Petrobras (PETR4) reduz importação de gás natural boliviano

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Petrobras comunicou que, em razão dos efeitos negativos da crise provocada pela pandemia da coronavírus em seus negócios, irá reduzir suas importações de gás natural liquefeito (GNL) da /Bolívia.

Os volumes nas importações da petroleira estatal ficarão abaixo do mínimo estabelecido em um contrato prévio com a boliviana YPFB.

Diante da deterioração do consumo de gás natural, em meio à crise econômica, a Petrobras declarou motivo de força maior para reduzir as importações de gás boliviano para volumes abaixo dos compromissos mínimos assumidos em contrato. Com a queda da demanda, a estatal brasileira tem descumprido também acordos para compra de gás de sócios e recorrido a cortes nas compras de gás natural liquefeito (GNL). Por outro lado, a empresa se esforça para preservar a produção do pré-sal, cujos campos são mais competitivos para enfrentar a atual crise do setor, segundo consultorias.

As informações foram publicadas nesta segunda-feira (27) pelo jornal “Valor Econômico”.

 No mês de março, a Petrobras e a boliviana YPFB extenderam um contrato sobre importação de gás. Na ocasião, a petroleira estatal brasileira se comprometeu a retirar entre 14 milhões e 20 milhões de metro cúbicos por dia (m3/dia). Porém, de acordo com a YPFB, a estatal brasileira está retirando por volta de 10 milhões de m3/dia.

Mesmo com o aditivo do contrato feito em março, o presidente da YPFB, Herland Soliz, afirmou que “entende a questão de força maior” da Petrobras. Entretanto, ele quer que o contrato seja compensado de outra forma pela petroleira brasileira.

“A invocação de ocorrência de um evento de força maior pelos agentes afetados pela pandemia decorre de um direito legal e contratual quando caracterizado um evento imprevisível e que impeça o cumprimento regular das obrigações originalmente estabelecidas”, informou a Petrobras.

O chefe da Wood Mackenzie no Brasil, Pedro Camarota, destaca que a crise atual deixa lições para a abertura em curso do mercado brasileiro de gás, dentre elas a necessidade de avanços regulatórios para gerenciar situações extremas de excesso de oferta ou de escassez. “Como ator integrado, a Petrobras sempre atuou para garantir a segurança do sistema. Não havendo ela como agente dominante, o risco para a cadeia seria alto em situações de desequilíbrio”, afirma.

Ele defende a regulamentação da figura do supridor de última instância – responsável por garantir a oferta a consumidores que por algum motivo não conseguirem ser supridos por um dos agentes do mercado livre. “Falta também uma definição mais clara sobre como se dará a interconexão com o sistema elétrico”, disse o chefe dos mercados de gás da Wood Mackenzie na América do Sul, Mauro Chavez.

 

Relatório de produção e vendas do 1T20

Petrobras (BOV:PETR4) (BOV:PETR3) divulga após o fechamento dos mercados o relatório de produção e vendas do primeiro trimestre. Companhia já anunciou cortes na produção de petróleo e admitiu que terá dificuldade de cumprir a meta de desalavancagem que estabeleceu até o fim deste ano.

Petrobras e redução do preço do diesel em 10%

Petrobras informou à “Reuters”, no último sábado (25), que irá diminuir o preço médio do litro do óleo diesel nas refinarias em 10% a partir desta segunda-feira (26). É importante destacar que o preço da gasolina foi mantido pela petroleira estatal.

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