e Brasil continuarão a dominar os ganhos”, afirma um trecho do documento.

Do lado da oferta, houve uma queda acentuada de 1,4 milhão de bpd em dezembro em relação a novembro, por conta do forte frio que interrompeu a produção na América do Norte, além dos cortes voluntários feitos pelos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+).

“No entanto, a produção recorde dos Estados Unidos, Brasil, Guiana e Canadá ajudará a impulsionar o fornecimento não pertencente à Opep+ em 1,6 milhão de bpd este ano, em comparação com 2,4 milhões de bpd em 2023, quando o fornecimento total de petróleo global aumentou em 2 milhões de bpd, para uma média de 102,1 milhões de bpd”.

A capacidade de refino está prevista para acelerar a partir de uma baixa sazonal de 81,5 milhões de bpd em fevereiro. A atividade na Bacia do Atlântico se recuperará das interrupções relacionadas ao clima nos Estados Unidos, que reduziram as operações em até 1,7 milhão de bpd, apesar de um aumento na manutenção planejada e da entrada em operação de novas capacidades nos países não membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“Para o ano de 2024 como um todo, estima-se que o processamento de petróleo bruto nas refinarias aumente em 1 milhão de bpd para 83,3 milhões de bpd, à medida que uma queda de 330 mil bpd na OCDE mitiga os ganhos nos países não membros do bloco”, diz um trecho do relatório.

A entidade também afirma que, mesmo com a intensificação das tensões no Oriente Médio, o aumento da cotaão do petróleo Brent foi de US$ 5 em janeiro.

“A estrutura futura passou de contango [quando o preço a prazo de um contrato de futuros é superior ao preço à vista] para backwardation [preço a prazo do contrato de futuros é menor do que o preço à vista], à medida que o tráfego de petroleiros do Mar Vermelho desviado congestionou as cadeias de suprimentos Ásia-Europa e atrasou os fluxos para a Bacia do Atlântico”.

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