BrMalls (BRML3) 3T20: lucro líquido de R$ 7,8 milhões

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BRMalls reportou lucro líquido de R$ 7,8 milhões no terceiro trimestre de 2020, queda de 97,0% ante o mesmo trimestre de 2019. O lucro líquido ajustado – que exclui itens sem efeito no caixa e considerados não correntes – foi de R$ 37,5 milhões, baixa de 79,9% na comparação entre os mesmos períodos.

Os resultados da BR Malls (BOV:BRML3) referente a suas operações do terceiro trimestre de 2020, foram divulgados no dia 12/11/2020. 

O Ebtida – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – caiu 64,1%, para R$ 115,9 milhões.

A receita da companhia caiu 37% de julho a setembro, para R$ 198,3 milhões, ante mesmo período de 2019. Segundo a empresa, o resultado foi afetado pelas restrições de funcionamento em decorrência da pandemia de covid-19, assim como o efeito da linearização dos contratos de aluguel.

Outras informações do Balanço

“Na comparação com o segundo trimestre, tivemos crescimento [na receita] de R$ 22,2 milhões (+12,0%), refletindo a recuperação da performance com a progressiva flexibilização das operações ao longo dos meses, trazendo melhora de fluxo e vendas”, disse a companhia em seu informe de resultados.

O aluguel mínimo totalizou R$ 146,7 milhões no trimestre, redução de 20,9% quando excluídos os shoppings vendidos, em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Além da queda na receita, o lucro líquido foi afetado pelo aumento de R$ 27,8 milhões em provisão de devedores duvidosos e perdão de dívidas, pelo crescimento das despesas financeiras e pelo resultado negativo em equivalência patrimonial.

A despesa financeira líquida cresceu 65,6%, para R$ 68,8 milhões, afetada pela queda nas receitas de aplicações financeiras e pelo aumento das despesas com empréstimos e financiamentos.  

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Teleconferência

As lojas âncora estão puxando a retomada dos shoppings da BR Malls e há demanda por espaço nos empreendimentos, disse em teleconferência com analistas o presidente da empresa, Ruy Kameyama.

“Há uma demanda muito forte das âncoras por ABL (área bruta locável). Elas estão capitalizadas e muitas estão acessando o mercado de capitais”, afirmou o executivo. Ainda segundo ele, houve “aceleração grande” nos últimos meses na comercialização dos espaços.

Kameyama também disse na teleconferência que os descontos a lojistas estão sendo retirados gradualmente e devem ser normalizados nos próximos meses. Isso tem sido analisado caso a caso e a cada mês descontos vão sendo retirados, acrescentou. O presidente da BR Malls disse que mesmo os pequenos lojistas têm perspectiva de melhora e querem continuar nos shoppings porque têm perspectiva de normalização das vendas.

“A saúde dos pequenos lojistas do nosso portfólio é saudável. No Brasil, quase 70% do mercado é de franquias e tem se mostrado bastante resiliente”, disse. As lojas satélite são fundamentalmente franqueadas e tiveram mortalidade menor do que a esperada, acrescentou. Todo esse cenário, segundo ele, favorece a ocupação dos shoppings em alta nos próximos meses.

VISÃO DO MERCADO

Credit Suisse

Na avaliação do Credit Suisse, a BR Malls apresentou no terceiro trimestre indicadores operacionais em linha com o que foi apontado por concorrentes, mas o resultado da empresa acabou sendo prejudicado por maiores provisões e pelo aumento das despesas financeiras.

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