Credit Suisse eleva preço-alo da Suzano (SUZB3) com a alta do dólar; Empresa prepara alta no preço da celulose

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Credit Suisse eleva preço-alvo da Suzano de R$ 38,00 para R$ 45,00 antes do balanço do 1T20 e mantém recomendação neutra com impacto misto na alta do dólar.

Os analistas do CS elevaram a estimativa para o dólar no Brasil a R$5,70 e R$5,00 em 2020 e 2021, e a projeção para o custo de capital para 14,2%

A situação atípica gerada pela Covid-19 ajudou os embarques de celulose no trimestre a superarem um pouco a sazonalidade fraca do primeiro trimestre.

“No geral, esperamos que a Suzano mostre resultados operacionais decentes no trimestre”, disse Ribeiro, que alertou que a depreciação pode gerar, conjuntamente com a marcação a mercado da dívida denominada em moeda estrangeira, uma disparada na alavancagem para o equivalente de 6,5 vezes o EBITDA anual.

“A Suzano, maior exportadora de celulose de eucalipto do mundo, deve registrar desempenho favorável no primeiro trimestre, impulsionada pela desvalorização do real, o menor custo de caixa de celulose e o salto na demanda por papel higiênico e guardanapos na esteira da pandemia do coronavírus”, disseram analistas do Credit Suisse, que elevaram o preço-alvo do papel.

Os analistas também esperam que a empresa reduza seus estoques de celulose em cerca de 300 mil toneladas, assumindo produção de aproximadamente 2,2 milhões de toneladas e vendas de 2,5 milhões de toneladas.

A empresa é uma das poucas ações no índice que estão perto de uma estabilidade na valorização do papel em 2020 por causa da pandemia. Até o momento, o papel desvalorizou “apenas” 1,39% em 2020.

A Suzano (BOV:SUZB3) vai divulgar o resultado do 1T20 no dia 14 de maio.

A ADVFN fará a cobertura completa da temporada de balanço das empresas do 1T20.

Alta no preço da Celulose

BTG Pactual confirmou na manhã desta segunda-feira (27) que a Suzano prepara alta de US$ 30 por tonelada no preço da celulose na Europa e América do Norte a partir de 1 de maio.

“Alta do preço da celulose pela Suzano sinaliza um mercado apertado no curto prazo”, diz o BTG Pactual.

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