Mais competitiva, poupança capta R$ 3,2 bi em setembro, melhor resultado desde 2013

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As cadernetas de poupança fecharam setembro com uma captação líquida (descontada a rentabilidade) de R$ 3,165 bilhões, o melhor resultado para o mês desde 2013. No ano passado, as cadernetas perderam R$ 1,9 bilhão, reflexo da baixa rentabilidade da aplicação em relação às opções em fundos, Tesouro Direto e papéis isentos como LCI e LCA. Agora, com a queda dos juros para 8,25%, as cadernetas voltaram a ter um rendimento competitivo em relação aos fundos e aos papéis privados e do Tesouro, pela vantagem da isenção fiscal. O rendimento é mais baixo, acompanhando a queda dos juros, mas comparativamente as cadernetas chegam a render mais que a maioria dos fundos DI de varejo.

Mesmo com a mudança no cálculo a partir da redução dos juros para menos de 8,5% ao ano, que atingirá os depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012 e reduzirá o rendimento em relação ao 0,5% ao mês, a caderneta será competitiva em comparação com os fundos DI com taxa de administração de 1,5% ou mais. A partir desse nível de juros, os depósitos da chamada nova caderneta passam a render 70% da Selic mais Taxa Referencial (TR). E quanto mais o juro cair, mais competitiva será a caderneta em relação aos fundos, pelo impacto da taxa de administração cobrada pelos gestores.

Com isso, os investidores estão voltando para as cadernetas. Setembro foi o quinto mês seguido de captação líquida dessas aplicações, que começaram o ano perdendo depósitos. Por isso, no ano, o saldo acumulado ainda é negativo, em R$ 2,277 bilhões. Mas já está muito melhor que o ano passado, quando as cadernetas perderam R$ 31,222 bilhões.

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