Boa Safra Sementes pretende captar mais de R$ 400 milhões em IPO

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A Boa Safra Sementes pretende captar mais de R$ 400 milhões com seu IPO (Oferta Pública Inicial).

O comunicado foi feito pela empresa, nesta quarta-feira (07). A operação é coordenada por XP e UBS BB.

O prospecto da oferta registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foi atualizado com as informações detalhadas da oferta..

A faixa de preço vai de R$ 9,90 a R$ 12,60. No valor médio de R$ 11,25 por ação, a Boa Safra Sementes pode levantar R$ 454,5 milhões.

Serão colocadas no mercado 40.404.040 ações.

A operação será primária, ou seja, os recursos vão para o caixa da empresa. Além da oferta base podem ser exercidos lotes adicional (8.080.808 ações) e suplementar (6.060.606 ações).

A HIX Capital será a âncora da emissão que tem data prevista de precificação em 27 de abril sob o código de (BOV:GBSA3).

O HIX Capital deve levar R$ 80 milhões da oferta, considerando o piso da faixa de preço. Os recursos serão destinados ao crescimento orgânico e inorgânico da Boa Safra e para reforço de capital de giro.

Os acionistas atuais são Marino Stefani Colpo e Camila Stefani Colpo, que têm 50% cada e podem cair para até 28,2% cada se forem exercidos os lotes adicional e suplementar.

Sobre a Boa Safra Sementes

A empresa produtora de sementes protocolou pedido de IPO na CVM em outubro de 2020.

A Boa Safra Sementes tem mais de 40 anos de mercado com atuação em estados representando 80% do território nacional, atuando nas regiões do Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste.

Com sede em Goiás, a companhia atua há quatro décadas como multiplicadora de sementes de soja, milho e feijão. Hoje é considerada uma das maiores produtoras de sementes de soja do mercado.

Até 30 de setembro de 2020 a empresa apresentou um lucro líquido de R$ 31,5 milhões. Nos últimos anos, o indicador vem melhorando. Saiu de um prejuízo de R$ 1,6 milhão em 2017 para um lucro de R$ 7,1 milhões em 2018 e R$ 26,6 milhões em 2019.

Já a receita operacional líquida da empresa saltou de R$ 209 milhões (2017) para R$ 311 milhões (2018) e R$ 404 milhões (2019). Nos primeiros nove meses de 2020 a receita chegou a R$ 356,2 milhões.

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