Renova Energia protocola plano de recuperação judicial que prevê leilões para levantar recursos

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A Renova Energia, empresa de geração que tem a estatal Cemig como principal acionista, protocolou novos planos de recuperação judicial que preveem leilões de ativos para levantar recursos, segundo documentos divulgados junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O comunicado foi enviado nesta sexta-feira (11) pela companhia de energia (BOV:RNEW3) (BOV:RNEW4).

A empresa, que somava dívidas de mais de 3 bilhões de reais antes de pedir proteção contra credores em outubro passado, propõe quitar créditos com garantia real em 11 anos, com 24 meses de carência e quitação do principal em 18 parcelas semestrais.

Caso a companhia consiga vender seu parque eólico Alto Serão III – Fase A, haveria vencimento antecipado desses créditos com garantia real, com uso do valor levantado para liquidação dos compromissos com os credores

Credores quirografários devem ser pagos em 14 anos, também com carência de principal por 24 meses e parcelas semestrais, segundo o plano.

O parque eólico Alto Sertão III-Fase A, na Bahia, teve obras paralisadas pela Renova com cerca de 90% de avanço físico devido á falta de recursos. A empresa tem uma dívida bilionária com o BNDES relacionada a um empréstimo-ponte para o empreendimento.

VENDAS

O plano da Renova prevê que o Alto Sertão III – Fase A, principal ativo da companhia, poderá ser vendido em processo competitivo, por preço mínimo indicado em laudo de avaliação ainda a ser elaborado.

A fatia de 51% da empresa na Brasil PCH também deverá ser alvo de leilão, em até 7 meses da homologação judicial do plano ou até 60 dias após o recebimento de uma oferta firme e vinculante pelo ativo.

O valor mínimo estabelecido é de 1 bilhão de reais, mas a operação poderá ser fechada abaixo disso se houver aval dos credores.

A participação da Renova na Enerbrás terá valor mínimo de 211 milhões de reais. Já o parque eólico Alto Sertão III – Fase B, terá valor mínimo 50 milhões de reais.

Prejuízo líquido de R$ 51 milhões

Renova Energia reportou uma queda de 87% no seu prejuízo líquido no segundo trimestre de 2020, indo a R$ 51 milhões, ante prejuízo de R$ 426 milhões no mesmo período de 2019.

Ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – fechou com lucro de R$ 37 milhões, contra prejuízo de R$ 334 milhões.

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