Maltarollo
- Dono
- 1043
- 28/03/2007
Vale Do Rio Doce Nota 10!!!Maltarollo
|
Parece que você não está logado. Clique no botão abaixo para se logar e ver seu histórico recente.
Suporte: (11) 4950 5808 | suporte@advfn.com.br
Ao acessar os serviços da ADVFN você estará de acordo com os Termos e Condições
Já possui uma conta? Entrar
Não possui uma conta? Registrar
Ao me registrar, confirmo que li, entendi e concordo com os Termos e Condições da ADVFN e que sou um investidor privado.
Comentários
196321 de 200491
01mago
1070 15/08/2007196322 de 200491
01mago
1070 15/08/2007Professional bankers expect a quick liquidation of hundreds of banks at the end of forthcoming summer. Most of the banks will be closed due to their small capitals and because of the clients that will not be able to pay off their debts. Alexander Turbanov, the head of the Deposit Insurance Agency, said that the number of banks will decrease in Russia during the second half of the year.
196323 de 200491
01mago
1070 15/08/2007196324 de 200491
01mago
1070 15/08/2007196325 de 200491
01mago
1070 15/08/2007196326 de 200491
01mago
1070 15/08/2007196327 de 200491
01mago
1070 15/08/2007196328 de 200491
01mago
1070 15/08/2007196329 de 200491
rsroberto
450 22/06/2007196330 de 200491
agarrett
4859 31/05/2007sexta-feira, 10 de abril de 2009, 22:00 | Online
Banco de Nova Jersey devolve US$ 89 mi ao governo dos EUA
Instituição recebeu o dinheiro em janeiro, como parte de programa de aquisição de capital
WASHINGTON - O banco Sun Bancorp devolveu os US$ 89,3 milhões que recebeu do Departamento do Tesouro americano, dentro do programa de aquisição de capital lançado pelo governo em outubro para recuperar a estabilidade do sistema financeiro.
O banco, com sede em Nova Jersey, devolveu ao Tesouro toda a contribuição de capital que recebeu, segundo informa o diário The Wall Street Journal. A entidade havia recebido o dinheiro em 9 de janeiro e sua decisão de devolver a ajuda acontece depois que cinco outros bancos fizeram o mesmo no início do mês.
O governo investiu quase US$ 200 bilhões em bancos, como parte do plano de resgate de US$ 700 bilhões que o Congresso aprovou em outubro passado.
A quantia devolvida até o momento chega a US$ 442,3 milhões e os reembolsos maiores foram feitos pelo Signature Bank of New York (US$ 120 milhões) e o Old National Bancorp of Evansville (US$ 100 milhões).
link da notícia
196331 de 200491
agarrett
4859 31/05/2007Obama: haverá novas medidas para melhorar economia
Washington - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que sua administração tomará medidas adicionais nas próximas semanas para ajudar a melhorar o ambiente de negócios no país.
Após reunião com o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, o conselheiro econômico Larry Summers e a presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, Christina Romer, o presidente norte-americano afirmou que a economia do país começa a mostrar "lampejos de esperança". Apesar disso, ele advertiu que a economia continua sob "severo estresse".
O presidente norte-americano e seus conselheiros discutiram a estabilidade do sistema financeiro, o mercado imobiliário residencial e um programa para ajudar os bancos a limpar seus balanços dos ativos tóxicos, que têm impedido a retomada do crédito. (AE-AP)
link da notícia
196332 de 200491
agarrett
4859 31/05/2007Por 10 de Abril de 2009 | 11:28
Por Alfred Cang
XANGAI (Reuters) - Acordos assinados por pequenas siderúrgicas chinesas com fornecedores internacionais estão por trás do salto das importações de minério de ferro do país, publicou o jornal Securities Times, nesta sexta-feira.
A China divulgou nesta sexta-feira que importou 52,08 milhões de toneladas de minério de ferro em março, quantidade recorde, sinalizando que a demanda na China por matérias-primas continua forte.
As negociações anuais de preço entre as siderúrgicas chinesas e grandes mineradoras, como BHP Billiton, Rio Tinto e Vale, continuam travadas e o aumento das importações ilustra a crescente dependência do minério de ferro estrangeiro.
As siderúrgicas sediadas em Tangshan, região norte da China, estão importando minério de ferro e pagando preços de contratos de longo prazo, após terem acertado os volumes de compra de 2009 no final do ano passado, informou o jornal, citando executivos de unidades locais.
"Os preços CIF oferecidos por gigantes exploradoras de minério de ferro, como a Rio Tinto, estão bastante atraentes", disse um executivo ao jornal. A siderúrgica consome mais de 5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano e já registrou 2 milhões de toneladas importadas desse minério.
Os acordos de fornecimento com mineradoras estrangeiras foram assinados em uma base mensal e também incluem termos favoráveis, como a possibilidade de adiar o pagamento, e descontos para compras de grandes volumes, segundo o jornal.
Os contratos envolvem a entrega de dezenas de milhões de toneladas de minério de ferro a Tangshan, que sedia centenas da maioria das pequenas siderúrgicas do setor privado, divulgou o jornal.
"Atualmente, os volumes desses contratos não podem ser grandes, mas eles pesarão sobre a China durante a negociação anual de preços", disse um analista da Sinosteel Corp, grande trading controlada pelo governo, de acordo com o jornal.
"O rápido aumento das importações de minério de ferro sinaliza que a demanda pelo produto na China é forte e que os preços do minério atingiram a mínima. Por essa razão, as expectativas para os preços de referência (para o contrato anual 2009-2010) vão aumentar certamente", disse o analista.
(grifos incluídos)
link da notícia
196333 de 200491
agarrett
4859 31/05/2007Economistas apostam em juro a 9,75% ao ano
9/4/2009
Está praticamente garantido um novo corte de 1,5 ponto percentual na taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para 28 e 29 de abril - hoje a taxa está em 11,25%. Pelo menos foi com essa sensação que analistas de mercado saíram de reunião que tiveram em São Paulo no começo da semana com o diretor de Normas do Sistema Financeiro (Dinor) do Banco Central, Alexandre Tombini.
O encontro foi marcado para que fossem discutidas alternativas capazes de desobstruírem os canais que fazem chegar crédito ao consumidor e às empresas. A impressão de que a taxa nominal de juros deverá cair para 9,75% ao ano daqui a duas semanas se apoderou dos participantes do encontro a partir de sinalizações do diretor do BC de que a Taxa Referencial (TR), que compõe o rendimento da caderneta de poupança, não representa um impeditivo à continuidade da queda de juros.
Durante o encontro na regional do BC na capital paulista, segundo um dos participantes, Tombini teria deixado escapar que a questão da rentabilidade da poupança será sim um problema, mas mais para frente. Não agora. O diretor teria até avaliado que a vinda à baila da discussão envolvendo a caderneta de poupança neste momento teria sido bastante oportuna porque teria deflagrado dentro do governo iniciativas no sentido de corrigir este que poderá vir a ser um grande problema para o encaminhamento da política monetária mais à frente.
De acordo com outra fonte que esteve na reunião, Tombini teria informado ainda que mudanças no rendimento da caderneta de poupança já estariam em curso no âmbito do governo. A discussão dando conta de que a caderneta de poupança poderia passar a ser um limitador de cortes mais expressivos da taxa básica de juros ganhou musculatura depois dos dois cortes profundos da Selic. Em janeiro, num golpe que surpreendeu parte significativa dos analistas do mercado, o colegiado comandado por Henrique Meirelles derrubou de uma só vez a Selic em 1 ponto percentual. Na reunião seguinte, no dia 11 de março, a pancada na taxa de juros foi de 1,5 ponto.
A partir daí, com a percepção consolidada de que o BC não estava mesmo para brincadeira, muitos analistas começaram a entender que, se o ritmo de redução for mantido, a taxa nominal chegará a um patamar que levará a caderneta de poupança a se tornar mais atrativa do que outras modalidades de investimento. Isso configuraria um desastre para os bancos que recorrem a várias outras modalidades de aplicação para captar os recursos que emprestam. Em um momento em que a crise econômica afetou justamente a credibilidade, redundando na obstrução do crédito e da liquidez, a preocupação é pertinente.
Mas a manifestação de Tombini para o seleto grupo de analistas, no que diz respeito à poupança, não é a primeira. Embora as palavras tenham sido mais comedidas, para alguns especialistas o tema já teria sido cogitado na ata do Copom de março.
Economistas vinculados ao mercado financeiro são adeptos da ideia de que o rendimento da poupança não pode se tornar um limitador de corte da taxa básica. Para o professor de economia da Universidade de São Paulo (USP) Heron do Carmo, não faz o menor sentido o BC parar de cortar juros por conta da poupança num momento em que a economia precisa de estímulos.
link da notícia
196334 de 200491
agarrett
4859 31/05/2007Os volumes de minério de ferro importados pela China subiram para o recorde de 51 milhões de toneladas em março, informou ontem o Ministério dos Transportes chinês em seu site, que não forneceu termos comparativos. Segundo a Bloomberg, as usinas chinesas elevaram a produção de aço de dezembro a fevereiro, com a recuperação dos preços em antecipação à demanda gerada pelo pacote de incentivo do governo chinês, de 4 trilhões de yuan (US$ 585 bilhões), o que aumentou as encomendas de minério de ferro, a principal matéria-prima da siderurgia.
Com informaçÕes do Jornal Valor Econômico - SP
link da notícia
196335 de 200491
agarrett
4859 31/05/2007Oferta de crédito na China atinge máxima recorde
Plantão | Publicada em 11/04/2009 às 11h49m
Reuters/Brasil Online
Por Jason Subler e Zhou Xin
PEQUIM (Reuters) - O crescimento de empréstimos e da oferta de capital na China subiram para máximas recordes em março, conforme os bancos prosseguem com a explosiva expansão de crédito para sustentar os esforços do governo na tentativa de reativar a economia.
Os bancos ampliaram 1,89 trilhão de iuanes (276,6 bilhões de dólares) em empréstimos tomados na moeda local no mês de março, elevando o total para 4,58 trilhões de iuanes no primeiro trimestre -beirando a meta anual do governo de pelo menos 5 trilhões de iuanes.
Tal iniciativa ajudou a elevar o crescimento anual da oferta de capital para um recorde de 25,5 por cento em março, acima de 20,5 por cento em fevereiro e muito superior às expectativas de economistas, de avanço de 21,3 por cento.
A liquidez aumentou, apesar do país ter registrado a menor alta trimestral nas reservas de moedas estrangeiras desde o segundo trimestre de 2001, refletindo baixa entrada de recursos por meio do superávit comercial e de investimentos estrangeiros.
As reservas subiram apenas 7,7 bilhões de dólares nos primeiros três meses, atingindo 1,9537 trilhão de dólares no final de março.
Analistas enxergam os números de empréstimos como um sinal de que as medidas de Pequim para fortalecer a demanda doméstica estão funcionando, mas também mostraram cautela sobre a conclusão de que uma recuperação está imediatamente à frente.
"A China completou mais de 90 por cento da meta anual para empréstimos bancários nos primeiros três meses, e isso é absolutamente insustentável", afirmou Zhang Xiaojing, economista da Academia Chinesa de Ciências Sociais, em Pequim.
"Além disso, eu não acho que podemos dizer que o pior momento para a economia chinesa já passou", acrescentou ele. "Os empréstimos em março foram intensos, mas se o forte crescimento do crédito bancário pode reativar o setor econômico real ainda não está claro".
Uma das principais preocupações sobre o aumento da oferta de recursos é de que ele pode financiar especulações no mercado acionário, bem como investimentos e gastos reais, conforme refletiu proporção relativamente alta da conta de financiamento no curto prazo frente ao total.
A conta de financiamentos, que as companhias utilizam para necessidades de capital de curto prazo, somava 1,48 trilhão de iuanes dos novos empréstimos do primeiro trimestre, ou 32,3 por cento do total.
link da notícia
196336 de 200491
agarrett
4859 31/05/2007Produção industrial da China cresce 8,3% em março, diz premiê
PATTAYA, Tailândia (Reuters) - A economia da China está em melhor forma do que se esperava, com a produção industrial crescendo acima do esperado, mas ainda enfrenta grandes desafios, disse no sábado o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao.
Wen, que fez a declaração no dia em que o Banco Central do país informou que no mês passado houve um aumento recorde em novos empréstimos, disse que a produção industrial chinesa cresceu 8,3 por cento em março, depois de uma queda recorde no primeiro bimestre do ano.
Analistas ouvidos pela Reuters previam um aumento de 6 por cento na produção industrial em março, cuja divulgação estava prevista para 16 de abril junto com dados de crescimento do primeiro trimestre e outros indicadores.
"A economia da China tem mostrado sinais positivos, mas todos nós também podemos ver que nossa economia ainda enfrenta algumas dificuldades muito grandes", disse Wen a repórteres na região turística litorânea de Pattaya, na Tailândia, onde líderes do Leste Asiático participam de uma reunião de cúpula.
Ele disse que as autoridades da China vêm tomando as medidas apropriadas para ajudar o país, terceira maior economia do mundo, a superar o que se tornou a pior crise mundial desde a Grande Depressão, na década de 1930.
"A política do governo chinês tem sido oportuna, correta e decisiva", afirmou Wen.
No mais recente sinal de que os esforços do governo para reviver a economia estão começando a dar frutos, o crescimento de novos empréstimos e fornecimento de crédito atingiu novos recordes de alta em março na China.
(Reportagem John Ruwitch e Jason Subler)
link da notícia
196337 de 200491
agarrett
4859 31/05/2007Jornal do Brasil
BRASÍLIA - Os repasses do governo federal às prefeituras do país já recuaram R$ 1,2 bilhão neste ano, até 9 de abril, por conta, principalmente, dos efeitos da crise financeira internacional, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), com base em dados da Secretaria do Tesouro Nacional. Além do parcelamento das dívidas do municípios, que já foi decidido, o governo também estuda outras medidas para aliviar o caixa das prefeituras brasileiras, que podem ser anunciadas já na próxima segunda-feira.
Entre as possibilidades em estudo está a redução da contrapartida para projetos de infraestrutura, inclusive os do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
link da notícia
196338 de 200491
agarrett
4859 31/05/2007Obama diz que EUA têm que liderar resposta a crises mundiais
Publicidade
da Efe
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou em seu tradicional programa de rádio que os EUA têm que assumir seu papel de liderança na comunidade internacional, mas os desafios globais exigem ação coordenada de todas as nações.
"Os EUA têm que liderar o caminho, mas nossa melhor oportunidade para resolver estes problemas sem precedentes vem se agirmos coordenadamente com outras nações", disse.
...
Por uma solução conjunta, afirmou, reuniu-se, em Londres, com os líderes do G20 (os principais países ricos e emergentes) para garantir que as maiores economias do mundo tomem ações enérgicas e unificadas diante da crise econômica global.
"Juntos, demos passos para estimular o crescimento, restaurar o fluxo de crédito, abrir mercados e reformar drasticamente nosso sistema financeiro regulador, para prevenir que essas crises voltem a se repetir", disse Obama.
...
link da notícia
196339 de 200491
agarrett
4859 31/05/2007Alana Gandra, Agência Brasil
RIO - O setor industrial brasileiro, que amargou no primeiro bimestre queda de mais de 15% em relação ao mesmo período do ano passado, tende a se recuperar ao longo do ano. Apesar disso, a indústria não deve crescer em 2009, diz o economista Roberto Brandão, do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel/UFRJ).
- Mesmo se recuperando ao longo do ano, o primeiro bimestre foi muito ruim e vai trazer uma certa inércia para o primeiro semestre. Com isso, dificilmente você vai ter crescimento industrial no ano - avalia Brandão.
Na próxima quarta-feira, dia 15, o Laboratório de Crise do Gesel promove seminário, no Rio, para analisar os números da economia e os impactos da crise no setor elétrico.
Em contrapartida à estagnação projetada para a indústria, o setor de serviços – responsável pela maior parte do Produto Interno Bruto (PIB) – segura a economia e faz com que ela fique mais ou menos estável, destaca Brandão.
Isso, acrescenta o economista, significa que o PIB (soma dos bens e serviços produzidos no país) poderá cair pouco ou crescer muito pouco, com retração da atividade industrial em torno de 2%.
O economista do Gesel acredita, porém, que parte das medidas anticrise implementadas pelo governo vai ter um efeito positivo. Some-se a isso, os juros básicos, que devem continuar em trajetória declinante e contrabalançar o setor exportador, que puxará a economia para baixo, “porque a situação internacional é muito ruim”.
A recuperação deverá começar a ser observada no segundo semestre, embora sobre uma base fraca, destacou Brandão. Ele prevê que o PIB vai ficar em torno de 0% este ano ou próximo disso.
No cenário provocado pela crise externa, o setor elétrico é o que sofre menos, segundo economista da UFRJ. Grande parte da receita do setor elétrico, ressalta, é regulada ou ligada a contratos de longo prazo de geração ou de transmissão.
- Onde afeta é na carga industrial, no mercado livre - afirma o economista. Segundo ele, isso decorre do fato de que houve uma queda de carga expressiva no setor industrial. Vários segmentos industriais eletrointensivos exportadores estão consumindo menos energia.
De maneira geral, Brandão analisou que a carga da maioria das distribuidoras vai apresentar recuo discreto ou vai crescer, em função da carga dos setores comercial e residencial, que podem apresentar desaceleração, mas não queda ao longo do ano.
- Eles não vão andar para trás . O tipo de regulação do setor faz com que os efeitos da crise sejam relativamente pequenos, comparados com outros setores da economia.
Para 2010, a expectativa é que o crescimento do PIB será expressivo. O mesmo deverá suceder na área industrial, “por um efeito quase estatístico.
- O problema que a gente tem este ano provavelmente vai jogar a favor no ano que vem”.
Brandão imagina que o ano de 2010 vai partir de uma base muito maior do que a média de 2008.
- Então, vai ser bastante fácil atingir uma taxa de crescimento mais alta, na faixa de 4% a 4,5%.
O seminário do Laboratório da Crise do Gesel/UFRJ será realizado na Casa da Ciência e contará com apresentações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e Operador Nacional do Sistema (ONS).
17:00 - 11/04/2009
link da notícia
196340 de 200491
agarrett
4859 31/05/2007Ubirajara Loureiro , Jornal do Brasil
RIO - Em pleno terremoto na economia mundial, com seu epicentro nos Estados Unidos, começam a surgir indícios de que a situação começa a ser encaminhada em direção de um equacionamento de problemas que até pouco tempo pareciam insolúveis. O projeto de alteração na lei de falências que tramita no Congresso dos Estados Unidos, permitindo que, nos casos de insolvência de pessoas físicas sejam incluídos os débitos de hipotecas, por exemplo, no entender do economista Aloisio Araújo, é um passo inicial para reduzir os reflexos da crise no sistema financeiro americano.
Graduado em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, doutor em Estatística pela Universidade da Califórnia e professor do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Aloisio Araujo entende que essa modificação na Lei de Falências nos Estados Unidos, reduzindo o valor das hipotecas tendo em vista a excepcionalidade da situação, facilitará a renegociação dos débitos com os bancos, induzindo, paralelamente, o sistema financeiro a promover um expurgo no valor dos derivativos lançados a partir das operações imobiliárias.
Paralelamente, haveria também uma redução nas retomadas dos imóveis pelos bancos. minorando o que já aparece como um grave problema social nos Estados Unidos.
Seria um primeiro passo para desfazer contratos que embasaram lançamentos de títulos na área de derivativos, posteriormente "micados" com a inadimplência dos mutuários arrebanhados sem as cautelas normalmente indispensáveis quanto à capacidade de pagamento do tomador do crédito.
Aloisio Araújo admite que o caminho inclui dificuldades, a primeira das quais o reconhecimento pelos bancos da realidade de que há uma diferença substancial entre o valor real e o que foi contabilizado para os títulos nos respectivos balanços. Mas aí, explica, entra o esquema de incentivo estabelecido pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner.
Com os subsídios do governo americano, os chamados ativos tóxicos poderão ser colocados a valor de mercado, oferecendo possibilidade de ganhos para o investidor, no caso de recuperação do preço dos imóveis ou amortização parcial do débito hipotecário. Ou, pelo menos de minimização das perdas globais, no caso de tudo continuar como está, pois será menor a despesa do governo no sentido de favorecer a depuração dos balanços.
Mesmo reconhecendo a dimensão inédita da crise, Araújo entende que o aprendizado induzido pela depressão que se seguiu à quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, já apresenta resultados no sentido de evitar a repetição de erros, como o protecionismo comercial.
– Este tipo de equívoco, que teve consequências tão graves no século passado, não se repetirá, porque, hoje, todo o mundo está de olho em todo o mundo – afirma.
Neste particular, Araújo atribui muita importância ao esboço de uma nova ordem de controle financeiro internacional, iniciado na reunião do G-20 em Londres .
– Ninguém tem bola de cristal para prever o fim da crise, mas o fato é que, ao fim desse processo, o mundo vai sair melhor, e estará mais regulado, o que é bom para todos – diz Aloísio Araujo
No quadro de turbulência geral, o professor do Impa destaca a situação do Brasil, melhor em termos relativos, tendo-se em vista a magnitude do abalo em outras economias sulamericanas e europeias, mas com perspectivas até favoráveis, no médio prazo.
– Problemas, já os temos. A relação dívida interna/PIB vai crescer, mas a queda do superávit público será minorada pela baixa dos juros, que reduzirá a necessidade de financiamento do governo. E a diversificação da economia reduz a vulnerabilidade comercial do Brasil, que vai até reforçar-se como alternativa de investimento e, certamente, atrair mais capital – conclui Araújo.
22:00 - 11/04/2009
link da notícia