Eletrobrás diz que não são "fatos novos” menções sobre Angra 3 em delação de executivos da Andrade Gutierrez

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Eletrobrás informa em relação às notícias veiculadas na mídia referentes às ações penais envolvendo grupos políticos por recebimento de valores indevidos na retomada das obras da Usina Nuclear de Angra 3, que não se tratam de fatos novos, mas sim, conforme já noticiado pela mídia, oriundos da delação premiada de executivos da Andrade Gutierrez, homologada em 2016.

O comunicado foi feito pela companhia  (BOV:ELET3) (BOV:ELET5) (BOV:ELET6), nesta quinta-feira (11).

Conforme noticiado anteriormente, desde que surgiram denúncias envolvendo o empreendimento, a Eletrobrás realizou uma investigação independente, conduzida pelo escritório Hogan Lovells, e todos os atos potencialmente ilícitos referentes à Angra 3 identificados na investigação foram objeto das medidas administrativas e judiciais cabíveis.

Dentre tais medidas, incluem-se a anulação de contratos e demissão dos dirigentes e colaboradores implicados na prática de potenciais atos ilícitos, a revisão dos procedimentos de contratação e fiscalização e a implementação de medidas adicionais de compliance, de forma a conduzir de maneira transparente e eficiente o processo de retomada de Angra 3.

A Eletrobrás e a sua subsidiária Eletronuclear têm cooperado com as investigações das autoridades competentes e continuam à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais que se tornem necessários.

Por fim, a Eletrobrás informa que continua monitorando as notícias decorrentes das investigações e delações premiadas, a fim de avaliar a necessidade de adoção de eventuais medidas remediadoras.

A Eletrobras pretende divulgar os resultados do 4T20 e referente ao ano de 2020 no dia 12 de março. 

⇒ Confira a agenda completa da divulgação dos resultados do 4T20 e referente ao ano de 2020

Queda no lucro líquido de R$ 715,8 milhões para R$ 95,7 milhões

A Eletrobras – Centrais Elétricas Brasileiras – divulgou lucro líquido de R$ 95,7 milhões no terceiro trimestre de 2020, recuando mais de sete vezes. Segundo a estatal, a queda ocorreu pelo aumento das provisões por redução na geração de energia, por processos judiciais e de contratos onerosos.

Essa é a pior queda trimestral no lucro e no Ebitda em pelo menos três anos.

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