Com Petrobras, Ibovespa perde 1,50%; Europa despenca com resultados corporativos e dólar atinge R$ 4,09

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Num novo dia de aversão ao risco e fortes quedas no exterior, o Índice Bovespa abriu em baixa, puxado pelos papéis da Petrobras. Às 11h20, o principal indicador acionário brasileiro tinha recuo de 1,50%, aos 37.485 pontos. Com o petróleo marcando desvalorização de quase 4% no mercado internacional, as ações ordinárias (ON, com voto) e preferenciais (PN, sem voto) da estatal petroleira caíam 2,93% e 4,29%, respectivamente.

A Petrobras informou hoje, por meio de fato relevante, que iniciou negociações para a venda de sua participação na Petrobras Argentina. Segundo a nota, “não há até o momento qualquer acordo formado que confira segurança quanto a conclusão da transação, nem deliberação por parte da diretoria executiva ou do conselho de administração da empresa”.

Também com importante peso no índice, Vale ON recuava 3,59% e suas ações PNA tinham perdas de 4,26%, seguidas por Ambev ON, 0,72%, Itaú Unibanco PN, 1,79%, Bradesco PN, 1,34%, Banco do Brasil ON, 0,70%, e as units (recibos de ações) do Santander, 2,26%.

Por aqui, o mercado aguarda a decisão de política monetária do Banco Central (BC) sobre a elevação da taxa básica de juros (Selic) no último dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A maior parte dos analistas apostam numa alta de 0,25 ponto percentual, para 14,50%.

Altas e baixas do Ibovespa

No horário, as piores quedas do Ibovespa ficavam com Rumo Logística ON, 8,61%, Oi ON, 4,59%, Ecorodovias ON, 4,24%, e Natura ON, 4,23%. Rumo perde mais uma vez diante de sua complicada situação de endividamento, cronograma de investimentos apertado e pouco fluxo de caixa. Na ponta positiva, as maiores altas do indicador eram de Braskem PNA, 1,02%, Cia Hering ON, 0,57%, BR Malls ON, 0,35%, e Energias BR ON, 0,18%.

Europa cai 3% com resultados corporativos

Em meio às preocupações sobre o crescimento econômico global, os europeus amargam hoje fortes perdas em bolsa. Com resultados corporativos fracos, principalmente no setor de matérias-primas, o Stoxx 50, dos 50 papéis mais líquidos da região, recuava 3,04%, como o britânico Financial Times, 3,05%, o francês CAC, 3,28%, e o alemão DAX, 2,77%.

EUA acompanham europeus e petróleo perde quase 4%

No mercado futuro americano, os principais índices de ações acompanhavam as significativas perdas dos investidores europeus. O Dow Jones caía 1,87%, seguido pelo S&P 500, 1,83%, e pelo indicador da Nasdaq, 1,94%. Entre as commodities, o petróleo WTI, negociado em Nova York, perdia mais 3,72%, para US$ 27,40, assim como o barril do tipo Brent, de Londres, 2,85%, para US$ 27,94. Na China, o CSI 300 teve novo recuo de 1,51%.

Juros longos avançam; dólar tem maior nível desde setembro

As projeções de juros futuros longos, por sua vez, abriram o dia em alta. Para 2017, as taxas passavam de 15,40% ao ano para 15,33%. Enquanto os juros dos contratos válidos até 2018 ficavam em 16,44%, contra 16,42% ontem. No longo prazo, os negócios com vencimento em janeiro de 2021 tinham taxas de 16,83%, ante projeção anterior de 16,65%. O dólar comercial subia 0,76%, para R$ 4,09, depois de bater os R$ 4,10, nível visto pela última vez em setembro, assim como o dólar turismo que ganhava 0,23%, vendido a R$ 4,24.

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