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Vale Do Rio Doce Nota 10!!!

Comentários

Mario Eduardo

Mario Eduardo

2077 13/12/2008
PROCESSO DE DIVIDA DA ELETROPAULO PREOCUPA FUNDO DE PENSÕES E MINORITÁRIOS


Contencioso com Eletrobrás

R$ 1,1BI em discussão

O contencioso trata de um empréstimo obtido pela estatal Eletropaulo Eletricidade de São Paulo pré-cisão junto à Eletrobrás. A "discussão judicial", iniciada em 1988, envolve questionamentos relativos à periodicidade da correção monetária aplicável (anual ou mensal) e as responsabilidades, entre as empresas cindidas, pelo pagamento do saldo devedor dela decorrente.

Como os assessores legais da Eletropaulo ainda consideram como "possível" uma decisão favorável no processo a empresa ainda não fez nenhuma provisão. O valor total em discussão, já atualizado, é de R$ 1,1BI.

Análise de Múltiplos

Alerta de sempre

Como sempre, alertamos que a Tabela de Dados é sujeita a todo tipo de distorção, com destaque para os efeitos da inflação e das variações cambiais. Aqui estamos mais interessados em tendências e ordens de grandeza do que números precisos. Para facilitar a comparação com o período anterior, usamos "dólares ajustados" (explicados em nota abaixo da Tabela) para os anos a partir de 1999, fortemente impactados pela desvalorização.

Não se deve atribuir importância excessiva à previsão de lucro para 2011, feita parcialmente por computador.

Descontos: pequenos relativos ao passado, ...

Devido à dispersão dos lucros ao longo dos 12 anos mostrados na Tabela de Dados, concentramos nos indicadores dos últimos 5 anos. Mesmo neste período as distorções causadas pela adoção das normas contábeis do IFRS a partir de 2009 dificultam comparações.

Apesar das limitações mencionadas fica clara a melhora no retorno sobre patrimônio líquido ao longo de 5 anos. Mesmo assim, tanto o atual preço/lucro quanto o atual preço/patrimônio líquido estão abaixo das suas médias do período. Mas devemos tomar cuidado porque o preço da ação teve forte queda após o pagamento recente de dividendos de R$ 5,20 por ação.

Trazendo os dividendos de volta ao preço temos P/L de 4,9x e preço/patrimônio líquido de 158%, cifras menos atraentes mas ainda abaixo das médias de 5 anos de 6,9x e 168%, respectivamente.

Embora tenha havido boa melhora de margem líquida, os indícios dos últimos 3 anos do período sugerem que um patamar tenha sido atingido.

Destacamos o yield de dividendo fabuloso de 16,5%. De fato, a porcentagem, calculada com payout de 70,8%, é conservadora. Usando o payout próximo de 100% evidenciado nos últimos 4 anos obtemos o yield estupendo de 23%!

A posição financeira é muito tranquila, bem diferente dos anos 2003-2005.

... moderados relativos ao "setor", ...

Em vez de comparar os indicadores da Eletropaulo com as médias de seu setor, é conveniente compará-los com os da distribuidora Colece que, apesar de ter um terço da receita, possui características semelhantes. Embora a empresa menor tenha retorno sobre patrimônio parecido e posição financeira menos robusta, seu preço/lucro (pré-dividendo) é 18% mais caro e seu preço/patrimônio líquido (pré-dividendo) 17% mais caros que os indicadores da Eletropaulo.

... e imensos relativos à base

Comparando as médias dos indicadores das duas distribuidoras com as médias de nossa base de dados constatamos que o retorno sobre patrimônio é 78% acima da base, o P/L e preço/patrimônio líquido 61% e 32% menores, e o yield 4,7 vezes maior! Os descontos oferecidos pelo P/L e preço/patrimônio líquido da Eletropaulo sozinha são, respectivamente, 64% e 37%.

Yield da base vezes 5

Em resumo, os indicadores de mercado da Eletropaulo mostram pequenos descontos sobre os anos recentes e moderados descontos sobre os indicadores atuais da Coelce. Em relação às médias de nossa base de dados os descontos apresentados pelas duas empresas são imensos. A grande atração da Eletropaulo, no entanto, é seu yield de dividendos que é 5 vezes o yield médio de nossa base de 125 empresas.

Cálculo do Valor Intrínseco

Lucro base conservador?

Levando em conta os fatores não recorrentes mencionados na análise dos resultados de 2010, e a possível redução de tarifa na revisão periódica programada para o segundo trimestre deste ano, resolvemos estabelecer inicialmente, como lucro base, 85% do lucro efetivo de 2010. Dá R$ 1146MM.

Nenhuma expansão

Não observamos nenhuma expansão significativa nos registros de 12 anos exibidos na Tabela de Dados, nem nas receitas nem no volume da energia faturada (não entendemos os dados de volume de energia de 2009 e 2010). Devido à dispersão dos dados, o registro de lucro do período não permite a identificação de tendências.

Os dois anos de prejuízos observados no período não suscitam grande preocupação. O resultado negativo de 2002 se deve ao programa de racionamento imposto pelo governo. O prejuízo de 2005, envolvendo forte aumento no custo de vendas, é atribuído pela empresa a efeitos não recorrentes.

Baseado no desempenho histórico das receitas e do volume de energia faturado nossa premissa para crescimento de lucro, tanto de 10 anos quanto de perpetuidade, é de 0%.

Payout chutado

Consideramos arriscado adotar como payout a média dos últimos 4 anos de mais de 100%. Afinal é muito fácil mudar a política de dividendos de um momento para outro perante maior necessidade de fundos. Então vamos chutar um payout perpétuo de 70%.

Margem de segurança entre 81% a 105%

Usando 7,1% como a taxa de desconto obtemos um preço intrínseco de R$ 67,52%, 105% acima do preço de mercado de R$ 33,00. Se baixarmos o lucro base, adotando 80% do lucro efetivo de 2010, ou R$ 1078MM, o preço intrínseco cai para R$ 63,51 e a margem de segurança para 92%. E com 75% do lucro de 2010, ou R$ 1011MM, obtemos preço intrínseco de R$ 59,57 e margem de 81%.

gabg

gabg

2598 19/08/2006
o presidente da vale disse em entrevista que, por conta da geração robusta de caixa, há possibilidade do pagamento de um dividendo complementar.
Long Dong

Long Dong

4615 25/05/2010
KD ESSE FIGURAÇA?

Citação: masterstockMASTER AVISAR CONSTRUTORAS DESPENCAR ESTAR!!!

MOTIVO BOLHA SER!!!

KLBN3 -24%
MRVE3 -8%
CYRE3 -3%
PDGR3 -5%
GFSA3 -2%


MUITAS CONSTRUTORAS DESPENCAR MOTIVO TER!!!

BOLHA BRAZIL INICIAR!!!! CAIR PUBLICO CONHECER!!!!

GRINGOS SAIR ESTAR INICIAR MOVIMENTO FUGA IBOV!!!

NATAL PUXAR DOLAR ELETRONICOS IMPORTADOS DISPARAR!!!

VIAGENS PUXAR DOLAR FINAL ANO IR!!!!

MUITO PERIGO ESTAR LUCRAR SER FAZER UNICO VENDIDO ESTAR ALUGAR VENDER RECOMPRAR BAIXO JANEIRO SER!!! LUCRAR!!!!

MASTER RECOMENDAR VENDER TUDO FAZER STOP ATIVAR ALERTAR FAZER!!!

AJUDAR SARDINHAS CRISE ALERTAR DOUBLE DIP SER!!!!

MUITO FEIO ECONOMIA ESTAR!!!


Construtores temem bolha imobiliária
Quase 48% dos respondentes de enquete acreditam que há motivos para temer um crescimento insustentável do setor por conta dos preços inflados

Ana Paula Rocha, com informações da redação da revista Construção Mercado

Enquete realizada com os usuários do portal PINIweb apontou que 47,52% de 288 respondentes acreditam que há motivos para temer uma bolha no mercado imobiliário, principalmente por conta dos preços inflados. Outros 24,52% dos participantes disseram que o problema pode acontecer em algumas regiões e segmentos.
Por outro lado, 14,54% responderam que não há o que temer porque há crédito e demanda suficientes no mercado. Por sua vez, 7,45% afirmaram que estão habituados com o sobe-e-desce do mercado e 5,47% acreditam que isso é medo do sucesso.

O fato é que os preços inflados, a principal preocupação apontada pela pesquisa informal, já é realidade nas principais capitais do Brasil. Segundo dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) e dos Secovis (Sindicatos de Habitação) regionais, São Paulo registrou variação de 100% no valor de venda de residências nos últimos cinco anos. Já Brasília apresentou crescimento de 50% nos últimos anos e em Curitiba e Rio de Janeiro houve avanço de 100% no último biênio. O preço das unidades habitacionais em Recife também subiu 60% no mesmo intervalo.

O aumento do valor das unidades também tem estimulado o número de lançamentos imobiliários. Dados da Empraesp mostram que os quatro primeiros meses deste ano estão superando, em volume, os lançamentos feitos na capital paulista em igual período de 2008, ano que até então havia sido o melhor ano da série histórica apurada pela entidade. De janeiro a abril de 2010 foram 150 lançamentos com 18.789 unidades vendidas em São Paulo e região metropolitana, número que supera os 136 lançamentos e 16.865 unidades residenciais comercializadas dois anos antes.

Quanto ao tipo de imóvel, os dados apontam que em 2010 foram lançados 10.137 unidades com dois dormitórios, 6.371 de três dormitórios, 1.489 de um dormitório e 792 unidades com quatro ou mais dormitórios. Em 2008 foram registrados 6.826 lançamentos de dois dormitórios, 7.138 com três dormitórios, 2.596 com quatro ou mais dormitórios e 325 com um dormitório. Ou seja, em dois anos, houve queda acentuada nas vendas das unidades com quatro ou mais dormitórios, aumento pequeno de imóveis com um dormitório e um aumento expressivo de unidades com dois dormitórios.
trap.jpg

Long Dong

Long Dong

4615 25/05/2010
Acredito que MASTERSTOCK E JOSILVIANEWS sejam a mesma pessoa... FIGURAÇA!
sard1nes 77

sard1nes 77

5419 28/12/2010
esse forum ainda existe? rsssssssssssssssssssssssssssss...
carlosdaniel

carlosdaniel

36179 13/10/2008
Bom dia.
Índices em tempo real
Ótimos negócios a todos
E que tenhamos uma dia tranquilo.
http://tools.boerse-go.de/index-tool/#Scene_1

Fechamento.
Japão -0,18%
China -0,05%
Hong Kong +0,22%

DJI on line
http://www.google.com/finance?q=INDEXDJX:.DJI
robertodaytrader

robertodaytrader

111 30/05/2011
Fiquem de olho na SPRI3, análise gráfica indicando boa oportunidade para day trade. O preço do papel está barato, porém, entrem com cuidado no momento certo, programando stop gain e stop loss. Abraços!
dolim

dolim

4576 05/08/2010
Quem me positivar vai TER MUITA SORTE E VAI ganhar muito dinheiro com MILK11 E OUTRAS AÇÕES NA BOLSA !!! E quem ME BANIR OU FILTRAR ou não me POSITIVAR vai ter MUITO AZAR e NUNCA vai ganhar DINHEIRO com bolsa pro RESTO da VIDA!!!!!CUIDADO QUE EU SOU PÉ QUENTE MESMO, QUEM É PÉ FRIO VAI TER MUITA SORTE E SE DAR BEM NA BOLSA ATÉ 2017 AO ME POSITIVAR!!! A PRAGA É FORTE CUIDADO!!!! SE VOCÊ LEU ISSO É MELHOR POSITIVAR!!! IT VANIRIS REST UNIS!!! MILK11 A MELHOR AÇÃO DA BOLSA ATÉ 2017!!! TE VEJO NOS 100!!!
gabrieldk

gabrieldk

988 26/02/2011
PETR4

Estocastico deu venda,
ficar de olho

petr4.gif

olhem as f24....
canalzinho de baixa

petrf24.gif

Uploaded with ImageShack.us



o e IBOVESPA VOANDOOOOOOOO


ibovz.gif

Uploaded with ImageShack.us


QUEM QUISER TROCAR IDÉIAS SOBRE O MERCADO E TRADE SYSTEMS


ADD AÍ gabrieldk7@hotmail.com


abs e bons trades
dolim

dolim

4576 05/08/2010
quem acha que amanhã é ferro positiva aí! na minha opinião milk11 vai desabar! grecia vai falir, a bolha imobiliaria vai estourar no brasil(vide gfsa3), e o desemprego vai explodir! e o dolar vai disparar! e o gadaffi não vai desistir, logo piorando a recuperação global, e ainda os eua vão entrar em guerra com irã e a koreia do norte vai lançar bomba nuclear na koreia do sul!
dolim

dolim

4576 05/08/2010
me positivem ai se acham que tem bolha imobiliaria no brasil...

Citação: dolim
Citação: dolimArtigo no ‘Financial Times’ vê bolha em formação no Brasil
1 de junho de 2011 | 17h38
Sílvio Guedes Crespo

Atualizado às 18h16

Um artigo publicado no “Financial Times” avalia que a economia brasileira caminha rumo a uma bolha, caso o País não faça reformas estruturais nem tome medidas para frear o consumo.


ENQUETE: A fase de bonança está chegando ao fim?


“Inevitavelmente, essa combinação de moeda forte, euforia dos investidores estrangeiros, aumento do consumo e gargalos que sufocam a capacidade de responder à crescente demanda torna tudo mais caro. Enquanto o Brasil permanece uma nação muito pobre, é atualmente uma das mais caras do mundo”, afirma o autor, Moisés Naim, ex-editor-chefe da revista “Foreign Policy” e hoje é associado da Carnegie Endowment for International Peace.

Ele dá alguns exemplos:

. Alugar um escritório no Rio de Janeiro está ficando mais caro do que em Nova York;

. Os preços de moradias no Rio e em São Paulo quase dobraram desde 2008;

. Os salários dos executivos em São Paulo são mais altos do que em Londres.

Para o autor, “a decrépita infraestrutura faz com que o crescimento chinês de 10% seja inatingível” para o Brasil. “Por enquanto, a prioridade deve ser simplesmente estabilizar a economia antes que a bolha se expanda”.

Naim acredita que a presidente Dilma Rousseff devesse “tomar medidas hoje para desaquecer a economia, mesmo que isso envolva decisões impopulares”. Caso ela não aja agora, diz o autor, “os mercados financeiros irão, no momento apropriado, impor as correções necessárias de um modo mais brutal”.

O artigo é intitulado “Termine-se a festa antes que a bolha do Brasil estoure” e encerra-se com a frase: “Exuberância e complacência são os dois inimigos ameaçando o atual sucesso do Brasil”.

Leia a reportagem no site do “Financial Times” (em inglês)


dolim

dolim

4576 05/08/2010
hoje eu tive um sonho, uma premonição.... eu via um simbolo vermelho ao lado do meu nick.... que indicaria vermelho no mundo todo... europa, asia, brasil... tudo..... entao estou em busca do red diamond vermelho mundial.....

por isso estou precisando muito da sua colaboracao e positivacao...... pois se isso acorrer vejo algo acontecendo em breve......... e vc pode ajudar nesta jornada... confie....

aguardo sua positivaçao!

c
dolim

dolim

4576 05/08/2010
talvez seja uma premonicao da bolha brasil... alguma coisa nao esta fazendo sentido.... as coisas no brasil estao mais caras que na europa, eua..... mas na europa nao tem assassinatos na rua, ladroes em todo canto.... alguem acha que um gringo trocaria a europa pelo brasil? acho mais facil brasileiros irem para europa...

nao faz sentido..... um girngo morreria de medo de morar no brasil... assim como morremos de medo da africa, ira.... libia, palestina.... etc....


me positivem ai se acham que tem bolha brasil...

Citação: dolim
Citação: dolimArtigo no ‘Financial Times’ vê bolha em formação no Brasil
1 de junho de 2011 | 17h38
Sílvio Guedes Crespo

Atualizado às 18h16

Um artigo publicado no “Financial Times” avalia que a economia brasileira caminha rumo a uma bolha, caso o País não faça reformas estruturais nem tome medidas para frear o consumo.


ENQUETE: A fase de bonança está chegando ao fim?


“Inevitavelmente, essa combinação de moeda forte, euforia dos investidores estrangeiros, aumento do consumo e gargalos que sufocam a capacidade de responder à crescente demanda torna tudo mais caro. Enquanto o Brasil permanece uma nação muito pobre, é atualmente uma das mais caras do mundo”, afirma o autor, Moisés Naim, ex-editor-chefe da revista “Foreign Policy” e hoje é associado da Carnegie Endowment for International Peace.

Ele dá alguns exemplos:

. Alugar um escritório no Rio de Janeiro está ficando mais caro do que em Nova York;

. Os preços de moradias no Rio e em São Paulo quase dobraram desde 2008;

. Os salários dos executivos em São Paulo são mais altos do que em Londres.

Para o autor, “a decrépita infraestrutura faz com que o crescimento chinês de 10% seja inatingível” para o Brasil. “Por enquanto, a prioridade deve ser simplesmente estabilizar a economia antes que a bolha se expanda”.

Naim acredita que a presidente Dilma Rousseff devesse “tomar medidas hoje para desaquecer a economia, mesmo que isso envolva decisões impopulares”. Caso ela não aja agora, diz o autor, “os mercados financeiros irão, no momento apropriado, impor as correções necessárias de um modo mais brutal”.

O artigo é intitulado “Termine-se a festa antes que a bolha do Brasil estoure” e encerra-se com a frase: “Exuberância e complacência são os dois inimigos ameaçando o atual sucesso do Brasil”.

Leia a reportagem no site do “Financial Times” (em inglês)


dolim

dolim

4576 05/08/2010
favor positivar se ler e gostar e achar que a bolha vai estourar! hora de poupar para os tempos de vacas magras.... os eua já fazem 3 anos que estao na pinduca.... imagine se vc ficar desempregado, quanto tempo vc dura?esta endividado? pagar iptu, gasolina, telefone, agua, luz, internet, seguro, plano de saude, alimentacao, etc.... quanto tempo vc dura??


Imóveis: Após captação de R$ 20 bilhões na bolsa, chega a fatura – Imobinews

Leitura interessante, sugestão do Marco Barros.

Fonte:http://www.imobinews.com.br/index.php/2011/05/24/imoveis-apos-captacao-de-r-20-bilhoes-na-bolsa-chega-a-fatura/

Investidores estão de olho no caixa das construtoras

Entre 2006 e 2007, o setor imobiliário soava quase como música ao ouvido dos investidores. Bastava um banco de terrenos farto e uma promessa de vendas robusta para que as empresas conseguissem abrir capital. Foi num clima de febre, otimismo exagerado e desconhecimento de um setor ainda imaturo que 22 companhias levantaram R$ 11 bilhões, numa primeira rodada. Os anos se passaram, cinco delas tiveram que ser absorvidas para sobreviver e as maiores – com promessa de crescimento acelerado – voltaram ao mercado mais uma ou duas vezes. Ao todo, o setor de construção civil já levantou R$ 20 bilhões na bolsa. Quatro anos depois, os investidores chegaram à fase pesada de cobranças. Querem – finalmente – ver o seu dinheiro de volta, o que ainda não aconteceu.

Apesar do lucro apontado nos balanços, as incorporadoras ainda não geram caixa. Ou seja, os gastos com construção e novos projetos superam os valores recebidos dos apartamentos vendidos no passado. O ganho é contábil e não representa dinheiro novo na operação – os recursos só vem, de fato, quando as obras são entregues e os clientes que financiam a compra do imóvel são repassados ao banco. O ciclo longo, de pelo menos três anos, e o crescimento acelerado do setor contribuem para essa diferença entre lucro contábil e entrada de caixa.

Levantamento feito pelo Valor mostra que PDG, Gafisa, Cyrela, MRV, Rossi, Brookfield, Even, Eztec, Viver e JHSF, as dez incorporadoras imobiliárias que compunham o índice do setor na bolsa (Imob) até abril, tiveram lucro somado de R$ 8,5 bilhões desde o início de 2008 até março deste ano. No mesmo período, a “queima de caixa” dessas companhias – medida pela variação da dívida líquida – foi de R$ 14,4 bilhões. Sem contar a captação via emissão de ações no período, a perda de caixa seria ainda maior, de R$ 20 bilhões.

Ainda que a maioria dos investidores entenda a complexidade do setor de construção – que até cinco anos atrás não existia como alternativa de investimento – a ansiedade é notável. O assunto geração de caixa apareceu com frequência inédita nas teleconferências de resultados e também nos relatórios referentes ao primeiro trimestre. “Os investidores têm cada vez menos paciência para esperar”, afirma um analista do setor.

Diante das cobranças, quem conseguiu reduzir o consumo de caixa tratou de destacar nas apresentações de resultados, caso da MRV e Rossi. “Quem não gerar caixa positivo este ano terá sérios problemas”, disse Rubens Menin ao Valor na ocasião da divulgação de resultados. “Essa é a grande questão do setor, investidores do mundo inteiro só falam nisso.” No primeiro trimestre, a empresa teve um dos menores consumos de caixa entre as grandes: R$ 68 milhões. A Rossi teve um consumo de caixa de R$ 94 milhões nos primeiros três meses do ano, depois de uma média de R$ 200 a R$ 230 milhões ao longo dos trimestres de 2010.

A expectativa de alguns analistas era de que a queima de caixa deixasse de ocorrer sistematicamente no fim do ano passado, mas agora a previsão é de que isso vire realidade no segundo semestre ou ainda em 2012. Empresas como PDG, Cyrela, Rossi e MRV prometem que a queima de caixa vai acabar a partir da metade deste ano ou no início do ano que vem.

A variação das ações do setor neste ano pode ser, ao menos, um indício da atenção dos investidores ao assunto. JHSF e Eztec são as que apresentam melhor retorno, de 31% e 22%, respectivamente. Não por acaso, ambas não fizeram novas rodadas de emissão de ações e são as que operam com menor alavancagem. A Eztec, aliás, tem caixa e aplicações financeiras maiores do que a dívida bruta. A companhia começou a ter fluxo de caixa positivo no quarto trimestre de 2009. “Nossa margem é o que garante o fluxo de caixa positivo”, diz Emilio Fugazza, diretor financeiro. No primeiro trimestre do ano, a companhia teve margem líquida de 44% para uma média setorial de 14%. As duas empresas são relativamente pequenas, com vendas anuais próximas de R$ 1 bilhão.

Na opinião do analista do Goldman Sachs, Leonardo Zambolin, a questão do caixa é inversamente proporcional ao nível de crescimento. A grande dúvida das empresas nesse momento é justamente se continuam crescendo e, de certa forma, sacrificam a lucratividade ou se aceleram menos e ajustam a operação. O analista ressalta que o México – país que está mais adiantado que o Brasil no setor de construção e foi tido como referência na fase das aberturas de capital -, onde o sistema de repasse funciona bem e o ciclo é mais curto, o caixa ainda não voltou. Na sua opinião, isso acaba desanimando alguns investidores estrangeiros, embora a capacidade de geração de caixa das companhias brasileiras seja reconhecidamente maior.

A conta do crescimento exagerado começou a chegar no fim do ano passado. A luz amarela acendeu quando começaram a surgir os primeiros sinais de problemas na capacidade de execução e atraso na entrega das obras. Mas os problemas tornaram-se reais, de fato, quando duas grandes companhias, Cyrela e MRV, tropeçaram no quarto trimestre por conta de estouros de orçamento das obras, e reduziram suas margens. “Enquanto o setor crescia muito, as dificuldades operacionais eram menos evidentes”, diz um analista. “Até agora, as empresas têm sustentado seu crescimento com dinheiro dos investidores e dívida”, diz uma fonte do setor.

O atraso na entrega das obras – problema que muitas empresas jogam na conta da falta de mão de obra – afeta diretamente a geração positiva de caixa. Segundo levantamento do Banco Fator, a previsão de entregas para este ano era de R$ 16,9 bilhões de valor geral de vendas (VGV) em 2010 e as companhias entregaram R$ 13,7 bilhões. A segunda questão está no repasse dos clientes para os bancos. Depois que o apartamento está pronto, o repasse pode levar de três a seis meses para acontecer – há casos de até nove meses – o que retarda ainda mais a chegada do dinheiro.

De acordo com as empresas e analistas, os bancos (especialmente os privados) estão com dificuldade para absorver uma avalanche de clientes. No caso da baixa renda, muitas vezes o problema acontece por erro da análise de crédito pela construtora – o caso emblemático é a Tenda, comprada pela Gafisa em 2008.

“O consumo de caixa está crescendo fortemente e não tem outro jeito, o importante é controlar custos, ter disciplina pra gastar e conseguir o repasse dos clientes de forma rápida”, diz Menin, da MRV. “Esse dinheiro vai voltar”, completa.

A securitização de recebíveis – contratos de financiamento de imóveis – é uma alternativa para “engordar” o caixa das companhias. Apenas neste ano, PDG, Cyrela, Brookfield, MRV e Rossi já financiaram a construção de mais de R$ 1 bilhão em apartamentos com a venda de certificados de recebíveis imobiliários.c
dolim

dolim

4576 05/08/2010
only with my signals... wait wait...

01/06/2011 19:43


"Saia da festa antes da bolha brasileira explodir", diz artigo do FT
Texto no Financial Times aponta suposta bolha em formação no Brasil e aconselha presidente Dilma Roussef a procurar "medidas efetivas, ainda que impopulares", para evitar o pior

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/saia-da-festa-antes-da-bomba-brasileira-explodir-diz-artigo-do-ft

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Ativos Discutidos
Índices Mundiais
Alemanha -0.5%
Austrália -0.9%
Brasil 0.1%
Canadá 0.0%
EUA (Dow Jones) 0.0%
EUA (NASDAQ) 1.9%
França -0.3%
Grécia 0.0%
Holanda 0.4%
Inglaterra -0.1%
Itália 0.6%
Portugal -0.0%
Maiores Altas (%)
BOV:TOKY11 0.24 33.3%
BOV:LIGT1 0.13 18.2%
BOV:SEQL3 0.08 14.3%
BOV:AZEV4 0.12 9.1%
BOV:CLSC3 140 7.7%
BOV:BMEB3 61.99 6.7%
BOV:AZEV3 0.17 6.3%
BOV:TPIS3 9.69 4.8%
BOV:WEST3 8.60 4.2%
BOV:PDTC3 1.40 3.7%

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