Vale (VALE3) 3T20: Lucro líquido de US$ 2,9 bilhões, alta de 75%

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A Vale fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de US$ 2,908 bilhões, uma alta de 75,8% na comparação com o ganho de US$ 1,654 bilhão em igual período do ano passado.

Os resultados da Vale (BOV:VALE3) referente a suas operações do terceiro trimestre de 2020, foram divulgados no dia 28/10/2020.

Ebitda ajustado – lucro antes de antes de juros, impostos, depreciação e amortização – foi de US$ 6,095 bilhões, 32,4% a mais que os US$ 4,603 bilhões do terceiro trimestre do ano passado. O forte Ebitda levou a companhia a ter um Fluxo de Caixa Livre de US$ 3,751 bilhões no trimestre.

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A receita líquida da mineradora ficou em US$ 10,762 bilhões entre julho e setembro, um crescimento de 5,33% frente aos US$ 10,217 bilhões do terceiro trimestre de 2019.

O preço médio realizado pela Vale na venda de finos de minério de ferro no terceiro trimestre ficou em US$ 112,1 por tonelada, uma alta de US$ 23,2 por tonelada na comparação com o segundo trimestre.

Segundo a companhia, o aumento do preço realizado refletiu o avanço do preço de referência do minério com 62% de teor de ferro e a curva de preço futura, devido à forte demanda da China.

A mineradora informou ainda que o custo caixa C1 de finos de minério de ferro diminuiu US$ 2,2 por tonelada, totalizando US$ 14,9 por tonelada entre julho e setembro.

A dívida líquida totalizou US$ 4,474 bilhões em setembro, queda de 4,75% em relação à dívida de US$ 4,697 bilhões em junho deste ano. Em relação aos US$ 5,321 bilhões de setembro do ano passado, a queda chega a 15,92%
A mineradora também informou uma redução no nível de investimentos esperado para este ano, de US$ 4,6 bilhões para US$ 4,2 bilhões.
No terceiro trimestre, o Conselho de Administração da Vale retomou a Política de Remuneração de Acionistas, e a Vale distribuiu um total de US$ 3,327 bilhões em remuneração aos acionistas em relação ao desempenho da companhia no primeiro semestre e os juros sobre capital próprios anunciados em dezembro de 2019.
Teleconferência
O diretor-executivo de Ferrosos da Vale, Marcello Spinelli, disse em teleconferência que a companhia está produzindo “na casa de 1 milhão de toneladas ao dia” de minério de ferro, o que seria suficiente para atingir o nível mais baixo da meta para o ano, de entre 310 milhões e 330 milhões de toneladas, conforme divulgado anteriormente.

A Vale destacou o recorde de produção no terceiro trimestre no Sistema Norte, que inclui o S11D, e uma “sólida produção nos sistemas Sul e Sudeste”.

Mas citou riscos de atrasos na Serra Leste, no Sistema Norte, por exemplo.

Em fala após a divulgação de resultados do terceiro trimestre na véspera, no qual o lucro cresceu 76%, para 2,9 bilhões de dólares, Spinelli afirmou que a participação das vendas da companhia para a China “aumentou muito” este ano por efeito da pandemia.

Segundo apresentação, as vendas para a China nos nove primeiros meses do ano avançaram para 66% do total, ante 57% no mesmo período do ano passado, enquanto o país asiático vem conseguindo melhor controle da Covid-19 em relação a outras nações.

Contudo, explicou o executivo, a maior exposição à China implica aumento no tempo entre a exportação e a concretização da venda.

A companhia estima em 45 dias o tempo para o transporte e blendagem de minério para a conclusão de um negócio com os chineses.

Após o impacto do desastre de Brumadinho e da pandemia de Covid-19, a Vale afirmou que recuperou sua flexibilidade operacional, reduzindo grandes variações de vendas.

De acordo com a apresentação, a Vale prevê “estoques operacionais estáveis ao nível de produção nos próximos trimestres” e estima mais flexibilidade de vendas de minério de ferro para captar oportunidades de mercado nos próximos trimestres.

VISÃO DO MERCADO
BTG Pactual
A Vale apresentou um conjunto sólido de resultados, atendendo em grande parte às expectativas do consenso. O EBITDA ficou em US$ 6,2 bilhões, + 75% t/t e 2% acima de nossas projeções. Essa pequena diferença em relação às nossas estimativas foi impulsionada por resultados melhores do que o esperado proveniente de sua divisão de metais básicos. Para nós, o principal destaque foi a impressionante conversão de EBITDA em FCFE da Vale, atingindo cerca de 60%, o que consideramos incomparável em nosso universo de cobertura. A Vale apresentou números de FCF impressionantes, bem acima de nossas projeções. A empresa gerou FCFE de US$ 3,7 bilhões (um yield de 6,7% no trimestre), e não parece haver nenhum fator não recorrente relevante em jogo aqui (revertendo o fraco desempenho no 2T). A dívida líquida diminuiu em um ritmo mais lento, com a dívida líquida expandida diminuindo para US$ 14,4 bilhões, de US$ 15,3 bilhões, uma vez que a Vale pagou dividendos no trimestre.
BTG Pactual tem recomendação de compra para Vale com preço-alv0 de R$ 70,00…
Credit Suisse

Para o Credit Suisse, a Vale reportou resultados do terceiro trimestre fortes, mas já esperados. “No geral, os números melhoraram bastante sequencialmente, principalmente devido a entregas mais fortes e preços realizados tanto de minério, quanto de níquel e cobre, também maiores”, apontam os analistas, vendo como principal destaque do trimestre a forte geração de fluxo de caixa livre. Os analistas do banco mantêm recomendação equivalente à compra para os ativos.

Guide Investimentos

De acordo com o analista Luis Sales, o Impacto é Positivo. A Vale foi positivamente impactada pela alta dos preços do minério de ferro e aumento no seu volume de vendas. Estes fatores colaboraram para que a companhia atingisse fortes números, superando a expectativa do mercado.

XP Investimentos

A Vale reportou outro conjunto de fortes resultados, aponta a XP, com Ebitda ajustado em US$ 6,1 bilhões, 12% acima do esperado pela XP e 3% acima do consenso. O fluxo de caixa livre das operações foi de US$ 3,8 bilhões, como resultado do forte EBITDA e da normalização do capital de giro. O analista Yuri Pereira reiterou a recomendação de compra para a Vale (preço-alvo de US$ 16,50 por ADR e R$ 86 por ação).

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