SulAmérica (SULA11) compra operadora Paraná Clínicas por R$ 385 milhões

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A seguradora SulAmérica fechou contrato com a Rede D’Or para aquisição da operadora de planos de saúde Paraná Clínicas por R$ 385 milhões.

A seguradora e gestora de recursos SulAmérica informou em fato relevante nesta sexta-feira, 05 de junho, que a empresa adquirida é a quinta maior operadora de planos de saúde do Paraná, com mais de 90 mil beneficiários e centros clínicos.

A SulAmérica é negociada na B3 através dos papéis: (BOV:SULA11), (BOV:SULA3) e (BOV:SULA4).

Em dezembro de 2019 a Rede D’Or divulgou a compra dessas operações junto com o Hospital Santa Cruz, de Curitiba, que na época já havia informado sua intenção de vender a Paraná Clínicas.

Com a transação, a SulAmérica diversifica sua área de atuação com uma operadora que conta com rede própria. A Paraná Clínicas possui centros clínicos e um hospital dia.

“A transação representa um importante movimento para reforçar a posição e relevância da SulAmérica no Sul do Brasil, com um novo padrão de tíquete médio, ampliando seu portfólio de produtos e market share na região”, afirmou a companhia., diz Gabriel Portella, presidente da SulAmérica.

Fundada em 1998, a Paraná Clínicas tem receita de cerca de R$ 200 milhões e é a quinta maior operadora de planos de saúde do estado do Paraná, com mais de 90 mil beneficiários.

“Estamos sempre atentos às oportunidades para o negócio e longevidade da companhia. Uma operação como esta reforça nossa solidez e estratégia de atuação, além da confiança no mercado brasileiro”, afirma Portella, referindo-se à decisão de compra em um cenário de pandemia.

Resultado 1T20

SulAmérica (SULA11/SULA3/SULA4) obteve um lucro líquido de R$ 79,7 milhões no primeiro trimestre de 2020. O resultado é 64,3% inferior ao apresentado no mesmo período do ano passado, quando o lucro ficou representado em R$ 223,3 milhões.

receita operacional da SulAmérica, durante janeiro e março desse ano, foi de R$ 5,6 bilhões, ou seja, apresentou uma alta de 7,2% ante o primeiro trimestre de 2019, quando o resultado foi de R$ 5,2 bilhões. De acordo com o comunicado, o aumento foi “impulsionado pelos segmentos de saúde e odonto, previdência e gestão e administração de ativos”.

margem bruta operacional da companhia ficou em 9% nos primeiros três meses do ano, o que significa um decréscimo de 2,7 pontos percentuais em comparação com o primeiro trimestre de 2019, quando era de 11,7%.

Já a margem líquida apresentada foi de 1,4% entre janeiro e março de 2020, ao passo que no mesmo período de 2019 ficou em 4,3%. Frente a isso, o resultado desse ano representa uma queda de 2,8 pontos percentuais.

retorno sobre patrimônio líquido (ROE) da companhia foi de 15,3% entre janeiro e março de 2020, ao passo que no mesmo período de 2019, ficou em 16%. Já a sinistralidade alcançou 78,1% nos primeiros três meses de 2020, “acompanhando, principalmente, as variações nos segmentos de saúde e odonto e automóveis”. Na mesma época do ano passado, a sinistralidade  ficou em 75,2%.

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