Recuperação nos mercados e Banco Central Europeu em destaque

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Mercados se acalmaram após as repercussões da renúncia de Gary Cohn. Os mercados acionários da Ásia fecharam em alta em função do tom mais amigável nas discussões com a Coreia do Norte e com toda a tensão da “guerra tarifária” sendo tranquilizada. Além disso, a balança comercial chinesa apresentou números otimistas (US$ 30,27B), melhores do que aquele esperado (US$ 0,60B).

Mercados Globais

O destaque de alta ficou por conta de Hong Kong, que subiu 1,52% enquanto Xangai subiu 0,51% e Tóquio teve alta de 0,54%. Na Europa, o principal índice do continente tem alta moderada, de 0,17%. Esta alta foi suportada pelo movimento das bolsas asiáticas, dos ativos de tecnologia e a continuação do estímulo pelo Banco Central da região.

Esses ganhos superam o movimento das mineradoras e siderúrgicas, que registram fortes perdas nesta quinta-feira(8). Devido ao risco iminente de tributação sobre as importações de aço, este mercado tem desaquecido na China em meio às incertezas dos agentes. O minério de ferro (com pureza de 62%), como principal matéria prima do aço, registrou queda de 3,44% no porto de Qingdao.

Veja abaixo, a queda de algumas mineradoras:

Na decisão de política monetária do Banco Central Europeu, o conselho optou por manter a taxa de juros inalterada. No que diz respeito às medidas de política monetária não convencionais, ou seja, ao Quantitative Easing, o conselho do BCE confirmou que se prosseguirá com a compra de ativos no atual ritmo mensal de 30 milhões de euros até o final de setembro de 2018 (ou além, caso seja necessário para atingir a meta de inflação). No discurso de Draghi (10h30), os mercados ficarão atentos ao que será feito se houver uma guerra tarifária e se o programa de estimulo continuará ou não.

Brasil

Com leve queda no mercado local e alta nos juros futuros, o mercado fica de olho no cenário externo (em especial, ao BCE) e nos resultados corporativos: Localiza (+6,3%), Embraer (-3,2%) e outras. O dólar, sem uma direção definida, e com as commodities em queda, muitos papeis oscilam próximo da abertura.

A divulgação do IPC-S apresentou uma variação de 0,13%, 0,04 ponto percentual abaixo da última taxa. Cinco classes de despesa apresentaram um decréscimo em suas taxas de variação, sendo a maior contribuição do grupo Transporte (1,11% para 0,90%) devido ao item gasolina (1,85% para 1,38%). Veja a tabela abaixo, elaborada pela FGV:

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