BTG troca BB, Equatorial e TAESA por SulAmérica, Americanas e Gerdau para junho

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O BTG Pactual) divulgou nesta segunda-feira (1º) a atualização de sua carteira recomendada de ações para maio. Os analistas do banco, desta vez, resolveram montar um portfólio pouco menos defensivo, mas ainda diversificado. Destaque para as entradas de Sul América (SULA11), Lojas Americanas (LAME4) e Gerdau (GGBR4), para as saídas de Banco do Brasil (BBAS3), Equatorial (EQTL3) e Taesa (TAEE11).

Em maio, o desempenho da carteira foi ficou abaixo do Ibovespa e do IBX50, com alta de 7,7%, contra ganhos respectivos de 8,57% e 9,1%. Entre os papéis, o principal destaque positivo ficou para B3 (B3SA3), com alta de 18,6%, com JBS (JBSS3) sendo o destaque da ponta oposta ao perder 7,8%.

Para a equipe do banco, após outro forte desempenho em maio, o Ibovespa está negociando agora próximo do que considera justo valor nos tempos atuais. Para que o cenário continue, as condições políticas devem se estabilizar e as perspectivas de consolidação e reformas fiscais devem melhorar – o que reduziria as taxas de juros reais do longo prazo. Os analistas não estão descartando esse contexto, mas não o enxergam materializando no curto prazo.

Para junho, o banco decidiu novamente por um portfólio diversificado, embora tenha feito alterações para garantir uma carteira um pouco menos defensiva. Equatorial (EQTL3), Taesa (TAEE11) e Banco do Brasil deixam a lista, enquanto para a entrada do provedor de assistência médica SulAmérica. Negociando com avaliações atraentes, a companhia deve registrar fortes Q2s e pagar dividendos extraordinários robustos, e enxergam que está navegando bem na crise.

Na visão dos analsitas, Lojas Americanas (LAME4) será atingida pelo fechamento de suas lojas e pelo menor tráfego, mas o vêem como um player resiliente em meio a turbulências no varejo. Além disso, é um bom veículo para desempenhar o crescimento secular do comércio eletrônico no Brasil e suas operações de B&M são comercializadas em 14x P / E 2021E. Também foi reinserida a Gerdau (GGBR4), pois uma carteira forte de pedidos, um balanço sólido e uma diversificação geográfica o deixam bem posicionado para enfrentar a crise. Também ganha com um dólar mais forte (40% do EBITDA está em USD) e a avaliação é atrativa em 0,7x P / BV 21.

A decisão é por manter alguma exposição ao dólar via Vale (VALE3) e JBS, operadora ferroviária Rumo (RAIL3), bolsa B3, fabricante de software Totvs (TOTS3), operadora de telecomunicações Vivo e cadeia de supermercados Pão de Açúcar.

Composição: 15% – Vale; 10% – B3, Telefônica, JBS, Lojas Americana, Rumo, Gerdau, SulAmérica e Totvs; 5% – Pão de Açúcar (PCAR3)

Por Gabriel Codas

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