Magazine Luiza: Cade aprova aquisição de todo capital da Hub Prepaid pela Magalu Pagamentos

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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a aquisição de todo o capital social da Hub Prepaid e subsidiárias pela Magalu Pagamentos. O Tribunal deu aval à operação, em definitivo, sem restrições.

A Magalu Pagamentos é uma instituição controlada por Magazine Luiza (BOV:MGLU3) e presta atividades no segmento de meio de pagamentos exclusivamente para o próprio grupo ao qual a empresa pertence, o Grupo Magalu. A Hub, por sua vez, é uma sociedade holding detentora da totalidade do capital social da Hub Pagamentos. As Empresas Hub prestam serviços de conta digital e cartão pré-pago diretamente para seus clientes.

De acordo as empresas, a operação promoverá melhoria da oferta de serviços da Magalu Pagamentos para seus clientes, que poderão usufruir de uma plataforma de produtos e serviços financeiros gratuita e totalmente integrada ao aplicativo da Magalu.

Com isso, os clientes poderão utilizar conta digital para realizar compras, depósitos, transferências, pagamentos, saques e serviços como recargas de celular e vale-transporte, além de terem a opção de um cartão pré-pago que refletirá o saldo da conta digital, permitindo também transações no mundo físico.

Em março deste ano, a Superintendência-Geral do Cade aprovou a operação sem restrições e, dias depois, o Mercado Pago, terceiro interessado no ato de concentração, interpôs recurso contra a decisão. O caso, então, foi levado à apreciação do Tribunal do Conselho, sob a relatoria da conselheira Paula Azevedo.

Em seu voto, a conselheira concluiu que a operação não gera efeitos anticompetitivos, não cria ou reforça posição dominante, não aumenta barreiras à entrada ou implica redução de rivalidade, e não incrementa a possibilidade ou probabilidade de fechamento de mercado. “Não há, portanto, do ponto de vista concorrencial, quaisquer fundamentos sólidos capazes de obstar o presente ato de concentração.”, concluiu.

O entendimento foi seguido pelo Tribunal Administrativo do Cade, que negou provimento ao recurso e manteve a decisão da SG/Cade pela aprovação sem restrições da operação.

Cade nega recurso proposto pelo Mercado Pago

O tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) negou recurso apresentado pelo Mercado Pago, empresa de pagamentos do Mercado Livre, e manteve a aprovação da compra da fintech Hub Prepaid pela Magalu Pagamentos, do Magazine Luiza.

A operação já havia sido aprovada, sem restrições, pela Superintendência-Geral do Cade, em março, mas foi levada ao tribunal após apresentação de recurso. A alegação do Mercado Livre foi que a Hub prestava serviços financeiros para a empresa e detém informações importantes, que poderiam ser passadas para a concorrente Magalu – o que não teria sido investigado suficientemente pelo Cade.

Os conselheiros, no entanto, entenderam que a questão da troca de informações não cabe ao Cade e que a operação não traz prejuízos à concorrência. “Não há, do ponto de vista concorrencial, quaisquer fundamentos sólidos capazes de obstar o presente ato de concentração”, afirmou a conselheira relatora, Paula Azevedo.

Em dezembro, a Magazine Luiza, por meio de sua subsidiária Magalu Pagamentos, anunciou a compra de 100% da instituição de pagamentos Hub Prepaid por R$ 290 milhões. A empresa tem mais de 250 funcionários e cerca de 4 milhões de contas digitais e cartões pré-pago ativos, que movimentaram R$ 6,6 bilhões em 2020.

Na época, a Magalu disse que, após a integração com a Hub, os clientes do MagaluPay poderiam contar com a plataforma de produtos e serviços financeiros, de forma gratuita, integrada ao aplicativo da varejista. Entre os serviços a ser ofertados pelo Magalu, está a abertura de conta digital para realizar compras, depósitos, transferências, pagamentos e saques.

A empresa pretende divulgar os resultados do 1T21 no dia 05 de maio.

Pressão nas margens leva a queda de 57,5% no lucro líquido em 2020; analistas apontam cenário promissor

Magazine Luiza encerrou 2020 com lucro líquido de R$ 391,7 milhões, queda de 57,5%. Já o o lucro líquido ajustado atingiu R$ 377,8 milhões, queda de 25,1% em relação ao ano anterior.

Na comparação entre os dois exercícios, de 2019 e 2020, o Ebtida apresentou queda de 14%, para R$ 1,527 bilhão. No ano passado, o Ebitda ajustado atingiu R$ 1,506 bilhão, queda de 9,3% em relação a 2019.

No acumulado do ano, houve um salto de 483% na despesa financeira, de R$ 70,4 milhões em 2019 para R$ 410,5 milhões em 2020. No padrão ajustado, seguindo a norma IFRS, a despesa financeira de 2019 foi de R$ 531,1 milhões, fazendo portanto que o indicador de 2020 apresente uma melhora de 22,7%.

Entre janeiro e dezembro do ano passado, a receita líquida somou R$ 29,177 bilhões, uma alta de 46,7% sobre o ano anterior.

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