Conselho da Totvs estende prazo de oferta para fusão com Linx

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O conselho de administração da Totvs (BOV:TOTS3) aprovou a prorrogação da validade da proposta de combinação de negócios apresentada à Linx (BOV:LINX3). O prazo foi estendido novamente, desta vez até 31 de dezembro de 2020.

Em 8 de outubro, a companhia havia estendido o prazo para 17 de novembro, em comunicado que também criticava a postura dos conselheiros independentes da Linx na condução da disputa entre Totvs e Stone pela fusão com a companhia.

A proposta da Totvs voltou a ser considerada depois que a empresa de software recebeu reclamações de conselheiros independentes, que acusaram falta de imparcialidade.

A empresa de software de gestão Linx divulgou um comunicado ao mercado afirmando que todo o processo de avaliação da proposta de negócio da Totvs foi realizado com lisura e independência, conduzidos por um comitê independente constituído com a finalidade específica de avaliar a proposta.

O conselho de administração da Linx, concluiu no dia 1º de outubro, em decisão unânime, com aval do conselho fiscal e do comitê de auditoria, que a proposta da Totvs não era a que melhor atendia aos interesses da Linx e seus acionistas.

A disputa pela empresa de software Linx , envolvendo Totvs e Stone, colocou no centro das atenções os dois conselheiros independentes da empresa-alvo, Roger Ingold e João Cox. Está nas mãos deles a condução imparcial desse processo. A Linx não tem um controlador definido e seus colegas no conselho são os fundadores da empresa, Alberto Menache, Alon Dayan e Nércio Fernandes, já comprometidos com voto favorável à proposta da Stone.

No dia 15 de outubro a Totvs arquivou na SEC, a CVM americana, o formulário de registro para a combinação de negócios com Linx. 

Segundo reportagem do Estadão, acionistas da empresa de tecnologia Linx pediram à CVM para analisar a oferta de compra da companhia feita pela Totvs, na mesma reunião que deliberará sobre a oferta feita pela Stone (STNE).

Visão do mercado

Segundo a Ágora Investimentos, a vitória da Stone, que tem a vantagem na disputa, ficou mais incerta com a decisão de reavaliar a proposta da Totvs.

“Se os conselheiros concluírem que, depois dessa nova análise, a oferta feita pela Totvs é competitiva, esta será levada à avaliação dos acionistas”, comentaram os analistas Victor Schabbel e Luiza Mussi.

Mesmo vendo a Stone com a melhor posição para adquirir a Linx, Schabbel e Mussi notaram que a pressão parece está aumentando.

 

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