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Dólar fecha com queda, sob influência de fatores externos e declarações sobre juros do presidente do BC

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O dólar à vista fechou a sexta-feira em baixa ante o real sob influência de uma série de fatores, como comentários sobre juros do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, venda de moeda por parte de exportadores e queda da moeda norte-americana no exterior, com receios sobre os impactos da tragédia no Rio Grande do Sul também permeando os negócios.

O dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,1031 na venda, em baixa de 0,54%. Na semana, a divisa acumulou baixa de 1,06%.

Às 17h05, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento, caía 0,62%, a 5,1075 reais na venda.

Em um dia de agenda de indicadores relativamente esvaziada, os condutores do mercado de câmbio no Brasil foram em sua maioria baixistas para o dólar. Após registrar a cotação máxima do dia às 9h00, de R$ 5,1391 (+0,16%), o dólar perdeu força gradativamente, impactado por um conjunto de fatores.

Em primeiro lugar, repercutiu nas mesas de operação entrevista concedida por Campos Neto ao Estadão, em que afirmou que não poderia antecipar novos cortes da taxa básica Selic, hoje em 10,50% ao ano. Ele também defendeu que é prerrogativa da autarquia mudar sua orientação futura quando necessário e disse que a instituição precisa “de tempo, serenidade e calma para saber como as variáveis vão se desenrolar” até a próxima reunião.

“Campos Neto falou no sentido de que talvez não corte mais juros, e isso é favorável para o real em função da arbitragem”, comentou Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora. Com taxas de juros mais elevadas, o Brasil seguirá, em tese, atrativo ao capital internacional, o que traz pressão de baixa para o dólar.

Um segundo fator para a baixa do dólar, conforme Rugik, é que exportadores aproveitaram as cotações em níveis mais elevados para vender moeda.

Por outro lado, havia certa cautela no mercado em relação aos desdobramentos, sobre a economia brasileira, do desastre provocado pelas chuvas no sul do país. Isso permeou tanto os negócios com juros futuros quanto as operações com moedas.

Durante a tarde a divisa dos EUA ainda renovou as mínimas no Brasil, ajudada pelo exterior, onde o dólar cedia ante boa parte das demais divisas.

Especificamente, o real era ajudado pela nova alta do minério de ferro no mercado internacional, em meio aos esforços recentes da China para sustentar seu setor imobiliário. O Brasil é um grande exportador da commodity.

Pela manhã o Banco Central vendeu todos os 12.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados para rolagem dos vencimentos de julho.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,55%, a R$ 5,1020, após oscilar entre R$ 5,1010 e R$ 5,1387. Na semana, a moeda recuou 1,09%. Às 15h05, o dólar futuro para junho caía 0,62%, a R$ 5,1075.

Lá fora, o índice DXY operava quase estável (+0,02%), aos 104,480 pontos. O euro tinha leve alta de 0,04%, a US$ 1,0871. E a libra subia 0,27%, para US$ 1,2704.

Data Compra Venda Variação Variação
02/05/2024 5,1128 5,1134 -1,53% -0,0793
03/05/2024 5,0691 5,0697 -0,85% -0,0437
06/5/2024 5,0734 5,0735 0,07% 0,0038
07/5/2024 5,0666 5,0672 -0,12% -0,0025
08/5/2024 5,0902 5,0908 0,47% 0,0236
09/5/2024 5,1421 5,1422 1,01% 0,075
10/5/2024 5,1567 5,1573 0,29% 0,0151
13/5/2024 5,1499 5,1505 -0,13% -0,0068
14/5/2024 5,1297 5,1303 -0,39% -0,0202
15/5/2024 5,1361 5,1367 0,12% 0,0064
16/5/2024 5,13 5,1301 -0,13% -0,0066
17/5/2024 5,1013 5,1019 -0,55% -0,0282

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🇧🇷 – US$ 1 = R$ 5,10

🇪🇺 – US$ 1 = €$ 0,91

🇬🇧 – US$ 1 = £$ 0,78

(Com informações da Reuters, BDM Online e Uol)

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