3R Petroleum (RRRP3): prejuízo líquido de R$ 276,5 milhões em 2020

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A 3R Petroleum encerrou 2020 com prejuízo líquido de R$ 276,5 milhões e prejuízo operacional de R$ 172 milhões.

Os resultados da 3R Petroleum (BOV:RRRP3) referentes suas operações do quarto trimestre de 2020 foram divulgados no dia 17/03/2021. Confira o Press Release completo!

⇒ Confira a agenda completa da divulgação dos resultados do 4T20 e referente ao ano de 2020. Confira a cobertura completa de todos os balanços referente ao ano de 2020 das empresas negociadas na B3.

4T20

A 3R Petroleum reportou um prejuízo líquido de R$ 147,54 milhões no quarto trimestre de 2020 e prejuízo operacional de R$ 142 milhões no trimestre.

Segundo a companhia, o resultado foi impactado por baixas contábeis de até R$ 167 milhões em ativos secundários, que não apresentam efeito caixa.

A receita líquida da companhia somou R$ 85,24 milhões no quarto trimestre de 2020. Desse total, 84,2% se refere à venda de óleo e 15,8% à venda de gás para a Petrobras. Em todo ano de 2020 a receita da companhia somou R$ 205,25 milhões.

O Ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações – ficou negativo em R$ 126 milhões no quarto trimestre e R$ 132 milhões no ano. Em base ajustada, excluindo efeitos não recorrentes, o Ebitda somou R$ 50,52 milhões no quarto período do ano e R$ 53,37 milhões em todo 2020.

A companhia afirmou também que os principais impactos negativos dos resultados financeiros estão atrelados a operações de derivativos, em função da alta do petróleo no mercado internacional, e a variação cambial, representando R$ 1,3 milhão em efeito caixa no trimestre.

“A 3R inicia o ano de 2021 focada em oportunidades de crescimento de produção e receita em projetos de alta rentabilidade, seja de forma orgânica, ao implementar planos de revitalização em ativos de seu portfólio, ou inorgânica, ao participar do processo de desinvestimento da Petrobras de ativos de produção onshore e offshore”, disse a administração da companhia em comunicado.

Teleconferência

A 3R Petroleum estima um potencial de perfuração de cerca de 160 poços no Polo Recôncavo (BA), dentro do projeto de revitalização dos campos maduros. Segundo Pizarro, as perfurações previstas são “simples e com custos baixos”.

A empresa também prevê fazer investimentos na unidade de processamento de gás natural (UPGN) do polo. “Temos capacidade de incrementar a produção de gás no polo de forma bastante representativa”, disse o executivo, durante teleconferência com investidores e analistas.

A 3R assinou um contrato de US$ 250 milhões para aquisição do Polo Recôncavo junto à Petrobras. O negócio está previsto para ser concluído até o fim do ano. O polo produz cerca de 5,1 mil barris de óleo equivalente por dia.

Mais ativos da Petrobras

Após a compra de ativos da Petrobras, a 3R abriu capital em novembro passado, no primeiro IPO do setor de petróleo no Brasil em quase uma década, que movimentou R$ 690 milhões de reais.

A brasileira 3R Petroleum mantém uma participação ativa nos processos de venda de ativos em produção da Petrobras, em busca de ampliar ainda mais o seu portfólio, afirmou à Reuters nesta quarta-feira o diretor financeiro da petroleira, Rodrigo Pizarro.

A companhia, que abriu capital em novembro do ano passado, já fechou até o momento quase US$ 600 milhões em contratos com a petroleira estatal, com a compra de participação e operação de seis polos de campos maduros de petróleo, dos quais 216 milhões de dólares já foram pagos.

Parte dos valores são desembolsados na assinatura dos contratos e outros montantes dependem do cumprimento de condicionantes, como a própria conclusão do negócio.

Até o momento, apenas o polo Macau, comprado por US$ 191 milhões, já teve sua aquisição concluída. A expectativa é concluir ainda a compra dos polos Pescada & Arabaiana, Fazenda Belém e Rio Ventura, ao longo nos próximos dois trimestres, e os polos Recôncavo e Peroá, no fim deste ano.

Juntos, os seis polos produziram 17,9 mil barris de óleo equivalente por dia em 2020, sendo 14,2 mil boe/d referente à parcela 3R, que realizou as aquisições em parceria.

“O desinvestimento da Petrobras é a melhor forma de ampliar portfólio… Estamos participando ativamente”, afirmou Pizarro, em uma entrevista por videoconferência.

A 3R foca atualmente na busca de ativos em produção, que têm capacidade de redesenvolvimento a partir de investimentos e sinergias com os campos já adquiridos por ela.

Segundo ele, ainda estão à venda pela Petrobras campos em terra que produzem mais de 70 mil barris de óleo equivalente por dia.

A companhia, ponderou o executivo, poderá fazer lances também por ativos marítimos, como forma de diversificar o seu portfólio, mas não como operadora.

A 3R participou de consórcio que apresentou oferta não vinculante pelos campos de Albacora e Albacora Leste, responsáveis pela produção de 77 mil barris de óleo equivalente por dia, segundo fontes. Participaram da oferta Talos Energy, EIG Global Energy Partners e Enauta.

Questionado, Pizarro preferiu não comentar o assunto.

A privatização de ativos pela Petrobras historicamente traz alguns receios da sociedade, principalmente em localidades onde a petroleira estatal sempre funcionou como uma espécie de vetor de desenvolvimento econômico.

No entanto, diversas áreas como as que a 3R vem adquirindo acabaram deixando de receber investimentos expressivos da companhia, principalmente nos últimos anos, quando a petroleira voltou seu foco estratégico nas áreas do pré-sal.

Pizarro explicou que hoje o mercado já entende que quando empresas como 3R, PetroReconcavo e Imetame adquirem campos maduros é porque têm a intenção de revitalizar os ativos, gerando emprego e movimentando a economia local.

“São volumes expressivos que pretendemos investir em cada um desses polos… A gente não entra para manter o declínio dos campos, como vinha sendo feito pela Petrobras”, afirmou.

O executivo também ressaltou outras oportunidades de desenvolvimento após a aprovação da Nova Lei do Gás pelo Congresso, que possibilitará que a empresa venda gás diretamente para consumidores.

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