PIB brasileiro apresentou queda de 4,4% no acumulado dos quatro trimestres encerrados em setembro de 2016

LinkedIn

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) acumulado nos quatro trimestres terminados no terceiro trimestre de 2016 apresentou queda de 4,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Esse foi o sétimo resultado negativo consecutivo neste tipo de comparação. Esta taxa resultou da contração de 3,8% do valor adicionado a preços básicos e do recuo de 8,3% nos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. O resultado do valor adicionado neste tipo de comparação decorreu das quedas na agropecuária (-5,6%), indústria (-5,4%) e serviços (-3,2%).

Dentre as atividades industriais, apenas a atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (4,4%) apresentou crescimento. A Indústria da Transformação sofreu contração de 8,0%, seguida pela Extrativa Mineral (-4,8%) e pela Construção (-4,6%).

Já dentre os Serviços, apenas Atividades imobiliárias (0,0%) e Administração, educação pública e saúde pública (0,2%) não variaram negativamente. Destaque para a contração de 8,5% do Comércio, seguido por Transporte, armazenagem e correio (-7,5%), Outros serviços (-3,4%), Serviços de informação (-3,2%) e Intermediação financeira e seguros (-2,1%).

Sob a ótica da despesa, todos os componentes da demanda interna apresentaram resultado negativo pelo sexto trimestre consecutivo. A formação bruta de capital fixo sofreu contração de 13,5%. A despesa de consumo das famílias (-5,2%) e a despesa de consumo do governo (-0,9%) também apresentaram queda.

Já no âmbito do setor externo, as exportações cresceram 6,8%, enquanto que as importações recuaram 14,8%.

Clique aqui para saber mais detalhes sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no terceiro trimestre de 2016.

 

Série Histórica de Variação Percentual Acumulada nos Últimos 12 Meses do PIB Brasileiro

Confira abaixo a tabela com todos os valores percentuais de variação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro acumulados nos últimos doze meses. Nota-se que, após elevação de 6,5% no terceiro trimestre de 2008, o PIB começou a recuar em função dos efeitos decorrentes da crise econômica internacional até chegar à queda de 1,2% no terceiro trimestre de 2009.

Após isso, voltou a acelerar e superou o patamar de crescimento observado no período pré-crise no terceiro trimestre de 2010 (7,5%). Em seguida, o PIB acumulado em quatro trimestres seguiu a trajetória de desaceleração no decorrer dos anos de 2011 e de 2012, voltando a acelerar apenas em 2013. Em 2014 observou-se nova desaceleração das taxas de crescimento do PIB no acumulado em quatro trimestres: a taxa foi de 3,2% no primeiro trimestre, 2,1% no segundo, 1,2% no terceiro e 0,5% no último trimestre do ano. A taxa no primeiro trimestre de 2015 (-0,8%) foi a primeira negativa desde o quarto trimestre de 2009. No segundo e terceiro trimestres do ano, o PIB voltou a sofrer contração nesta base de comparação (-1,4% e -2,4%, respectivamente), encerrando o ano com queda de 3,8%. A queda do PIB se acentuou no ano de 2016, encerrando o período julho-setembro com contração de 4,4%.

Período Agropecuária Indústria Serviços Famílias Governo Investimento           PIB
1996.I -1,9 -0,6 5,2 2,5 -0,2 -9,2 2,5
1996.II -1,7 -2,3 5,4 2,6 -0,7 -9,8 2,1
1996.III -3,7 0,5 4,0 3,3 -0,8 -4,4 2,3
1996.IV 3,0 1,0 2,3 3,2 -1,8 1,2 2,2
1997.I 4,1 3,3 2,1 5,5 -0,7 7,4 3,2
1997.II 4,7 6,1 1,8 6,5 -0,9 11,5 4,0
1997.III 5,2 3,1 1,3 5,6 -3,1 11,0 3,0
1997.IV 0,8 4,4 2,5 3,0 1,2 8,4 3,4
1998.I -1,3 3,6 2,4 1,1 1,2 6,6 2,8
1998.II 1,0 1,6 2,3 -0,6 2,0 4,4 2,0
1998.III 1,9 0,8 2,4 -1,1 5,0 1,9 1,6
1998.IV 3,4 -2,1 1,4 -0,7 3,2 -0,2 0,3
1999.I 7,2 -3,1 1,8 -0,8 3,1 -3,0 0,3
1999.II 4,0 -4,1 1,7 -0,7 2,8 -6,2 -0,2
1999.III 3,6 -4,3 1,5 -0,7 1,7 -8,8 -0,4
1999.IV 6,5 -2,6 1,8 0,4 1,7 -8,9 0,5
2000.I 4,9 -0,6 1,9 1,3 2,4 -7,0 1,3
2000.II 5,4 1,5 2,3 2,5 2,5 -3,4 2,4
2000.III 4,9 3,7 3,2 3,8 1,6 1,3 3,8
2000.IV 2,7 4,4 3,8 4,0 -0,2 4,8 4,4
2001.I 1,8 4,3 3,7 4,3 -0,7 7,4 4,2
2001.II 1,7 3,4 3,6 4,0 -0,5 6,9 3,7
2001.III 2,9 1,5 3,0 2,3 1,0 5,4 2,7
2001.IV 5,2 -0,6 2,1 0,8 2,6 1,3 1,4
2002.I 5,7 -2,1 2,2 -0,1 3,4 -3,1 0,7
2002.II 6,9 -1,7 2,0 -0,7 3,9 -4,6 0,7
2002.III 8,4 0,5 2,4 0,4 4,0 -5,0 1,6
2002.IV 8,0 3,8 3,1 1,3 3,8 -1,4 3,1
2003.I 11,0 4,4 2,8 1,3 2,6 1,3 3,6
2003.II 12,7 3,3 2,4 0,6 1,6 0,7 3,2
2003.III 9,9 2,3 1,7 -0,3 1,1 -0,9 2,3
2003.IV 8,3 0,1 1,0 -0,5 1,6 -4,0 1,1
2004.I 4,0 1,8 1,4 -0,3 2,7 -4,5 1,4
2004.II 1,1 4,4 2,5 1,0 4,2 0,0 2,8
2004.III 1,9 6,3 3,7 2,4 4,8 5,3 4,3
2004.IV 2,0 8,2 5,0 3,9 3,9 8,5 5,8
2005.I 2,9 7,4 5,3 5,0 3,9 8,6 5,8
2005.II 3,0 6,5 5,0 5,4 2,4 6,3 5,4
2005.III 1,3 3,9 4,5 5,3 1,8 3,0 4,2
2005.IV 1,1 2,0 3,7 4,4 2,0 2,0 3,2
2006.I 0,4 1,8 3,7 4,3 1,8 3,7 3,2
2006.II -0,4 0,1 3,6 4,6 2,3 3,9 2,7
2006.III 2,9 1,0 3,8 4,8 2,5 5,1 3,3
2006.IV 4,6 2,0 4,3 5,3 3,6 6,7 4,0
2007.I 5,6 2,2 4,6 5,6 3,9 6,3 4,2
2007.II 5,9 4,9 5,1 5,7 4,9 8,5 5,3
2007.III 4,3 6,0 5,4 5,9 5,5 10,7 5,6
2007.IV 3,2 6,2 5,8 6,4 4,1 12,0 6,1
2008.I 3,5 6,9 5,7 6,6 3,7 13,1 6,3
2008.II 6,4 6,0 5,7 6,8 2,2 13,4 6,3
2008.III 6,4 6,0 5,9 7,4 2,0 14,4 6,5
2008.IV 5,8 4,1 4,8 6,5 2,0 12,3 5,1
2009.I 4,0 -0,2 3,8 5,2 2,1 6,9 3,0
2009.II -0,5 -3,5 2,5 4,5 2,5 1,3 0,8
2009.III -3,8 -6,6 1,3 3,6 1,6 -4,1 -1,2
2009.IV -3,7 -4,7 2,1 4,5 2,9 -2,1 -0,1
2010.I -1,5 1,1 3,3 5,7 2,9 6,2 2,6
2010.II 2,8 6,3 4,7 6,1 3,6 14,0 5,3
2010.III 6,3 10,3 5,8 6,3 4,8 19,5 7,5
2010.IV 6,7 10,2 5,8 6,2 3,9 17,9 7,5
2011.I 6,3 8,0 5,4 6,0 3,8 13,1 6,6
2011.II 3,7 6,1 5,0 6,3 3,4 9,8 5,6
2011.III 4,2 5,0 4,3 5,9 2,6 7,4 4,8
2011.IV 5,6 4,1 3,5 4,8 2,2 6,8 4,0
2012.I 0,8 3,3 2,8 4,0 2,1 5,6 3,1
2012.II 0,6 1,2 2,4 2,9 1,8 3,9 2,2
2012.III -0,1 0,1 2,5 2,9 1,8 2,0 1,9
2012.IV -3,1 -0,7 2,9 3,5 2,3 0,8 1,9
2013.I 5,6 -1,6 3,1 3,7 1,7 0,7 2,2
2013.II 8,5 0,2 3,2 4,2 1,5 2,6 2,9
2013.III 6,4 1,1 3,1 4,0 1,6 4,8 3,0
2013.IV 8,4 2,2 2,8 3,5 1,5 5,8 3,0
2014.I 4,7 3,5 2,8 3,5 2,0 6,1 3,2
2014.II 2,1 1,5 2,1 2,8 2,0 2,3 2,1
2014.III 3,0 -0,2 1,5 2,3 1,6 -1,5 1,2
2014.IV 2,8 -1,5 1,0 2,3 0,8 -4,2 0,5
2015.I 2,9 -3,6 0,0 1,0 0,3 -7,5 -0,8
2015.II 4,2 -4,1 -0,6 -0,1 -0,2 -9,0 -1,4
2015.III 4,0 -4,8 -1,6 -1,5 -0,8 -10,9 -2,4
2015.IV 3,6 -6,3 -2,7 -3,9 -1,1 -13,9 -3,8
2016.I -1,2 -6,9 -3,3 -5,1 -1,3 -15,8 -4,7
2016.II -4,1 -6,3 -3,4 -5,5 -1,1 -15,0 -4,8
2016.III -5,6 -5,4 -3,2 -5,2 -0,9 -13,5 -4,4

Deixe um comentário