Crise política volta a pesar, fazendo Ibovespa iniciar Junho em queda

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O Ibovespa, principal índice de ações da BM&FBovespa fechou em baixa nesta quinta-feira, primeiro pregão de junho de 2017, com a cautela política no radar dos investidores e tendo as ações do Itaú Unibanco e da Vale entre as maiores pressões negativas.

 

Ibovespa Hoje

Ibovespa fechou em queda de 0,67% nesta quinta-feira, 01 de junho de 2017, cotado em 62.288,52. Foi a segunda baixa seguida do indicador, que havia caído 1,96% na véspera.

A queda do dia foi influenciada, principalmente, pelo desempenho negativo das ações da Vale, da Petrobras, do Banco do Brasil e do Itaú Unibanco, que caíram mais de 1%. Os papéis da Ambev e do Bradesco também registraram perdas. Essas empresas têm grande peso sobre o Ibovespa.

 

Ibovespa em Junho

Em junho, após apenas um pregão, o principal índice de ações brasileiro acumula uma desvalorização de 0,67%. Ao longo do mês, foi realizado um pregão de baixa contra nenhum de alta. No pregão do dia 31 de maio, o indicador encerrou cotado em 62.711,47 pontos.

 

Ibovespa em 2017

Em 2017, após cem e três pregões, o Ibovespa acumula uma valorização de 3,42%. No último pregão de 2016, o principal índice acionário do país fechou cotado em 60.227,29 pontos. Ao longo do ano, foram registrados quarenta e sete pregões de baixa contra cinquenta e seis de alta.

 

Cenário Interno

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a economia brasileira cresceu 1% no primeiro trimestre em relação ao trimestre anterior. Com isso, investidores aproveitaram para comprar dólares, o que influenciou o movimento de alta à tarde.

Na véspera, o Banco Central reduziu a taxa básica de juros em um ponto percentual, a 10,25% ao ano, e indicou que deve optar por um corte menor da Selic em sua próxima reunião, em julho.

Além disso, investidores continuam atentos aos desdobramentos da crise política. Na próxima terça-feira (06 de junho), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deve julgar ação sobre a cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições de 2014. O mercado já trabalha com a possibilidade de o presidente Michel Temer não terminar seu mandato.

 

Cenário Externo

No exterior, o dia foi marcado por baixa nos preços do petróleo, o que ajuda a puxar o Ibovespa para cima.

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