Light: tarifa média de fornecimento sobe 1,1% no trimestre

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No segmento de distribuição, a Light (BOV:LIGT3destaca que a tarifa média de fornecimento cresceu 1,1%, para R$ 718/Mwh no mercado cativo, e o dado sem impostos ficou em R$ 489/MWh, queda de 2,0%. O número de consumidores subiu 1,3%, para 4,431 milhões e o de empregados ficou estável. O custo médio de contratos bilaterais aumentou em 8,7%, para R$ 194/Mwh no período, ao passo que o indicador com spot, que inclui risco hidrológico, teve alta de 26,5%, para R$242/Mwh.

No terceiro trimestre, o Mercado Faturado Total foi de 5.683 GWh contra 5.947 GWh no mesmo período do ano anterior, ou seja, uma queda de 4,4%. No mercado cativo, a redução foi de 9,5%, o que a companhia atribui, em grande parte, à migração de clientes da classe comercial para o mercado livre (178 Gwh) e redução do ritmo da atividade econômica na indústria e no comércio do estado do Rio de Janeiro.

A classe residencial teve queda de 0,6% no consumo, com o faturamento de energia recuperada (REN), resultado da estratégia no combate às perdas, explica a Light. Ao todo, foram recuperados em todas as classes 232 GWh (ante 185 GWh no 3T16), sendo 216 GWh na classe residencial e 14 GWh na classe comercial. Excluindo-se o efeito da REN, o desempenho do residencial seria de -3,6% e no Total de -5,4%.

Arrecadação

O índice de Arrecadação Global em setembro ficou em 94,1%, ante 93,9% para o período encerrado em junho/17, com avanço no segmento do Poder Público de 1,2 p.p.

“Vale ressaltar que o crescente volume de cobrança de REN impacta negativamente o índice de arrecadação global, pois ingressa no caixa de forma parcelada”, explica a Light. Desconsiderando o efeito da REN, a taxa de arrecadação (12 meses) do segmento de varejo seria de 98,5% no 3T17 e a arrecadação total (12 meses) seria de 99,1% no mesmo período.

Quanto aos índices de qualidade, o DEC (12 meses) em setembro foi de 10,29 horas, melhora de 6,2% sobre junho e abaixo do limite estabelecido pela Aneel para o final do ano, de 11,39 horas. O FEC (12 meses) foi de 5,54 vezes, 9,0% abaixo de junho e superando o limite da Aneel para o final do ano, de 5,99 vezes.

Geração

A capacidade instalada de geração caiu 1% no terceiro trimestre para 998 MW. Ainda de acordo com a prévia operacional, a geração líquida cresceu 35,8% para 891 Gwh. O volume de venda de energia no ambiente de contratação livre aumentou 6,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior, “principalmente devido a política de sazonalização dos contratos existentes, com uma maior concentração nas vendas a partir de maio/17”. No total, entretanto, houve queda de 6%. No spot, mesmo com o aumento do volume de energia para lastro de hedge hidrológico, a queda do GSF no 3T17 resultou em uma maior exposição na CCEE, aumento de 131,5%, para 243,3 Gwh negativos.

Comercialização

Neste trimestre, o volume de comercialização aumentou 35,7% em comparação ao terceiro trimestre de 2016, devido à realização das operações de compra de energia para recomposição do hedge da Light Energia (60 MW médios de maio/17 a dezembro/17 e 60 MW médios de setembro/17 a dezembro/18). O preço médio de venda líquido de impostos aumentou 5,4%, para R$ 182,7/Mwh.

Fonte: Agência Estado

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