Relatório sobre os resultados operacionais e financeiros da Marcopolo (POMO3 e POMO4) no 1° trimestre de 2015

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Em 04 de Maio de 2015, a Marcopolo S/A divulgou relatório sobre seus resultados operacionais e financeiros durante o primeiro trimestre de 2015. As informações financeiras e operacionais contidas nesse relatório, exceto quando indicado de outra forma, são apresentadas em bases consolidadas, em reais brasileiros, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo a Legislação Societária e a convergência às normas internacionais do IFRS. As comparações realizadas neste comunicado levam em consideração o primeiro trimestre de 2014, exceto quando especificado em contrário.

Sediada em Caxias do Sul (RS) e fundada em 06 de agosto de 1949, a Marcopolo (BOV:POMO3 e BOV:POMO4) tem por principal atividade a fabricação de ônibus, de carrocerias para ônibus e componentes. A linha de produtos abrange uma ampla variedade de modelos, composta pelos grupos de rodoviários, urbanos, micros e minis, além da família Volare (ônibus completo, com chassi e carroceria).

A fabricação de ônibus é realizada em dezesseis unidades fabris, sendo quatro no Brasil e doze no exterior, sendo uma unidade própria na África do Sul, três na Austrália, além de coligadas/controladas na Argentina (duas), Colômbia, Egito, Índia (duas), México e uma fábrica de peças e componentes para carrocerias de ônibus na China. A Marcopolo (POMO3 e POMO4) detém ainda participações nas empresas: SPHEROS (climatização e ar-condicionado), WSUL (espumas para assentos), MVC – Componentes Plásticos Ltda e New Flyer. Além das empresas mencionadas, a Marcopolo detém o controle integral do Banco Moneo S/A, constituído para dar suporte ao financiamento dos produtos Marcopolo.

 

 

Conjuntura Econômica da Marcopolo no 1° Trimestre de 2015

A Receita Líquida da Marcopolo (POMO3 e POMO4) somou R$ 656,8 milhões.

O Lucro Bruto somou R$ 112,5 milhões, com margem de 17,1%.

O EBITDA foi de R$ 65,8 milhões e margem de 10,0%.

O Lucro Líquido totalizou R$ 34,0 milhões e margem de 5,2%.

A Produção da Marcopolo atingiu 2.747 unidades no Brasil e 3.292 unidades incluindo as operações no exterior.

No primeiro trimestre de 2015, a produção brasileira de ônibus atingiu 5.045 unidades, redução de 27,7% em relação ao primeiro trimestre de 2014.

 

 

A Receita Líquida da Marcopolo no 1° Trimestre de 2015

A receita líquida consolidada da Marcopolo (POMO3 e POMO4) alcançou R$ 656,8 milhões no primeiro trimestre de 2015, 11,5% inferior aos R$ 741,8 milhões contabilizados no primeiro trimestre de 2014. No mercado interno, a receita atingiu R$ 360,0 milhões, ou 54,8% do total, enquanto que no mercado externo somou R$ 296,8 milhões, representando os demais 45,2%. A maior receita das unidades do exterior, em especial da Volgren, na Austrália, e da Polomex, no México, que cresceram 15,6% e 9,8%, respectivamente, aliado ao impacto cambial positivo nas exportações a partir do Brasil, compensou em parte a redução na receita líquida do mercado interno.

 

 

O Lucro Bruto e a Margem Bruta da Marcopolo no 1° Trimestre de 2015

O lucro bruto consolidado do primeiro trimestre de 2015 atingiu R$ 112,5 milhões, com margem de 17,1%, contra R$ 129,1 milhões e margem de 17,4% no primeiro trimestre de 2014. É importante destacar a melhora na margem das unidades do exterior, especialmente Polomex, no México, MAC, na China, e MASA na África do Sul. Mesmo em um cenário mais restritivo no mercado interno, o efeito positivo da variação cambial sobre as exportações ajudou a sustentar a margem. Ressalta-se ainda o esforço contínuo da Marcopolo (POMO3 e POMO4) no sentido de reduzir custos e melhorar a eficiência operacional.

 

 

As Despesas da Marcopolo no 1° Trimestre de 2015

As despesas com vendas da  Marcopolo (POMO3 e POMO4) totalizaram R$ 34,7 milhões no primeiro trimestre de 2015, contra R$ 32,4 milhões no primeiro trimestre de 2014,  respectivamente 5,3% e 4,4% da receita líquida. O aumento das despesas com vendas é em grande parte explicado pela menor reversão de provisões para créditos de liquidação duvidosa que somou R$ 1,1 milhão no primeiro trimestre de 2015 e R$ 3,4 milhões no primeiro trimestre de 2014.

As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 36,3 milhões no primeiro trimestre de 2015, ou 5,5% da receita líquida, enquanto que no primeiro trimestre de 2014 essas despesas somaram R$ 38,6 milhões, ou 5,2% da receita.

No primeiro trimestre de 2015, foi contabilizado R$ 0,3 milhão como “Outras Despesas Operacionais”.

 

 

O Resultado Financeiro Líquido da Marcopolo no 1° Trimestre de 2015

O resultado financeiro líquido da Marcopolo (POMO3 e POMO4) do primeiro trimestre de 2015 foi negativo em R$ 19,9 milhões, ante os R$ 9,2 milhões positivos registrados no primeiro trimestre de 2014. Esse resultado é explicado pela maior despesa de variação cambial, incluindo as operações de forward destinadas à proteção da carteira de pedidos, resultante da desvalorização de 20,8% do real em relação ao dólar ao longo dos três primeiros meses de 2015.

 

 

O EBITDA da Marcopolo no 1° Trimestre de 2015

O EBITDA da Marcopolo (POMO3 e POMO4) alcançou R$ 65,8 milhões no primeiro trimestre de 2015, com margem de 10,0%, contra R$ 74,8 milhões e margem de 10,1% no primeiro trimestre de 2014. A variação EBITDA foi de -12,03%.

 

 

O Lucro Líquido da Marcopolo no 1° Trimestre de 2015

O lucro líquido consolidado da Marcopolo (POMO3 e POMO4) do primeiro trimestre de 2015 atingiu R$ 34,0 milhões, com margem líquida de 5,2%, contra R$ 54,3 milhões e  margem de 7,3% no primeiro trimestre de 2014. A variação de lucro líquido do primeiro trimestre de 2015/2014 foi de -37,38%.

 

 

O Endividamento da Marcopolo no 1° Trimestre de 2015

O endividamento financeiro líquido da  Marcopolo (POMO3 e POMO4) totalizava R$ 1.165,8 milhões ao final do primeiro trimestre de 2015 (e R$ 1.197,3 milhões ao final do primeiro trimestre de 2014). Desse total, R$ 709,1 milhões eram provenientes do segmento financeiro (Banco Moneo), e R$ 456,7 milhões do segmento industrial. Em 31 de março, o endividamento financeiro líquido do segmento industrial representava 1,5x o EBITDA dos últimos 12 meses.

 

 

Os ativos totais da Marcopolo no 1° Trimestre de 2015

No primeiro trimestre de 2015, os ativos da Marcopolo (POMO3 e POMO4) totalizaram R$ 4.531.956 milhões. Na comparação com o quarto trimestre de 2014, quando o total de ativos foram R$ 4.438.565 milhões, a variação foi de 2,10%,

 

 

O Patrimônio Líquido da Marcopolo no 1° Trimestre de 2015

No primeiro trimestre de 2015, o patrimônio líquido da Marcopolo (POMO3 e POMO4) foi de R$ 28.225 milhões. Já no quarto trimestre de 2014, o total do patrimônio líquido foi de R$ 23.430 milhões. A variação de um trimestre para o outro foi de 20,47%.

 

 

Marcopolo no mercado de capitais

No primeiro trimestre de 2015, foram realizadas 462,3 mil transações, crescimento de 56,0% sobre as 296,4 mil realizadas no primeiro trimestre de 2014, e negociadas 322,6 milhões de ações. As negociações com ações de emissão da Marcopolo (POMO3 e POMO4) movimentaram R$ 810,2 milhões no primeiro trimestre de 2015, 9,2% superior ao do primeiro trimestre de 2014. A participação de investidores estrangeiros no capital social da Marcopolo totalizava, em 31 de março de 2015, 55,7% das ações preferenciais e 37,4% do capital social total.

Além das ações ordinárias POMO3, cotas da Marcopolo S/A também são negociadas no mercado acionário brasileiro através de ações preferenciais (POMO4). Ambos os ativos pertencem ao segmento Nível 2 da BM&FBovespa, que assegura aos detentores de ações ordinárias e preferenciais o mesmo tratamento concedido ao acionista controlador no caso de venda da empresa, prevendo, portanto, o direito de tag along de 100% do preço pago pelas ações ordinárias do acionista controlador.

Os acionistas detentores de ações ordinárias POMO3 possuem direito a dividendos de, no mínimo, 25% do lucro, após as deduções legalmente previstas, inclusive a formação da provisão para participação a empregados quando concedida, e da provisão de até 10% para participação aos administradores.

A Marcopolo também garante a estes acionistas: direito pleno a voto, direito a reembolso de capital e direito a conversibilidade de ações.

Para conversibilidade de ações é necessária a aprovação da Assembléia Geral da companhia, que poderá facultar aos acionistas a conversão de ações ordinárias em preferenciais, na proporção das ações possuidas, até que o número total destas atinja a 2/3 das ações emitidas.

Já o reembolso de capital ocorre no caso de liquidação da companhia, e após serem reembolsadas as ações preferenciais.

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