Brasil: custo médio da dívida pública federal em janeiro de 2015

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O custo médio acumulado nos últimos doze meses da Dívida Pública Federal diminuiu de 11,84% ao ano, em dezembro de 2014, para 11,78%, em janeiro de 2015. A redução de 0,06% foi causada, principalmente, pela queda no custo médio do estoque da dívida externa que decresceu 3,79% entre os períodos. A oscilação na cotação do dólar foi o principal responsável pela queda no custo médio da dívida exterior. O custo médio da dívida interna, por outro lado, subiu 0,13 ponto percentual entre dezembro e janeiro.

Rio de Janeiro, 25 de Fevereiro de 2015 – Segundo o Tesouro Nacional, o custo médio acumulado nos últimos doze meses da Dívida Pública Federal (DPF) reduziu-se em 0,06 ponto percentual, passando de 11,84% ao ano, em dezembro de 2014, para 11,78% ao ano, em janeiro deste ano.

Já o custo médio acumulado em doze meses da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) passou de 11,51% ao ano, no últimos mês do ano passado, para 11,64% ao ano, em janeiro de 2015, subindo 0,13 ponto percentual. Quatro dos principais componentes da dívida interna brasileira apresentaram crescimento de custo médio entre os períodos: LFT (de 10,90% para 11,00%), LTN (de 10,37% para 10,40%), NTN-B (de 12,49% para 12,85%) e NTN-C (de 13,91% para 14,19%). Por outro lado, NTN-F (de 11,70% para 11,66%), TDA (de 4,48% para 4,42%) e Dívida Securitizada (de 5,98% para 5,96%) registram queda em seus custos médios entre dezembro e janeiro.

Considerando apenas o custo médio das emissões em oferta pública da DPMFi, houve redução de 0,09 ponto percentual entre os períodos, passando para 11,96% ao ano, em janeiro, contra 12,05% ao ano, em dezembro.

O custo médio de emissão em oferta pública da DPMFi é um indicador que reflete a Taxa Interna de Retorno (TIR) dos títulos do Tesouro Nacional no mercado doméstico, somada às variações de seus indicadores, considerando-se apenas as colocações de títulos em oferta pública (leilões) nos últimos 12 meses.

Dentre os títulos públicos domésticos ofertados em leilões, dois apresentaram redução e dois apresentaram aumento de custo médio entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015. LTN (de 12,08% para 11,89%) e NTN-F (de 12,61% para 12,58%) tiveram diminuição de custo médio, enquanto NTN-B (de 13,27% para 13,52%) e LFT (de 10,90% para 11,00%) registraram seus custos médios aumentados.

Com relação à Dívida Pública Federal externa (DPFe), houve redução no custo médio de seus títulos e contratos no período acumulado dos últimos doze meses, passando de 18,21% ao ano, no último mês de 2014, para 14,42% ao ano, no primeiro mês de 2015. Tal queda ocorreu, principalmente, pela valorização do dólar frente ao real, de 0,23% em janeiro de 2014, contra uma valorização de 3,57% ocorrida no mesmo período do ano anterior.

Tanto a dívida mobiliária (de 18,70% para 15,05%) quanto a dívida contratual (13,43% para 7,74%) registram decréscimo de custo médio entre dezembro e janeiro. Compondo a dívida externa mobiliária, o Global USD (de 21,05% para 17,11%) e o Euro (de 7,60% para -1,06%) também apresentaram redução de custo médio. O outro componente mobiliário da dívida externa, o Global BRL, não apresentou variação de custo médio entre dezembro e janeiro, que manteve-se em 10,79%. Já a dívida externa contratual contraída junto a organismos multilaterais diminuiu de 16,98%, em janeiro, para 13,20%, em dezembro. Por sua vez, os contratos firmados com credores privados internacionais e agências governamentais fecharam janeiro com um custo médio de 4,09%, percentual bem inferior ao custo médio de 11,20% registrado em dezembro do ano anterior.

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