Vale recupera 4% e impulsiona Ibovespa; juros caem e dólar volta aos R$ 4

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Em dia de recuperação no Brasil e no exterior, às 12 horas, o Índice Bovespa subia 0,72%, para 39.797 pontos, impulsionado pelos ganhos das ações ordinárias (BOV:VALE3 – ON, com voto) e preferenciais da série A (BOV:VALE5 – PNA, sem voto) da Vale, que avançavam 4,14% e 3,99%, respectivamente. A mineradora brasileira tinha valorização mesmo com a nova queda de 1,86% do índice de ações CSI 300 na China, país que é seu principal mercado comprador.

A Petrobras, que chegou a perder 9% ontem, também ajudava o indicador ganhando 1,43% nos papéis ON (BOV:PETR3) e 1,63% nos PN (BOV:PETR4). Hoje, a estatal reflete a notícia publicada no jornal “Folha de S. Paulo” de que a companhia agiliza a venda da sua fatia na petroquímica Braskem (BOV:BRKM5) para “engordar” seu caixa em tempos de Lava Jato e petróleo em baixa. Com forte peso no índice local, os bancos marcavam a mesma trajetória, com o Itaú Unibanco PN (BOV:ITUB4) subindo 0,85%, seguido por Bradesco PN (BOV:BBDC4), 0,06%, Banco do Brasil ON (BOV:BBAS3), 0,15%, e pelas units (recibos de ações) do Santander (BOV:SANB11), 0,65%.

Cia Hering ganha 4% e Cemig perde 2%

Sem contar Vale, os maiores avanços do Ibovespa no horário eram de Cia Hering ON (BOV:HGTX3), 4%, Bradespar PN (BOV:BRAP4), 3,06%, Oi PN (BOV:OIBR4), 2,47%, e CPFL Energia ON (BOV:CPFE3), 2,13%. Mais uma vez, a Bradespar tinha ganhos na condição de importante acionista da Vale. Na ponta negativa, os piores recuos do índice estavam com Cemig PN (BOV:CMIG4), 2,68%, Smiles ON (BOV:SMLE3), 1,89%, Gol PN (BOV:GOLL4), 1,86%, e Braskem PNA (BOV:BRKM5), 1,84%.

EUA e Europa ignoram nova queda chinesa e avançam mais de 1%

Mesmo com a nova baixa do índice chinês CSI 300, os principais índices de ações dos Estados Unidos e da zona do euro registravam ganhos. Na China, os investidores viram a balança comercial do país totalizar superávit de US$ 60,09 bilhões em dezembro, acima do esperado pelo mercado (US$ 51,3 bilhões).

No mercado futuro americano, o Dow Jones marcava avanços de 0,79%, com o S&P 500, 0,86%, e o indicador da Nasdaq, 0,90%. Na Europa, o Stoxx 50 ganhava 1,55%, acompanhado pelo britânico Financial Times, 1,16%, o alemão DAX, 1,18%, e o francês CAC, 1,48%. Na região, o Índice de Preços ao Consumidor da França fechou 2015 com alta de 0,2%, após avanço de 0,1% no ano anterior. O petróleo WTI, negociado em Nova York, também ganhava fôlego com alta de 3,45%, para US$ 31,49, como o Brent, de Londres, 3,14%, para US$ 31,83.

Juros caem e dólar volta aos R$ 4

As taxas de juros futuros para 2017 caíam pela manhã de 15,51% ao ano para 15,48%. Para 2018, as projeções permaneciam estáveis em 16,26%, enquanto os contratos válidos até janeiro de 2021 registravam taxas 16,27%, contra projeção anterior de 16,32%. O dólar comercial também recuava 1,16%, para R$ 4 na venda, ao passo que o dólar turismo continuava sendo vendido a R$ 4,24.

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