Instável, Ibovespa tem leve queda; Oi sobe 12% e dólar cai para R$ 3,85

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Depois de abrir o dia em alta com as ações da Petrobras e dos bancos, às 11h55, o Índice Bovespa virava e registrava perdas de 0,06%, para 47.554 pontos. Os papéis ordinários (ON, com voto) e preferenciais da série A (PNA, sem voto) da Vale ajudavam a acelerar as baixas do indicador brasileiro com recuo de 1,94% e 2,27%, respectivamente. Na China, o minério de ferro marcava desvalorização de 2,5%.

Com baixas um pouco menores, Petrobras PN caía 0,13%, enquanto suas ações ON permaneciam estáveis. Entre os bancos, Bradesco PN recuava 0,70%, mesma tendência de Itaú Unibanco PN, 1,11%, e das units (recibo de ações) do Santander, 0,41%. Já Banco do Brasil ganhava 1,38%.

Por aqui, a projeção de instituições financeiras para a queda do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano passou de 3% para 3,02%, no 15º ajuste seguido, apontou o Boletim Focus. Para o próximo ano, a estimativa de retração passou de 1,22% para 1,43%, na terceira alteração consecutiva. Além disso, a Dívida Pública Federal avançou 1,8% em setembro, na comparação com agosto, de R$ 2,686 trilhões para R$ 2,734 trilhões, informou o Tesouro Nacional. O anúncio do governo assumindo oficialmente que deverá fechar este ano com déficit primário deve ser feito nos próximos dias. Na quinta-feira, sai o resultado do Governo Central de setembro e, na sexta-feira, o BC solta o do setor público consolidado.

Destaques do Ibovespa; Oi ganha 12%

As piores quedas do Ibovespa ficavam com Copel PNB, 3,94%, Rumo Logística ON, 3,12%, Bradespar PN, 2,34%, e com os papéis da Vale. Na contramão, as maiores altas do índice eram de Oi PN, 12,82%, Cia Hering ON, 4,64%, Telefônica PN, 4,18%, e Natura ON, 3,45%. A operadora Oi reflete a proposta de aporte do grupo russo Letter One de US$ 4 bilhões, desde que a companhia compre sua concorrente TIM, conforme fato relevante divulgado hoje pela operadora.

Europa tem leve recuo e mercado futuro americano ganha até 2%

Na zona do euro, o Stoxx 50, dos 50 papéis mais líquidos do bloco, perdia 0,03%, acompanhado pelo britânico Financial Times, 0,01%, e pelo francês CAC, 0,23%. Já o alemão DAX avançava 0,37%. Por lá, segundo as prévias do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) da região em outubro, a variação dos preços passou de -0,1% para +0,1% na análise anual. Na Alemanha, o Índice de Clima de Negócios, medido pelo Instituto IFO, teve queda de 108,5 para 108,2 em outubro, mas ainda acima das estimativas de mercado (107,8).

Após o corte de juros e do compulsório dos bancos na China anunciado na semana passada, os principais índices locais fecharam com ganhos. Hoje, o Partido Comunista chinês inicia suas discussões sobre as metas de crescimento do país, que podem ser reduzidas de 7% para 6,5%. Enquanto isso, o petróleo WTI, negociado em Nova York, caía 0,40%, para US$ 44,42, assim como o tipo Brent, de Londres, que perdia 0,44%, para US$ 47,78.

No mercado futuro americano, o Dow Jones ganhava 0,90%, seguido pelo Standard & Poor’s 500, 1,10%, e pelo índice da bolsa eletrônica Nasdaq, 2,27%. Os investidores repercutiam um possível ajuste para cima dos juros em dezembro com a proximidade da reunião sobre política monetária do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) deste mês, que terá início nesta quarta-feira.

Juros caem; dólar recua 1% com rolagem de swaps

O mercado de juros futuros registrava queda. Para 2016, as projeções recuavam de 14,25% ao ano para 14,23%. Os negócios válidos até 2017 tinham taxas de 15,30%, ante 15,32% da última sexta-feira. No longo prazo, 2021 registrava 15,92%, contra projeção anterior de 15,97%. O dólar comercial, por sua vez, caía 1%, para R$ 3,85 na venda, assim como o dólar turismo tinha baixa de 1,21%, sendo vendido por R$ 4,06.

Há pouco, o Banco Central (BC) deu início a um leilão de até 10.275 contratos de swap cambial, com o objetivo de reduzir a pressão por proteção cambial do mercado. O BC vai manter o número de contratos oferecidos em leilão por todo o mês de novembro, o que garantirá a rolagem integral dos vencimentos do próximo mês. Será o terceiro mês seguido de rolagem integral desses contratos, o que mostra a preocupação com a desvalorização do real e o impacto sobre os preços e a inflação.

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