A BrasilAgro (BOV:AGRO3), líder na aquisição, desenvolvimento e venda de propriedade rurais com alto potencial de valorização, registrou lucro líquido de R$ 75,65 milhões no primeiro trimestre da safra 2020/21 (julho a setembro), representando aumento de 86,5% em comparação com igual período da safra anterior 2019/20 (R$ 40,576 milhões).

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado cresceu 18,8% entre os períodos, passando de R$ 57,44 milhões para R$ 68,24 milhões. O resultado reflete receita líquida de vendas de R$ 229 milhões no primeiro trimestre de 2020/21, composta por R$ 6,8 milhões de venda de fazendas e R$ 222,2 milhões de vendas de produtos agrícolas. Esse desempenho em receita corresponde a um aumento de 23,8% em relação ao mesmo período do ano anterior 2019/20 (R$ 184,98 milhões).

Para a safra 2020/2021, a BrasilAgro deve operar uma área de 155,2 mil hectares no Brasil e no Paraguai que, mesmo com a venda de 3,2 mil hectares no exercício passado e o encerramento de contratos de arrendamento, aumentou 1,3% em relação à safra anterior. A produção de grãos (soja, milho e feijão) deve atingir 340 mil toneladas, aumento de 7,9% ante 2019/20 (315 mil t), além de 1,9 milhão de toneladas de carne.

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Até o momento, a companhia já entregou 1,8 milhão de toneladas de cana-de-açúcar da safra 2020. Até o encerramento da colheita, a BrasilAgro deve entregar mais 439,3 mil toneladas, totalizando 2,2 milhões de toneladas colhidas.

A BrasilAgro destaca, ainda, que no dia 16 de outubro foi aprovada em Assembleia Geral Ordinária a distribuição de R$ 42 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,71 por ação, gerando uma rentabilidade dos dividendos de 3,2%.

Teleconferência

André Guillaumon, diretor da companhia, disse em teleconferência, que na safrinha, a BrasilAgro plantou 17,9 mil hectares. “Precisamos esperar [para ver] como será o clima no inverno, e se haverá La Niña, para saber se aumentaremos ou diminuiremos essa área”.

“O plantio de soja no Centro-Sul do país foi bastante tumultuado e haverá impacto na safrinha se as condições climáticas se mantiverem na média dos últimos anos”.

Para o milho, o diretor disse: “Fomos conservadores na venda de milho atentos ao preços atrativos no mercado interno”.

Disse Gillaumon: “Se a soja seguir nesses patamares, valoriza nossas terras. No ano passado, vendemos e compramos fazenda, e isso é raro. Neste exercício é de se esperar que sejamos mais vendedores do que compradores”.

VISÃO DO MERCADO

BB Investimentos

“A BrasilAgro está se beneficiando não apenas de um momento muito favorável para preços dos grãos, mas também de ganhos de produtividade, resultado dos esforços da empresa no desenvolvimento de áreas onde atua”, destacou a analista Luciana Carvalho, em relatório divulgado ontem.

O BB Investimentos ainda está otimista com o desempenho do setor de grãos. A demanda internacional permanecerá consistente, principalmente por parte da China.

“Acreditamos que a BrasilAgro deve continuar surfando essa onda positiva à frente”, acrescentou a analista.

BB Investimentos eleva recomendação para compra, com preço-alvo de R$ 28,00.

Eleven Financial

O resultado apresentado no 1T21 foi em linha com nossas expectativas, refletindo um aumento da receita de grãos e maior produtividade operacional

Por ser o primeiro trimestre da safra 2020/2021, o resultado da Brasil Agro refletiu essencialmente as vendas de milho e algodão da safra 2019/2020. A companhia também divulgou suas estimativas para a safra que teve início em julho de 2020.
Em produção, a companhia espera um aumento de 15,7% na produção de soja, aumento de 17,1% de milho safra e queda de 6,4% no milho safrinha. No algodão, a produção da safra 2020/2021 deve ser 29% a/a inferior devido à redução da área plantada, parcialmente compensado pelo aumento da produtividade.
A Eleven acredita que as perspectivas para a BrasilAgro permanecem positivas, refletindo ganhos constantes de produtividade e consistência na venda de terras. Os atuais preços das commodities agrícolas, assim como o real desvalorizado também devem contribuir positivamente para o resultado da companhia nas próximas safras. Vale ressaltar que a companhia se encontra com um mix de 50% de terras arrendadas vs. terras próprias, reduzindo assim, a volatilidade dos seus retornos.
A Eleven mantém recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 27,00.

VISÃO TÉCNICA


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