Hypera (HYPE3) 2T20: Lucro líquido de R$ 396,4 milhões

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A Hypera (BOV:HYPE3) registrou no segundo trimestre de 2020 um lucro líquido de R$ 396,4 milhões, um aumento de 17,6% em relação aos R$ 337 milhões divulgados no mesmo período de 2019.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) subiu 60%, para R$ 446 milhões. Excluindo as operações descontinuadas, ele subiu 59%, para R$ 449,2 milhões, com a redução das despesas com marketing e pelo ganho extraordinário de R$ 106,9 milhões.

O desempenho foi obtido graças ao crescimento de 8% da receita líquida, combinado com um ganho extraordinário de R$ 106,9 milhões provocado principalmente pela celebração de termo no qual o principal acionista co-controlador efetuará o pagamento à companhia dos pagamentos indevidos identificados nos trabalhos do comitê independente.

A receita da companhia cresceu de R$ 973,4 milhões, para R$ 1 bilhão. De acordo com a Hypera, o avanço foi impulsionado pelo forte aumento das vendas aos consumidores (“sell-out”) do segmento de ‘consumer health’ (medicamentos de isentos de prescrição) apurado no final de março, consequência da corrida dos consumidores às farmácias após o início das regras de restrição para circulação da população por conta da pandemia de covid-19, e também pelo crescimento do “sell-out” em similares e genéricos.

Apesar disso, a empresa informou que o “sell-out” apresentou redução de 1,6% no trimestre, prejudicado principalmente pelo desempenho de abril, período em que as restrições para circulação da população eram mais rígidas e as equipes de visitação médica e merchandising foram colocadas em férias coletivas.

A situação levou a uma redução de 15,3% das despesas com marketing. As despesas com vendas subiram 2,3% com crescimento dos gastos com pesquisa e desenvolvimento.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 15,7 milhões no segundo trimestre, revertendo o saldo positivo do mesmo período de 2019. Segundo a Hypera, essa variação é resultado principalmente do aumento das despesas com juros pela alta do endividamento bruto com emissões de debêntures para o pagamento pelo portfólio de medicamentos a ser adquirido da Takeda e da família Buscopan, assim como da contratação de empréstimos para reforçar a posição de caixa em caráter preventivo em vista da pandemia de covid-19.

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