10 fatos que marcaram a semana (de 05/04 a 09/04): tem VALE3, IRBR3, YDUQ3, CSNA3, USIM3, EMBR3, a Small Cap STBP3 e até uma tendência de investimento!

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O nosso Ibovespa fechou a semana em alta de 2%, com os investidores atentos no decorrer desses dias em relação ao Orçamento de 2021 e ao agravamento da pandemia no país. Nem um nem outro assunto ainda teve um desfecho favorável, mas é o que anda ditando as regras da Bolsa por ora. No cenário externo, a China tem pressionado siderúrgicas a ficarem de olho nas questões ambientais, o que tem impactado a produção interna, mas impulsionado para cima o preço das commodities no mercado internacional. É claro, beneficiam-se disso até mesmo companhias brasileiras, grandes exportadoras de matérias-primas para o país.

Os EUA seguem otimistas quanto à sua retomada econômica derivada das ações de estímulos financeiros em diversas frentes, mas também do seu plano avançado de vacinação. A partir do dia 19 de abril, todos os adultos acima de 18 anos já poderão ser imunizados contra a Covid-19. Com as boas-novas, a estimativa de PIB para o país saiu de 4,2% para 6,5% em 2021. Do lado Europeu, a semana começou lenta, com o feriado estendido de Páscoa que fechou as Bolsas na segunda-feira. Apesar disso, dados positivos dos EUA também se refletiram nesse mercado, com os investidores mais otimistas.

Vamos ver mais atentamente tudo isso e muito mais, com os nossos destaques semanais. Acompanhe.

1. Novo pacote de auxílio emergencial começou a ser pago na terça-feira

Depois de meses à espera de uma decisão, a partir de abril começa novamente a serem pagas as parcelas do auxílio emergencial. Elas variam de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família. Cerca de R$ 44 bilhões foram destinados ao pacote, por meio da promulgação da Emenda Constitucional 109/2021, a chamada PEC Emergencial.

A emenda constitucional abriu caminho para que o governo federal ultrapasse o limite do teto de gastos sem comprometer a meta de resultado fiscal primário nem afetar a denominada regra de ouro (espécie de teto de endividamento público para financiar gastos correntes).

Segundo o Ministério da Cidadania, do valor total estabelecido pelo Congresso Nacional, R$ 23,4 bilhões serão destinados ao público já inscrito em plataformas digitais da Caixa Econômica Federal, R$ 6,5 bilhões para integrantes do Cadastro Único do Governo Federal e R$ 12,7 bilhões para atendidos pelo Bolsa Família. (Com Agenda Brasil).

2. Orçamento de 2021 e agravamento da pandemia no país

A novela em torno do Orçamento 2021, diante da demora do governo em resolver o impasse, ainda continua. Existe a chance de a peça orçamentária ser vetada parcialmente por Bolsonaro, uma forma de escapar de crime de responsabilidade fiscal e, ao mesmo tempo, preservar o apoio político no Congresso.

Enquanto isso, nesta semana o Brasil superou pela primeira vez a marca de 4 mil mortes diárias pelo coronavírus. A Câmara dos Deputados aprovou o texto do projeto que tornam flexíveis as regras para empresas privadas comprarem vacinas contra a Covid-19, sem que haja tantas exigências para a aquisição dos imunizantes. Agora, o texto segue para aprovação do Senado.

3. Falando em vacina e pandemia… 45% dos CEOs globais enxergam retorno à normalidade nos negócios apenas em 2022

Pesquisa feita pela consultoria KPMG aponta que 45% dos CEOs globais enxergam um retorno à normalidade nos negócios apenas em 2022 e somente 31% acreditam que essa volta acontecerá ainda neste ano. Mais do que isso, 24% não esperam mais por essa normalidade e afirmam que suas empresas e operações mudaram para sempre com a pandemia.

O levantamento foi feito com 500 executivos de empresas com receita anual superior a US$ 10 bilhões, em 11 países (Austrália, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos), entre os dias 29 de janeiro e 4 de março.

Os dados mostram que mais da metade (55%) temem que nem todos seus funcionários tenham acesso a uma vacina contra a Covid-19, o que poderá colocar alguns mercados e operações em desvantagem. A maioria dos executivos entrevistados (90%) vai solicitar aos empregados que notifiquem a empresa quando forem vacinados e 61% das empresas vão esperar uma imunização do país antes de pedir o retorno dos colaboradores aos escritórios.

De acordo com a pesquisa, as perspectivas dos entrevistados para o crescimento de suas empresas nesse período são: 22% muito confiantes, 66% confiantes, 11% neutros, 1% não muito confiantes. Sobre crescimento do setor, as perspectivas são: 23% muito confiantes, 67% confiantes, 8% neutros, 2% não muito confiantes.

Em relação às perspectivas de crescimento de seus países, as respostas são: 19% muito confiantes, 65% confiantes, 11% neutros e 5% não muito confiantes. Sobre perspectivas de crescimento da economia global, os dados são: 13% muito confiantes, 30% confiantes, 14% neutros, 39% não muito confiantes e 4% nada confiantes.

4. EUA estão vacinando a população em nível recorde, o mesmo que estão fazendo com a compra de… armas

Que os EUA estão engatilhando forte na imunização da população nós já sabemos. Tanto que, a partir do dia 19 de abril, o país começará a vacinar todos os adultos maiores de 18 anos. Porém, não é só nisso que estão engatilhados.

De acordo com dados do NICS (National Instant Criminal Background System Checks), que mede a intenção de compra de armas de fogo nos Estados Unidos, em março e no primeiro trimestre deste ano o número atingiu recorde absoluto para esses períodos, considerando-se toda a série histórica iniciada em 1998.

Foram 4.691.738 de intenções de compra em março de 2021, contra 3.740.688 no mesmo mês de 2020, significando um acréscimo percentual de 25,4%. Sobre fevereiro de 2021, o acréscimo foi ainda maior, de 36%, e sobre o primeiro trimestre de 2020 foi de 34,67%.

Os americanos compraram cerca de 2,2 milhões de armas no mês passado, o segundo maior número de março já registrado, de acordo com a consultoria Small Arms Analytics and Forecasting. Depois de atingir o recorde anual de quase 23 milhões de unidades em 2020, as vendas de armas na América continuaram a manter o ímpeto.

As vendas de armas geralmente são impulsionadas por recreação e segurança, mas também há preocupações com o aumento das medidas governamentais para controle das armas, com algumas pessoas até mesmo mudando para estados mais favoráveis ​​à liberdade.

Quem ganha com isso também é a nossa Taurus Armas (TASA3 e TASA4), fabricante de armas de fogo brasileira. No quarto trimestre de 2020, a companhia comercializou nos Estados Unidos um total de 441.300 armas, com um aumento de 56,8% em relação ao 4T19 e de 15% sobre o 3T20. Com os indicativos positivos desse primeiro trimestre de 2021, é possível ver novamente ganhos consistentes da Taurus.

5. Já que estamos na vibe das boas perspectivas, quem entra nisso também é a Small Cap Santos Brasil (STBP3)

A companhia concluiu as negociações e celebrou novo acordo comercial para a prestação de serviços de operação portuária de contêineres, no Tecon Santos, com a A.P. Møller – Maersk A/S, válido para todas as suas subsidiárias e afiliadas, que operam sob marcas diversas (e.g. Hamburg Süd, Maersk Line, Aliança, Safmarine, Sealand etc.).

Os termos e condições comerciais e operacionais substituem o instrumento contratual expirado no dia 31 de março de 2021 e, dentre outros ajustes, estabelecem novos preços de serviços e novo prazo de vigência, com duração entre 1° de abril de 2021 e 31 de março de 2023.

A companhia confia que a continuidade da parceria com a Maersk, em bases mutuamente benéficas, zela pelo melhor interesse de seus acionistas e demais stakeholders, bem como espelha a excelência na prestação de serviços portuários e logísticos pela Santos Brasil.

De acordo com análise da Ágora Investimentos, apesar da Santos Brasil não ter divulgado os termos oficiais do contrato, a empresa revelou seu guidance de 2021, que consiste em: volumes de contêiner de 1,2 a 1,3 milhões (de + 11% a + 20% no comparativo anual); Ebitda de R$ 400 a R$ 450 milhões (+ 89% a + 112% no comparativo anual); e capex (investimentos) de R$ 250 a R$ 300 milhões (+ 12% a + 34% no comparativo anual).

“O novo contrato com a Maersk termina em março de 2023 e esperamos que a utilização da capacidade do porto de Santos ultrapasse 90% nos próximos anos. Com exceção da Santos Brasil, a BTP e DPW não podem implementar novas expansões de capacidade para operações de movimentação de contêineres e a concessão do Ecoporto expira em junho de 2023”, afirma.

Em suma, o ponto de vista dos analistas para as ações da empresa é positiva e dessa forma a Santos Brasil poderia ter a oportunidade de impor um novo aumento no preço dos contêineres de material de 15% a 20% em março de 2023.

=> Veja o que dizem diversos analistas sobre o guidance de 2021 divulgado pela Santos Brasil. 

=> Confira também por que a Santos Brasil se tornou uma das Small Caps mais recomendadas para COMPRA neste mês de abril. 

6. Quem também segue a onda das boas vibrações é a famosa IRB Brasil (IRBR3) – mas vale sempre a cautela

A Susep (Superintendência de Seguros Privados) encerrou a fiscalização especial na IRB depois de a resseguradora atingir enquadramento regulatório referente aos índices de liquidez e cobertura de provisões técnicas, encerrando a necessidade do escrutínio do órgão.

Para analista da Guide Investimentos, o encerramento da fiscalização era aguardado após o aumento de capital realizado pela companhia com o objetivo de restabelecer os níveis de provisões regulatórias necessárias. Ele avalia que a IRB ainda tem um longo caminho a percorrer em termos de recuperação de credibilidade e, consequentemente, dos seus resultados para voltar a ter uma performance positiva em Bolsa.

7. Já quem deixou a cautela de lado foi a Kalunga, que anunciou uma retomada da sua IPO

A Kalunga segue em processo de listagem na B3. A empresa engajou o Banco BTG Pactual, o Bradesco BBI, a XP Investimentos e o UBS Brasil para a prestação de serviços de assessoria financeira no âmbito de potencial operação para a captação de recursos, por meio da realização de oferta pública inicial de distribuição de ações ordinárias.

Entretanto, até o momento, a companhia não definiu ou aprovou a efetiva realização da operação, seus termos e condições, ou quaisquer outros possíveis atos para emissão das ações. A efetiva realização está sujeita às condições dos mercados de capitais brasileiro e internacional, às condições política e macroeconômica favoráveis, ao interesse de investidores em particular, às aprovações societárias da companhia e a procedimentos inerentes à realização de IPOs.

8. Pode não ser uma IPO da Bolsa, mas também é um tipo de investimento novo: investir em obras do compositor Toquinho

Depois de Luiz Avellar, Paulo Ricardo e Philipe Pancadinha, entre outros, a Músicas do Brasil, braço musical da Hurst Capital, adquiriu parte dos royalties musicais do famoso compositor e intérprete Toquinho. Pelo acordo, será possível investir nas obras do artista por meio de um instrumento de crédito conhecido pela sigla CCB (Cédula de Crédito Bancário). A operação tem rentabilidade de 12% ao ano, prazo de 361 dias e pagamento único de juros e principal ao final do processo. O aporte mínimo é de R$ 10 mil.

Toquinho é conhecido por suas composições em parceria com Vinícius de Moraes, nos anos 1960 e 1970, como “Tarde em Itapoã”, “Carta ao Tom 74” e “A Tonga da Mironga do Kabuletê”. Mas sua composição de maior sucesso é o hit infantil “Aquarela”, lançada na década de 1980 e que possui histórico consistente de reproduções até hoje, sendo constantemente incluída em trilhas sonoras, como a novela “Carrossel”, em 2013. Apenas no YouTube, as cinco principais músicas do Toquinho apresentam mais de 100 milhões de visualizações, e no Spotify já passam de 60 milhões.

O investimento nas obras de Toquinho é visto como ótima oportunidade porque seu catálogo possui idade média de 35 anos, com número de execuções estáveis. Além disso, o histórico dos recebimentos dos últimos três anos mostra uma evolução dos repasses do ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) e das editoras.

Para o CEO da Hurst, Arthur Farache, a operação de recebíveis com as obras de um artista tão renomado quanto Toquinho mostra que o investimento em royalties musicais está se consolidando no País. “Trata-se de um ícone da música brasileira, o que confere credibilidade a este tipo de operação e abre ainda mais as portas para que outros artistas novos ou de renome passem a integrar esse modelo, gerando oportunidades para os investidores”, afirma.

A estrutura de capital da Músicas do Brasil é suportada pelos seus ativos em carteira, ou seja, o seu catálogo de músicas, que já possui mais de 20 mil obras e fonogramas, com grande diversificação por público e gênero musical.

A Hurst, primeira plataforma especializada em ativos alternativos do Brasil, é pioneira também neste segmento de royalties musicais. As primeiras operações tiveram início em 2019, por meio do braço Músicas do Brasil, e o interesse nesse tipo de investimento tem crescido desde então. Apesar de ser um segmento novo no País, os royalties musicais são bem conhecidos no exterior.

O cantor e compositor norte-americano Bob Dylan é um dos maiores exemplos. A venda de 100% de seu catálogo, composto por mais de 600 composições, para a Universal Music, realizada em dezembro de 2020, rendeu algo em torno de US$ 300 milhões e é considerada a maior operação de direitos de publicação musical da história.

Dados do relatório anual da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) mostram que a receita total do mercado mundial de música gravada cresceu 7,4%, subindo para US$ 21,6 bilhões em 2020. É o sexto ano de crescimento consecutivo. A receita de streaming atingiu US$ 13,4 bilhões, respondendo por mais da metade do faturamento (62,1%). Ao todo havia cerca de 443 milhões de usuários de serviços de streaming pagos no final de 2020, sendo a América Latina a região que mais cresceu, com 15,9%.

O Brasil, por sua vez, registrou um incremento de 37,1% em streaming e de 24,5% no geral. Para se ter ideia, durante 2020, apesar dos prejuízos causados pela pandemia de Covid-19, o ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) arrecadou e repassou R$ 947,9 milhões a compositores, intérpretes, músicos e editoras.

9. E quem tá investindo muito também é a Vale (VALE3), porém na sua recompra de ações

O conselho de administração da Vale aprovou o programa de recompra de até 270 milhões de ações ordinárias e seus respectivos ADRs, proposto por seu Comitê Executivo. O prazo do programa é de até 12 meses. Tomando como base a cotação do fechamento do dia 1° de abril (de R$ 97,00 por ação), a previsão seria de um desembolso de R$ 26,2 bilhões para recomprar os papéis.

O volume representa até 5,3% do número total de ações em circulação, com base na composição acionária de 28 de fevereiro de 2021. A empresa ressalta que o programa “não compete com nossa intenção de consistentemente distribuir dividendos acima do mínimo estabelecido por nossa política”.

A decisão, acrescenta o comunicado, demonstra a confiança da gestão no potencial da Vale de “criar e distribuir valor de forma consistente” e que “regidos pela disciplina na alocação de capital consideramos a recompra de nossas ações um dos melhores investimentos disponíveis para a companhia”.

10. Encerrando: nossa retrospectiva semanal do sobe e desce da Bolsa

Entre as maiores altas da semana temos a Yduqs (YDUQ3), com alta de 18%, a CSN (CSNA3) subindo 14%, a Usiminas com as ações valorizando 14% e até mesmo Embraer (EMBR3) voa alto com 13% de performance positiva no preço dos papéis.

No caso da Yduqs, a empresa do setor de educação tem sido uma das mais afetadas pela crise do coronavírus, o que também pode representar um desconto no preço atual das ações. CSN e Usiminas surfam na alta das commodities, após informações de que um dos maiores importadores e produtores de aço do mundo, a já conhecida China, estaria enfrentando problemas para conseguir suprir sua demanda. O país tem visto restrições na sua produção siderúrgica devido a políticas ambientais mais rígidas, limitando a capacidade produtiva das empresas do setor. Em se tratando da Embraer, o maior driver do desempenho é uma possível negociação de venda de 54 jatos para a indiana Trujet, uma encomenda que pode ser bilionária.

E ao contrário, caem as ações de Lojas Renner (LREN3) em mais de 2%, Lojas Americanas (LAME3 e LAME4) em mais de 1%, empresas varejistas que ainda seguem impactadas pelas medidas de isolamento social e também com o agravamento da crise de saúde brasileira, que viu nesta semana o maior número de mortes em 24 horas por Covid-19.

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