Relatório sobre os resultados operacionais e financeiros da Vale (VALE3 e VALE5) no 1° trimestre de 2015: "endividamento estável baseado em menores custos e disciplina na gestão do capital e portfólio"

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No dia 30 de Abril de 2015, a Vale S/A (VALE3 e VALE5) divulgou um relatório sobre seus resultados operacionais e financeiros durante o primeiro trimestre de 2015 (1T15). O relatório, intitulado de Endividamento Estável Baseado em Menores Custos e Disciplina na Gestão do Capital e Portfólio, destaca a forte produção de minério de ferro no período: 74,5 Mt. Essa foi a maior produção da commodity para um primeiro trimestre na história da companhia.

As informações financeiras e operacionais contidas nesse relatório, exceto quando indicado de outra forma, são apresentadas em bases consolidadas, em milhares de reais, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo a Legislação Societária e a convergência às normas internacionais do IFRS. As principais empresas controladas, que são consolidadas nas demonstrações contábeis da Vale são: Compañia Minera Miski Mayo S.A.C, Mineração Corumbaense Reunida S.A, PT Vale Indonesia Tbk, Salobo Metais S.A., Vale Australia Pty Ltd., Vale International Holdings GMBH, Vale Canada Limited, Vale Fertilizantes S.A., Vale International S.A, Vale Manganês S.A., Vale Mina do Azul S.A., Vale Moçambique S.A., Vale Nouvelle-Caledonie SAS, Vale Oman Peletizing Company LLC e Vale Shipping Holding PTE.

Vale

A Vale é uma empresa especializada na extração mineral e na comercialização de metais. Seu portfólio de produtos inclui: níquel, minério de ferro, minério de manganês, ferroligas, alumínio, fertilizantes, cobre e carvão, dentre outros.

Além disso, a Vale opera sistemas de logística no Brasil, incluindo ferrovias, terminais marítimos e portos, os quais estão integrados com suas operações de mineração e  possui um portfólio de frete marítimo para transporte de minério de ferro. Através de afiliadas e joint-ventures, a empresa também atua na geração e fornecimento de energia e no setor siderúrgico.

A empresa atua em mais de 38 países, incluindo atividades de exploração mineral em 21 países. As principais subsidiárias da empresa são: a Ferrovia Norte Sul S/A, a Vale Colômbia Ltd e a Vale Manganês S/A.

Produção da Vale no 1° Trimestre de 2015

A Vale (VALE3 e VALE5) alcançou produção de minério de ferro de 74,5 Mt nos três primeiros meses de 2015, o maior volume para um primeiro trimestre na história da empresa. A produção em Carajás alcançou 27,5 Mt, um novo recorde para um primeiro trimestre. A produção de níquel alcançou 69.200 t entre janeiro e março de 2015, o melhor desempenho para um primeiro trimestre, enquanto as produções de cobre e ouro alcançaram 107.200 t e 103.000 oz, respectivamente, marcando outros recordes de produção para a Vale.

Receita da Vale no 1° Trimestre de 2015

A receita bruta da Vale (VALE3 e VALE5) alcançou R$ 18,364 bilhões no primeiro trimestre de 2015, o que significou uma redução de R$ 5,181 bilhões em comparação com o quarto trimestre de 2014. Menores volumes sazonais de venda e menores preços de commodities diminuíram a receita em R$ 3,346 bilhões e R$ 3,934 bilhões, respectivamente. A receita foi impactada negativamente por um ajuste de R$ 459 milhões relacionados com os preços provisórios de minério de ferro no último trimestre de 2014 e pela precificação provisória de 45% das vendas de minério de ferro nos três primeiros meses do ano em US$ 51,4/t, contra o IODEX médio de US$ 62,4/t no período.

EBTIDA da Vale no 1° Trimestre de 2015

O EBITDA ajustado da Vale (VALE3 e VALE5) foi de R$ 4,635 bilhões no primeiro trimestre de 2015, ficando 16,8% abaixo do valor registrado no trimestre anterior, principalmente como resultado de menores preços e menores volumes sazonais de venda que tiveram um impacto negativo no EBITDA de R$ 3,936 bilhões e R$ 1,041 bilhão, respectivamente. O EBITDA foi impactado positivamente em R$ 722 milhões da transação de goldstream, mas impactado negativamente por: (a) R$ 459 milhões de ajustes de preço resultantes de preços provisórios de minério de ferro no quarto trimestre de 2014; (b) R$ 827 milhões de menor receita como resultado de 45% das vendas de minério de ferro no primeiro trimestre de 2015, efetuadas a preço provisório de US$ 51,4/t comparado ao IODEX médio de US$ 62,4/t no trimestre; (c) R$ 248 milhões devido às transações liquidadas de hedge de bunker oil contabilizadas como hedge account que impactaram diretamente o custo de frete.

O EBITDA de ferrosos foi impactado por menores preços de commodities e ajustes de preço, mas o custo caixa e custo de frete foram significativamente reduzidos.

– O EBITDA ajustado de ferrosos alcançou R$ 2,920 bilhões no primeiro trimestre de 2015, representando uma diminuição de R$ 1,412 bilhão do total de R$ 4,332 bilhões registrado no quarto trimestre de 2014, principalmente como resultado de uma redução de R$ 2,727 bilhões no preço de venda.

– O preço realizado de finos de minério de ferro (ex-ROM) diminuiu de US$ 61,6/t no quarto trimestre de 2014 para US$ 46,0/t no primeiro trimestre de 2015, impactado negativamente por um ajuste de US$ 2,8/t nos preços provisionados ao final do quarto trimestre de 2014 (US$ 160 milhões deduzidos das receitas) e por um impacto de US$ 4,9/t nos preços devido à diferença entre o preço médio do Platt’s IODEX 62% CFR China de US$ 62,4/t para o 1T15 e os US$ 51,4/t provisionados para 45% de nossas vendas ao final do primeiro trimestre de 2015 (US$ 288 milhões a menos nas receitas).

O EBITDA de metais básicos foi impactado por menores preços, porém os custos e despesas foram ainda mais reduzidos.

– O EBITDA ajustado alcançou R$ 2,032 bilhões no primeiro trimestre de 2015, representando um aumento de R$ 521 milhões dos R$ 1,511 bilhão no quarto trimestre de 2014, impactado positivamente pela transação de goldstream (R$ 722 milhões) e por menores custos (R$ 73 milhões), porém parcialmente compensado pelo efeito de menores preços (R$ 628 milhões).

– A receita de vendas alcançou R$ 4,959 bilhões, ficando R$ 29 milhões abaixo do quarto trimestre de 2014 devido aos menores preços de venda.

– O EBITDA de Salobo alcançou o recorde de R$ 302 milhões em um trimestre, a despeito do volume de produção abaixo do planejado para o primeiro trimestre de 2015.

O EBITDA de carvão e o de fertilizantes foram impactados positivamente pela redução de despesas, apesar de menores preços e volumes.

– O EBITDA ajustado de carvão foi R$ 370 milhões negativos contra um resultado negativo de R$ 529 milhões no quarto trimestre de 2014, a despeito de menores preços de carvão e menores volumes, principalmente como resultado de reduções de despesas adicionais.

– Moatize II alcançou 86% de avanço físico no primeiro trimestre de 2015, com investimentos de US$ 117 milhões no trimestre.

– O Corredor Nacala alcançou 99% de avanço físico em suas seções greenfield, enquanto o Porto de Nacala alcançou 97%.

– O EBITDA ajustado do segmento de fertilizantes aumentou para R$ 257 milhões no primeiro trimestre de 2015 em comparação com os R$ 191 milhões no quarto trimestre de 2014, a despeito de menores preços (R$ 70 milhões) e menores volumes (R$ 58 milhões), principalmente como resultado de menores custos e despesas (R$ 70 milhões).

Investimentos da Vale no 1° Trimestre de 2015

Os investimentos da Vale (VALE3 e VALE5) alcançaram US$ 2,210 bilhões no primeiro trimestre de 2015, equivalente a uma diminuição de US$ 377 milhões quando comparados ao primeiro trimestre de 2014. Os investimentos da companhia em execução de projetos totalizaram US$ 1,516 bilhão, representando uma diminuição de US$ 318 milhões no primeiro trimestre de 2015 contra os investimentos realizados no primeiro trimestre de 2014, enquanto desembolsos com investimentos correntes totalizaram US$ 694 milhões, representando uma diminuição de US$ 59 milhões no 1T15 em comparação com o primeiro trimestre do ano anterior. Investimentos mensurados em regime de competência alcançaram US$ 1,910 bilhão (US$ 300 milhões abaixo), indicando a tendência de melhora no capex para os próximos trimestres.

Desinvestimentos e parcerias representaram US$ 1,017 bilhão em recebimentos de caixa no primeiro trimestre do ano, com US$ 900 milhões recebidos como resultado da venda de 25% adicionais do fluxo de ouro produzido em Salobo como subproduto de cobre durante sua vida útil de mina e US$ 97 milhões recebidos como resultado da venda de 49% de participação da companhia na usina hidroelétrica de Belo Monte.

Dívida da Vale no 1° Trimestre de 2015

A dívida bruta diminuiu em US$ 320 milhões da posição de dívida em 31 de dezembro de 2014, alcançando US$ 28,487 bilhões em 31 de março de 2015, apoiada pelos desinvestimentos de US$ 1,017 bilhão. A dívida líquida alcançou US$ 24,802 bilhões com posição de caixa de US$ 3,685 bilhões antes da distribuição de US$ 1 bilhão em dividendos agendados para pagamento em 30 de abril de 2015. A média do prazo da dívida foi de 8,7 anos com um custo médio de 4,46% por ano.

Conclusão

O ano 2015 será um ano para estabelecer a base de uma empresa ainda mais competitiva e lucrativa à medida que a Vale (VALE3 e VALE5) intensifica e consolida seus esforços de corte de custos, entrega melhorias de produtividade, aumenta seus volumes de produção e aumenta a qualidade de nossos produtos com a finalização de diversos projetos e do início de operação da mina N4WS. Enquanto isso, a empresa permanece confiante que estará apta a manter níveis estáveis de endividamento absoluto conforme executa com sucesso seu programa de desinvestimento e aumenta a disciplina na aplicação de capital.

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