Anima (ANIM3): prejuízo líquido de R$ 41,1 milhões em 2020, recuo de 328,5%

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A Anima Holding registrou prejuízo líquido de R$ 41,1 milhões, recuo de 328,5% na comparação com o ano de 2019.

Os resultados da Ânima (BOV:ANIM3) referentes suas operações do quarto trimestre de 2020 foram divulgados no dia 17/03/2021. Confira o Press Release completo!

⇒ Confira a agenda completa da divulgação dos resultados do 4T20 e referente ao ano de 2020. Confira a cobertura completa de todos os balanços referente ao ano de 2020 das empresas negociadas na B3.

No ano, a receita foi de R$ 1,42 bilhão, alta de 20,4%. O aumento da mensalidade média e a expansão da base de alunos por aquisições foram responsáveis pelo aumento na receita líquida anual, apontou a companhia.

O Ebitda anual foi de R$ 271,6 milhões, avanço de 10,6%.

Entre janeiro e dezembro, a geração de caixa passou de R$ 229,1 milhões para R$ 341,9 milhões.

A Anima finalizou o ano passado com R$ 1,27 bilhão em caixa, enquanto o caixa ao fim de 2019 era de R$ 182,6 milhões.

4T20

A Anima teve prejuízo líquido de R$ 33,1 milhões no quarto trimestre do ano passado, recuo de 16,9% frente igual período de 2019.

Enquanto isso, a  receita líquida subiu 17,5% no comparativo trimestral, a R$ 375,9 milhões.

O Ebtida – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – foi de R$ 53,4 milhões entre outubro e dezembro, o que representa alta de 25,6% em relação ao mesmo período de 2019.

A base de alunos da Anima chegou a 113,7 mil no quarto trimestre, o que representa alta de 4,8%, considerando as aquisições. Fora as aquisições, o número foi de 99,2 mil, queda de 3,8%.

Os alunos de graduação chegaram a 94,6 mil, queda de 2,7% em relação ao quarto trimestre de 2019. Já o tíquete médio cresceu 18,7%, para R$ 1.205 mensais.

O segmento de educação a distância (EaD) registrou queda de 9% no comparativo trimestral. Já o ensino básico e técnico alcançou 1.043 alunos ao fim do ano passado, alta de 1,16%.

A evasão geral ficou em 4,8% no quarto trimestre, o que representa alta de 1,1 ponto percentual ante o mesmo período de 2019.

A geração de caixa no último trimestre foi de R$ 52,8 milhões, ante R$ 35,7 milhões no mesmo período de 2019.

Teleconferência

A Ânima investe em tecnologia e revisão da qualidade de cursos híbridos, entre presencial e digital, para elevar a receita por aluno. “A tendência de recuperação de gasto médio por aluno é um mantra na companhia”, disse Marcelo Battistella Bueno, presidente da empresa, em teleconferência com analistas.

Bueno destacou que a oferta subsequente de ações, em janeiro de 2020, permitiu à empresa enfrentar o início da pandemia com quase R$ 1 bilhão em caixa.

André Tavares, diretor financeiro da empresa, disse que o investimento em tecnologia e a análise de cada curso ajudaram a elevar em 19,8% o gasto médio por aluno, para R$ 1.003 por mês em 2020.

Em geral, a Ânima elevou sua base de alunos em 4,8% no ano passado. A base de alunos de graduação avançou 6,7% no período, sendo 0,3% excluindo aquisições.

Bueno destacou que a concorrência inspirou o foco em verticais como ensino de medicina pela divisão Inspirali.

A projeção é de aumento nas vagas de cursos de medicina de 2,1 mil em 2020 para 10,9 mil em 2021 com as aquisições da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), concretizada em janeiro, e das operações da Laureate Education no Brasil. A previsão de longo prazo, considerando as aquisições, é de 14,3 mil vagas de medicina em 2024, chegando a 16,2 mil em 2028.

Anunciada em novembro, por R$ 4,6 bilhões, a negociação dos ativos da Laureate no país aguarda análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Bueno destacou que o processo de integração da Laureate já está planejado, e fortalece a operação de ensino a distância da empresa. O executivo informou que duas importantes consultorias internacionais concluíram diagnósticos para iniciar a combinação de negócios com a Laureate, após o aval do Cade.

VISÃO DO MERCADO

XP Investimentos

A XP destaca o crescimento na receita líquida devido ao ticket médio mais alto e um forte desempenho da margem bruta devido a menores despesas com pessoal. Porém, para fazer frente a um cenário mais desafiador para a captação e rematrículas por conta da Covid, a empresa gastou mais em marketing e teve maiores provisões para devedores duvidosos pressionando a margem EBITDA.

“Em suma, os resultados foram mistos, com um desempenho robusto em termos de receita e margem bruta – um dos pilares da nossa tese de investimento; mas com forte pressão vinda das despesas operacionais. No entanto, todos os olhos estão no ciclo de captação de 2021, que provavelmente será impactado negativamente pela segunda onda da Covid no Brasil, que em nossa opinião é a causa da pressão de curto prazo sobre as ações, que deve permanecer até que tenhamos uma visão mais clara sobre o impacto da Covid na captação. Mesmo assim, continuamos otimistas com as perspectivas de longo prazo para a empresa.

XP Investimentos reitera recomendação de Compra, com preço-alvo de R$ 15,00 por ação.

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