Yellen fala que alta dos juros nos EUA está próxima e bolsas caem

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Declarações da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, afirmando que a alta dos juros nos EUA pode vir relativamente cedo e dados de procura por seguro desemprego baixos provocaram preocupação nos mercados e baixa nas bolsas internacionais e locais. Após a fala de Yellen, os mercados passaram a trabalhar com 90% de chance de alta nos juros americanos em dezembro. A taxa básica do Fed hoje está em 0,5% ao ano.

O Índice Bovespa, que iniciou o dia em ligeira alta, perdeu força e passou a cair. Às 12h40, o índice estava em 60.600 pontos, em queda de 0,26%, depois de ter chegado aos 60.249 pontos. Já o dólar, que vinha caindo pela manhã, reduziu as perdas e recuava 0,35%, para R$ 3,411 para venda. No mercado futuro de juros DI, as taxas para janeiro de 2018 caíam ligeiramente, para 12,40%, ante 12,41% ontem, enquanto para 2021 recuavam para 12,05%, ante 12,07% ontem.

Petrobras sobe com Liquigás e petróleo

Petrobras segue como mais negociada do pregão, com o papel preferencial (BOV:PETR4) (PN, sem voto) subindo 3,12% e o ordinário (BOV:PETR3) (ON, com voto), 1,06%. A ação é beneficiada pela notícia de que a empresa fechou a venda da Liquigás para a Ultrapar, por R$ 2,8 bilhões. Além disso, o petróleo está em alta no exterior.

O petróleo sobe depois que autoridades da Arábia Saudita, maior produtor mundial terem afirmado que estão otimistas em torno de um acordo com outros países da Opep  em Doha. O barril do petróleo tipo WTI nos EUA subia 1,87%, para US$ 46,42, enquanto o Brent, de Londres, ganhava 1,89%, para US$ 47,51.

Já a Vale, segundo papel mais negociado no dia, sobe 0,13% no papel PNA (BOV:VALE5) e cai 0,68% no ON (BOV:VALE3). Os bancos também têm comportamentos distintos, com Banco do Brasil ON (BOV:BBAS3) subindo 0,96% e Itaú Unibanco PN (BOV:ITUB4) caindo 1,33%.

As maiores altas do índice eram de Rumo Logística ON (BOV:RUMO3), com 7,14%, JBS ON (BOV:JBSS3), 5,03%, Petrobras PN (BOV:PETR4), Fibria ON (BOV:FIBR3) e Cemig PN (BOV:CMIG4). A Rumo teria recebido uma proposta de R$ 2 bilhões por seu terminal no Porto de Santos. Já a Cemig estaria procurando sócios privados para investir em usinas.

As maiores quedas do Índice Bovespa eram de Kroton ON (BOV:KROT3), 3,25%, Klabin Unit (BOV:KLBN11), 2,34%, Ultrapar ON (BOV:UGPA3), 2,18%, Sabesp ON (BOV:SBSP3), 1,78% e Cielo ON (BOV:CIEL3), 1,49%.

No exterior, além da fala de Yellen, o mercado repercute os números de pedidos de auxílio desemprego nos EUA, que caíram em 19 mil, para 235 mil na semana encerrada dia 12, o menor número desde 1973. Já os inícios de construções de residências subiram para o maior nível em nove anos em outubro, com um forte crescimento em unidades familiares individuais. O número subiu 25,5%, para 1,32 milhão de unidades anualizadas, o avanço mais rápido desde agosto de 2007.

Ambos os números, de seguro desemprego e construções, indicam que a atividade econômica americana está aquecida e justifica a alta dos juros. Por isso, Yellen afirmou, diante de uma comissão do Congresso americano, que uma alta dos juros “pode bem se tornar apropriada relativamente cedo se os dados econômicos fornecerem algumas novas evidências de continuação do progresso dos objetivos do comitê” de mercado aberto (Fomc). Uma alta dos juros atrai recursos para papéis americanos de renda fixa e desestimula aplicação em bolsas e mercados emergentes, de maior risco.

Na Europa, o Índice Stoxx 50, que reúne os 50 papéis mais negociados, subia 0,26%. O Financial Times, de Londres, ganhava 0,52%, depois de dados positivos de vendas no varejo. O DAX, de Frankfurt, perdia 0,06% e o CAC, de Paris, ganhava 0,36%.

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