Marcopolo (POMO4): lucro líquido de R$ 90,707 milhões em 2020, queda de 57,22%. Fabricante culpa pandemia

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A Marcopolo reportou lucro líquido de R$ 90,707 milhões em 2020. O valor representa queda de 57,22% na comparação com o lucro líquido de R$ 212,029 milhões de igual período do ano anterior.

Os resultados da Marcopolo (BOV:POMO3) e (BOV:POMO4) referentes suas operações do quarto trimestre de 2020 foram divulgados no dia 25/02/2021. Confira o Press Release completo!

⇒ Confira a agenda completa da divulgação dos resultados do 4T20 e referente ao ano de 2020. Confira a cobertura completa de todos os balanços referente ao ano de 2020 das empresas negociadas na B3.

O Ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – somou R$ 268,5 milhões no ano, queda de 20,6% ante 2019.

A receita da companhia fechou o ano em R$ 3,589 bilhões. O resultado representa queda de 17,81% ante a cifra de R$ 4,367 bilhões na mesma base de comparação.

O resultado financeiro líquido de 2020 foi negativo em R$ 123,8 milhões, ante um resultado negativo de R$ 6,4 milhões em 2019.

Segundo a empresa, o resultado financeiro foi fortemente impactado pela desvalorização do real frente ao dólar americano sobre a carteira de pedidos em dólares. A companhia destaca, no entanto, realiza o hedge do câmbio das exportações no momento da confirmação dos pedidos de venda, assegurando a margem dos negócios.

À medida que os produtos são entregues e faturados, a Companhia captura os benefícios da desvalorização do Real em suas margens operacionais.

Em 2020, a venda de ônibus e carrocerias da Marcopolo direcionada ao mercado interno sofreu queda de 15,1%, com interrupção do processo de recuperação de volumes experimentado desde 2018.

Uma queda maior foi evitada a partir das entregas para o programa federal Caminho da Escola, que respondeu por 38,8% dos volumes vendidos no Brasil.

Nas exportações, a demanda foi igualmente afetada pela pandemia na maioria dos mercados da companhia. A desvalorização do real contribui para uma maior receita, compensando parcialmente a queda de 19,2% no volume vendido.

As entregas ao continente Africano foram o maior destaque, contribuindo para os resultados ao longo de todo o ano.

O endividamento financeiro líquido totalizava R$ 919,3 milhões ao final de dezembro ante R$ 576,9 milhões registrado ao final de 2019. Desse total, R$ 523,9 milhões eram provenientes do segmento financeiro (Banco Moneo) e R$ 395,3 milhões do segmento industrial.

Covid-19

Em seu balanço financeiro, a empresa destaca que a performance em 2020 foi fortemente influenciada pela pandemia de covid-19 e pelos ajustes realizados para mitigação de seus efeitos.

“A partir da chegada da notícia sobre a doença em sua subsidiária chinesa, a Marcopolo iniciou ações de prevenção do contágio e iniciativas voltadas à adequação de custos, incluindo a adoção de férias coletivas, suspensão de contratos de trabalho, flexibilização de jornada, alongamento da carteira e aceleração do projeto de otimização de plantas”, lembra.

4T20

A fabricante de carrocerias e ônibus Marcopolo encerrou o quarto trimestre com lucro de R$ 136,1 milhões, 91% maior que o registrado um ano antes.

Segundo a companhia, o resultado foi beneficiado por itens não recorrentes, como a venda de sua participação na coligada indiana TMML e o reconhecimento da variação cambial nas operações da TMML e NFI Group.

Também contribuiu para o ganho a melhora no resultado financeiro líquido, que foi positivo em R$ 20,7 milhões, ante um resultado de R$ 8,5 milhões um ano antes. A variação, diz a Marcopolo, decorre da valorização do real frente ao dólar sobre a carteira de pedidos em dólares.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) teve aumento de 33,8%, para R$ 149,5 milhões.

A receita da companhia caiu 17%, passando de R$ 1,24 bilhão para R$ 1,03 bilhão, com queda no faturamento tanto no Brasil quanto no exterior. A receita no mercado interno recuou 21,8%, para R$ 511,5 milhões. A receita de exportação encolheu 11,8%, para R$ 284,6 milhões e a receita fora do país teve queda de 11,1%, para R$ 239,2 milhões.

A produção consolidada da Marcopolo caiu 21%, passando de 3.943 unidades para 3.119 unidades, influenciada pela menor demanda por ônibus, que reflete a pandemia da covid-19.

“A produção do quarto trimestre está associada majoritariamente ao ingresso de pedidos durante o terceiro trimestre, quando os mercados ainda sofriam com restrições de locomoção, menor número de usuários no transporte público e incertezas sobre o sucesso das vacinas”, diz a administração da companhia em relatório.

VISÃO DO MERCADO

Credit Suisse

O Credit Suisse afirmou que os resultados da Marcopolo, divulgados hoje pela manhã, vieram em linha com o que se esperava. O banco destacou o fechamento da unidade da Marcopolo no Rio de Janeiro e apontou que os efeitos cambiais fizeram diferença no balanço do quarto trimestre.

O Credit também citou o crescimento de vendas do segmento de micro ônibus à medida que muitas empresas estão fazendo o transporte dos próprios funcionários, mantendo o distanciamento social. O segmento apresentou um crescimento de 150% no quarto trimestre, na comparação anual, no mercado interno.

Por outro lado, os ônibus urbanos tiveram um desempenho inferior com a menor demanda por transporte público, com uma redução de 55% ano a ano nas vendas domésticos.

A redução dos volumes nos mercados externos foi parcialmente compensada por uma forte desvalorização do real, que fez com que as receitas líquidas dos mercados externos tivessem um desempenho melhor do que as do mercado interno.

“A dívida líquida no quarto trimestre foi reduzida para R$ 395 milhões no segmento industrial, ante R$ 576 milhões no terceiro, enquanto o indicador de alavancagem, medido pela relação dívida pelo Ebitda ficou em 1,5 vez no trimestre, ante 2,5 vezes no terceiro trimestre”, diz o relatório.

Credit Suisse mantém recomendação de venda da ação e o preço-alvo em R$ 2,50.

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Governança Corporativa

Desde setembro de 2002 a companhia está listada no segmento especial do mercado de ações da BM&FBOVESPA denominado Nível 2 de Governança Corporativa, adotando práticas diferenciadas de governança corporativa.

Composição Acionária

ACIONISTAS NÚMERO DE AÇÕES ON % ON NÚMERO DE AÇÕES PN % PN TOTAL %
Grupo Controlador 172.426.320 50,47 19.310.939 3,19 191.737.259 20,25
Acionistas no Brasil 160.388.128 46,95 254.064.041 41,96 418.429.454 43,77
Acionistas no Exterior 8.811.296 2,58 327.914.873 54,18 336.726.169 35,56
Ações em Tesouraria 0,00 3.977.285 0,67 3.977.285 0,42
Total 341.625.744 100,00 605.267.138 100,00 946.892.882 100,00
36,08% 63,92% 100,00%

Desempenho da empresa na B3

No último ano, as ações da Marcopolo oscilaram entre a mínima de R$ 1,92 e a máxima de R$ 5,58. No último pregão antes da divulgação do resultado do 4T20, a empresa fechou em alta de 1,91%, negociada a R$ 2,67.

Confira o histórico da Marcopolo (POMO4)

Período Abertura Máxima Mínima Preço Médio Vol Médio Variação Variação %
1 Semana 2,64 2,74 2,47 2,60 12.978.760 -0,13 -4,92%
1 Mês 3,01 3,10 2,47 2,76 10.277.028 -0,50 -16,61%
3 Meses 3,02 3,37 2,47 2,91 10.005.015 -0,51 -16,89%
6 Meses 2,90 3,37 2,39 2,84 8.631.155 -0,39 -13,45%
1 Ano 5,29 5,58 1,92 2,92 9.633.207 -2,78 -52,55%
3 Anos 4,08 5,69 1,92 3,41 5.902.818 -1,57 -38,48%
5 Anos 2,08 5,69 1,92 3,31 5.052.118 0,43 20,67%
* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão, Reuters

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