EDP Brasil (ENBR3) 2T20: Lucro líquido de R$ 237,2 milhões

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A EDP Brasil encerrou o segundo trimestre com um lucro líquido de R$ 237,2 milhões, cifra 25,5% maior que a observada em igual período de 2019. Segundo o presidente da elétrica, Miguel Setas, o resultado representa uma “virada de jogo”, após as quedas observadas nas principais métricas da empresa no primeiro trimestre.

Os resultados da EDP Brasil (BOV:ENBR3) referente a suas operações do segundo trimestre de 2020, foram divulgados no dia 28/08/2020.

Ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – chegou a R$ 586 milhões, um crescimento de 5,5% na comparação com 2019. O Ebitda do segmento teve um aumento de R$ 59 milhões no comparativo anual, devido à conclusão antecipada do Lote 11 e à evolução dos investimentos (capex) de outros projetos em construção.
Ainda no trimestre, também tiveram aumentos os Ebitdas da geração hídrica (em R$ 15 milhões) e da termelétrica de Pecém (R$ 3 milhões). Por outro lado, como já esperado, o indicador da Distribuição mostrou queda (R$ 23 milhões).
A EDP Energias do Brasil, controlada pela EDP em Portugal, uma das principais operadoras europeias no setor energético, é uma holding que detém investimentos nos segmentos de Geração, Distribuição, Comercialização, Transmissão e Serviços de Energia Elétrica. A empresa possui valor de mercado de R$ 10,7 bilhões. Confira a Análise completa da empresa com informações exclusivas.
A receita operacional líquida da EDP Brasil recuou 9%, para R$ 2,9 bilhões. Excluindo receita com construção, o indicador caiu 2,8% na base anual, para R$ 2,6 bilhões.
A receita líquida da divisão distribuição alcançou R$ 1,5 bilhão no 2t20, apresentando retração de -6,1% na comparação com o mesmo período de 2019. Todas as distribuidoras da EDP Brasil Energias, os indicadores de qualidade permaneceram abaixo do limite regulatório.
A receita líquida da divisão comercialização e serviços alcançou R$ 661,7 milhões no 2t20, apresentando crescimento de 6,5% na comparação com o mesmo período de 2019.
A receita líquida da divisão transmissão alcançou R$ 305,4 milhões no 2t20, apresentando retração de -40,1% na comparação com o mesmo período de 2019.
A despesa financeira líquida caiu 26,4% na base anual, para R$ 85,3 milhões. O outro foi a equivalência patrimonial da participação na Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A (Celesc), que aumentou em R$ 40 milhões.
A dívida líquida da elétrica atingiu R$ 5,75 bilhões, 3,5% maior no comparativo anual. Já o índice de alavancagem se manteve em 2,0 vezes a dívida líquida sobre Ebitda, mesmo nível observado no fim de março.

Celesc

A EDP Brasil tem interesse em aprofundar a parceria estratégica com a Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A (Celesc). Recentemente, fez uma nova aquisição de ações preferenciais da distribuidora catarinense, passando a deter 28,77% do capital social da companhia. Setas lembrou que a companhia é controlada pelo governo catarinense e que ir além da compra de ações preferenciais dependeria de uma privatização da distribuidora.

Visão de mercado

Itaú BBA
O Itaú BBA avaliou o resultado como positivo, e disse esperar uma reação favorável do mercado neste pregão, em função do anúncio de recompra e da nova política de dividendos. Segundo o banco, o Ebitda ajustado de R$ 526 milhões veio em linha com a sua estimativa, enquanto o lucro líquido ajustado superou as expectativas.
BTG Pactual
A Energias do Brasil, controlada pelo grupo português EDP, entregou um resultado em linha com o esperado pela equipe de análise do BTG Pactual. Segundo os analistas João Pimentel e Fillipe Andrade, o Ebitda, que mede o resultado operacional, de R$ 586 milhões veio um pouco acima das expectativas (R$ 534 milhões).
O banco BTG Pactual reafirmou a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 21 até o final do ano.

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