O Banco do Brasil assinou um memorando de entendimentos com o Banco Mundial para discutir um empréstimo de US$ 500 milhões. Os recursos seriam pagos em até 20 anos e destinados a projetos de incentivo à participação do setor privado nos mercados de crédito de carbono.

O comunicado foi feito pela companhia (BOV:BBAS3) nesta sexta-feira (20).

O banco prevê que US$ 400 milhões sejam direcionados a linhas de crédito, e US$ 94 milhões, à criação de um fundo de dívida climática.

Outros US$ 6 milhões seriam destinados à assistência técnica a projetos de geração de créditos de carbono em mecanismos de monitoramento, reporte e verificação (MRV) e ao desenvolvimento de uma plataforma para a monetização e a comercialização de créditos de carbono.

O memorando foi assinado na manhã desta sexta-feira, durante o evento Mercado Global de Carbono, promovido pelo BB e pela Petrobras. O BB lançou, no evento, um pacote de produtos e medidas para incentivar a geração e a venda de créditos de carbono pelo setor produtivo brasileiro.

Após a aprovação do memorando, o banco pretende expandir as fontes de financiamento para empresas e projetos que gerem créditos de carbono, ou reduzam a emissão de gases de efeito estufa.

“Espero que seja a primeira tranche de muitas outras”, disse o presidente do banco, Fausto Ribeiro.

Segundo ele, o setor agrícola brasileiro é forte, e não faltará parceiros para acelerar a transição verde no Brasil.

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