Focus: Analistas reduzem a projeção de crescimento do PIB para 2,31% em 2013

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Brasília, 15 de julho de 2013 – Após contração da economia brasileira em 1,4% registrada em maio, os analistas consultados pelo Banco Central revisaram para baixo a previsão da expansão da atividade econômica este ano.

Segundo o Relatório Focus – pesquisa semanal que o Banco Central do Brasil (BACEN) realiza junto às instituições financeiras, a projeção de crescimento da economia caiu de 2,34% para 2,31% em 2013.

Esta foi a nona queda consecutiva deste indicador. Para 2014 a previsão de crescimento da economia brasileira ficou estável em 2,80%. No primeiro trimestre deste ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou somente 0,60% na comparação com os três últimos meses do ano passado – valor que ficou abaixo da previsão dos economistas.

O aumento do pessimismo em relação ao crescimento do Brasil este ano faz as expectativas se distanciarem cada vez mais das estimativas propostas pelo Governo

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou recentemente que a meta do governo para o crescimento é de 3,00% neste ano, abaixo do que ainda consta no orçamento federal – que prevê uma alta de 3,50%. No mês passado, o BACEN baixou de 3,10% para 2,70% sua estimativa de expansão do PIB em 2013.

Economistas reduzem projeção de crescimento da produção industrial em 2013

As perspectivas para a fragilizada indústria brasileira também pioraram e passaram de 2,34% para 2,23% este ano, na terceira baixa consecutiva.

A deterioração das projeções são um reflexo imediato dos recentes números ruins do comércio e da produção industrial.

De acordo com os analistas consultados para elaboração do relatório, para tentar inverter a queda das previsões, o Banco Central deveria dar demonstrações mais firmes de compromisso com o equilíbrio fiscal.

Economistas reduzem projeção de inflação em 2013

Após a alta dos juros básicos na semana passada, de 8,00% para 8,50% ao ano, os economistas revisaram levemente para baixo a estimativa da inflação para 2013 de 5,81% para 5,80%.

Esta foi a segunda queda consecutiva deste indicador. Para 2014, a previsão permaneceu estável em 5,90%.

O presidente do BACEN, Alexandre Tombini, afirmou que a inflação teria queda neste ano frente ao patamar registrado em 2012 (5,84%) e no ano de 2014. Embora acredite na desaceleração da inflação neste ano, o mercado continua prevendo, entretanto, crescimento da inflação em 2014 – último ano de mandato da presidente Dilma Rousseff.

Pelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BACEN tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

 

 

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