Guararapes (GUAR3): prejuízo de R$ 27,1 milhões em 2020, com o setor do varejo sendo um dos mais afetados pelo coronavírus

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O Grupo Guararapes, dono da Riachuelo, obteve prejuízo de R$ 27,1 milhões, revertendo lucro de R$ 592,6 milhões registrado em 2019. Isso porque o setor do varejo foi um dos mais afetados pela pandemia do coronavírus devido às lojas fechadas e as restrições de circulação.

Os resultados da Guararapes (BOV:GUAR3) referentes suas operações do quarto trimestre de 2020 foram divulgados no dia 15/03/2021. Confira o Press Release completo!

⇒ Confira a agenda completa da divulgação dos resultados do 4T20 e referente ao ano de 2020. Confira a cobertura completa de todos os balanços referente ao ano de 2020 das empresas negociadas na B3.

“As reduções apresentadas nas receitas da operação financeira ainda refletem o impacto da redução dos volumes de suas principais operações devido ao fechamento das lojas físicas, redução da emissão de novos cartões Riachuelo e da restrição da concessão de Empréstimo Pessoal durante o período mais agudo da crise”, informou.

4T20

A Guararapes teve lucro líquido de R$ 368 milhões no 4º trimestre, queda de 16,5%. Em 2019, a empresa registrou lucro líquido de R$ 440,5 milhões.

Excluindo os efeitos não recorrentes, o tombo foi de 17,6%, totalizando R$ 286,4 milhões de lucro.

A receita líquida caiu 9,3% no último trimestre de 2020, para R$ 2,21 bilhões. O Ebtida – lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação – ficou em R$ 598 milhões, recuo de 6,6% em relação ao mesmo período de 2019.

As vendas realizadas pelos canais digitais cresceram 192% no quarto trimestre, representando 5,7% das vendas totais de mercadorias do período.

No ano, a participação foi de 10,3% das vendas, somando R$ 582 milhões.

As vendas em mesmas lojas tiveram alta de 0,3%, impactadas ainda pela redução do horário de funcionamento em algumas lojas em função dos desdobramentos da Covid-19.

No quarto trimestre, a Guararapes produziu 14,2 milhões de peças, crescimento de 14,2% ante os 12,4 milhões de itens registrados de 2019.

Teleconferência

Segundo o grupo, há uma projeção de aumento de investimentos neste ano sobre 2020 e sobre 2019, dentro de uma estratégia de expansão no longo prazo, mesmo com o ambiente com mais incertezas. A empresa não informou valores.

“Estamos num nível de desafio importante, dezembro já foi pressionado e isso [pressão] já foi maior neste começo de ano, com o avanço da pandemia, que está mais grave, levando a fechamento de mercados. Aprendemos muito com o digital e o potencial de um novo modelo integrado e temos que usar o que aprendemos. Agora é ter de novo paciência e usar o conhecimento que temos”, disse Tulio de Queiroz, diretor de relações com investidores.

A companhia disse ainda que se mantém otimista e que os sindicatos da categoria já começam a abrir acordos para reduzir jornada e salário, enquanto uma Medida Provisória específica sobre o tema não é elaborada pelo governo, afirmou o diretor.

O comando da Guararapes acredita num segundo semestre melhor para o setor de moda, com o avanço da vacinação.

A Guararapes ainda informou que vendeu o centro de distribuição em Guarulhos (SP) por R$ 166 milhões no fim do ano, sem mencionar na teleconferência o nome do comprador.

A direção da Guararapes afirmou também, na teleconferência com analistas, que as lojas estão funcionando com 40% “das horas possíveis do período normal”, mas que as unidades em operação têm tido desempenhos positivos, como reflexo da aceitação da nova coleção pelos consumidores.

Sobre ritmo de estoques, informou que fez uma virada de ano saudável, em patamares mais normais, mas que há um desafio maior com os novos fechamentos de lojas após março. “Isso traz um desafio e vamos ter que corrigir isso”, disse Queiroz.

Os estoques foram a 166 dias (em termos de dias de vendas) no quarto trimestre, ante 142 há um ano, mas coleções antigas diminuíram.

Apesar do aumento dos dias de estoques, o saldo contábil do estoque encerrou 2020 cerca de 0,8% menor que o reportado em 2019, com menor participação de estoques de coleções antigas.

A Guararapes ainda disse que passou 2020 com foco em aumento de recebimento das vendas e num menor nível de perdas.

As perdas e a provisão para devedores duvidosos encerraram o quarto trimestre com uma reversão positiva de R$ 150,7 milhões, ante uma despesa de R$ 186,2 milhões registrada no mesmo período do ano anterior. Os valores contemplam as perdas provenientes das operações do Cartão Riachuelo e de empréstimo pessoal.

Online

Sobre o on-line, a empresa disse que 40% da venda digital foram de itens que saíram de estoque das lojas no quarto trimestre e as vendas realizadas pelos canais digitais cresceram 192% no trimestre, representando 5,7% das vendas totais de mercadorias do período.

No ano, a participação foi de 10,3% das vendas totais, totalizando R$ 582 milhões, com crescimento de 274,1%.

A empresa também ressaltou que o marketplace (shopping virtual) começa a operar neste primeiro semestre, e estará disponível no site e aplicativo. Essa plataforma deve incluir a operação da marca de moda infantil Carters, operada pelo grupo no país e que atuará integrada na plataforma da rede.

A companhia ainda mencionou que está em construção uma operação de “superapp”, que, além dos aplicativos do varejo, terá produtos financeiros, a serem oferecidos pela financeira do grupo, a Midway.

Para isso avançar, um novo aplicativo contendo a conta digital, cartão múltiplo, empréstimos e demais produtos da Midway entrou em teste piloto neste ano. Haverá extensão desse piloto para outros clientes entre março e abril.

Sobre o Grupo Guararapes

O Grupo Guararapes Confecções, o maior da América Latina no ramo têxtil e de confecção de roupas, foi fundado no Recife, em Pernambuco, e teve sua sede transferida primeiramente para Natal, e depois para a cidade de São Paulo, onde se encontra atualmente.

 

* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão, Reuters

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