Gol suspende guidance para 2020 e 2021 e reduz salários em mais de 40%

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Em apresentação para atualizar o mercado sobre os números do primeiro trimestre, a Gol informou que a remuneração dos tripulantes será reduzida em mais de 50% e a diretoria terá redução de 40% nos salários.

O comunicado da empresa (BOV:GOLL4) foi feito na manhã desta terça-feira (07), um pouco antes da Azul divulgar seu RPK com queda de 24,6%.

A companhia informou que o momento não permite fornecer projeções para 2020 e 2021, suspendendo o guidance para o período.

A Gol estima que registrará um lucro por ação de R$ 0,25 e um recuo de 1% na receita unitária por passageiro na comparação com o primeiro trimestre de 2019. A margem Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) deve ficar entre 44% e 46%, ante uma margem de 29,7% obtida no mesmo período do ano anterior.

A empresa encerrou o primeiro trimestre com alavancagem de 2,8 vezes, tendo amortizado R$ 490 milhões em dívidas no trimestre. Incluindo caixa e operações de R$ 4,3 bilhões, a Gol encerrou o trimestre com liquidez total de R$ 6 bilhões. A companhia, porém, suspendeu as projeções financeiras de 2020 e 2021 devido à pandemia.

A oferta em voos domésticos caiu 20,4% e a demanda recuou 27,4% em março, gerando uma taxa de ocupação de 72,8%. Já a oferta de voos internacionais e a demanda caíram 31,7% e 42,9%, respectivamente, em comparação a março de 2019, para uma taxa de ocupação de 63,8%. Segundo a Gol, as rotas internacionais foram praticamente interrompidas ainda em março, enquanto as nacionais tiveram uma redução de 92% no número de voos. Toda a malha aérea da Gol foi readequada no mês passado.

No resultado fechado do primeiro trimestre deste ano, a Gol transportou 8,4 milhões de passageiros, uma queda de 6,7% sobre igual trimestre de 2019. A taxa de ocupação foi de 79,1%, um recuo de 2,4 pontos porcentuais sobre o primeiro trimestre do ano passado.

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