Fundo Verde de Luis Stuhlberger reduz posição em ações

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O Fundo Verde, do aclamado gestor Luis Stuhlberger, está preocupado com as mudanças propostas na reforma da Previdência e a consequente menor eficácia das mudanças na situação fiscal “extremamente frágil” do Brasil tano no curto quanto no médio e longo prazo, mostra a carta mensal divulgada nesta segunda-feira.

“A aprovação de uma reforma da previdência robusta, que faça com que a curva de crescimento de gastos seja bem menos inclinada, é condição necessária, mas não suficiente, para que (i) o teto dos gastos funcione e (ii) para que a trajetória da relação dívida/PIB fique bem-comportada. Diante desse contexto, vemos com bastante preocupação os sinais vindos de Brasília nas últimas semanas”, ressalta a gestora.

Cautela

Stuhlberger repara que os mercados têm sido muito complacentes com a desfiguração da proposta enviada ao Congresso, o que preocupa. “Não sabemos até quando, mas nos lembramos da situação do grão que desmorona a pilha de areia. Qual vai ser a concessão na reforma da previdência que vai provocar uma correção não-linear dos mercados?”, questiona o fundo.

Com isso, o Verde optou por reduzir a exposição do fundo às ações brasileiras, e também a um aumento da posição comprada em dólar contra real. “Na renda fixa permanecemos posicionados para um juro real mais baixo”, mostra a análise. Em março, o fundo apresentou rentabilidade de 2,59%.

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