Klabin: famílias controladoras enviam proposta ao BNDES para venda da marca Klabin à cia.

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Segundo Brazil Journal, as famílias controladoras da Klabin (BOV:KLBN11) enviaram nova proposta ao BNDES para a venda da marca Klabin à cia. Pela nova proposta, a cia pagaria aos detentores da marca 70 milhões de novas ações, quase 25% menos que as 93 milhões de ações da proposta atual.

Como o valor de emissão das ações é de R$ 19,75, a proposta reduz o valor a ser recebido pelas famílias de R$ 367 milhões para R$ 274 milhões.

A proposta sugere que a discussão acerca do valor da marca — que se arrasta desde o final de 2018 — está próximo de uma solução, livrando a Klabin do ônus de uma discussão pública sobre governança corporativa com um de seus maiores acionistas. O BNDES é dono de 7,6% da companhia.

Na proposta, as famílias também se comprometem a criar três comitês para melhorar a governança da fabricante de papel; neste momento, o conselho da Klabin não tem comitês.

Na sexta-feira, o BNDES enviou uma carta à companhia informando que está negociando com as famílias “termos mais aceitáveis,” segundo pessoas com conhecimento da carta. Na mesma correspondência, o banco reiterou que votará contra a transação nos termos atuais.

A companhia tem uma assembleia agendada para 30 de outubro, quando os minoritários decidirão o assunto. Se o BNDES aceitar a proposta enviada hoje, a assembleia terá que ser reconvocada com os termos atualizados.

A questão dos royalties é um conflito sobre como por fim a uma transação entre partes relacionadas num preço justo para os dois lados: controladores e minoritários.

Além de controlar a empresa homônima, os vários ramos da família Klabin também controlam a Sogemar, o veículo detentor da marca Klabin.

A Klabin licencia as marcas da Sogemar e de sua controladora, a Klabin Irmãos & Cia, em troca de royalties de 1,3657% sobre o faturamento líquido apurado na venda dos produtos.

Com isso, a Sogemar todo ano recebe entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões em royalties.

No ano passado, a Klabin propôs encerrar esse contrato de licenciamento incorporando a Sogemar, pagando aos seus controladores R$ 344 milhões — o valor presente do fluxo de pagamentos. O BNDES e diversos minoritários foram contra.

Na internet, um meme (infame) sugeriu aos acionistas uma forma de economizar na compra da marca — bastaria trocar “Klabin” por “Clabin.”

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