Cielo: Paulo Caffarelli renuncia ao cargo de diretor-presidente

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A Cielo informou que Paulo Rogério Caffarelli apresentou sua carta de renúncia ao cargo de diretor-presidente.

O fato relevante foi feito pela empresa (BOV:CIEL3), nesta quarta-feira (19). Confira comunicado na íntegra.

“Conforme deliberado em reunião do conselho de administração, os conselheiros aceitaram a renúncia e expressam seu agradecimento ao Sr. Paulo Caffarelli, que deixará a Cielo após quase três anos à frente da companhia, período em que liderou importantes melhorias operacionais, com destaque para a atuação comercial e o modelo de atendimento, ao mesmo tempo em que fomentou de forma relevante o processo de transformação cultural e digital da Cielo”, afirmou a empresa em um fato relevante enviado ao mercado.

Para suceder Caffarelli, o conselho de administração elegeu Gustavo Henrique Santos de Sousa, que ocupa há dois anos a posição de vice-presidente executivo de finanças e diretor de relações com investidores da Cielo.

Antes, ocupou diversas posições de destaque em grandes companhias brasileiras, tendo exercido as posições de Diretor Financeiro e Relações com Investidores da Klabin, Diretor Presidente da CPFL Renováveis, Diretor de Controladoria, Tesouraria, Relações com Investidores e Tributário da Companhia Siderúrgica Nacional e Diretor de Controladoria do Banco do Brasil.

Possui MBA pela Columbia Business School, Mestrado em Gestão Econômica de Negócios pela Universidade de Brasília e MBA em Administração Financeira pela Fundação Getúlio Vargas.

A Cielo informou ainda que Paulo Caffarelli deixa a posição de diretor-presidente mas permanecerá apoiando a companhia até 31 de maio em processo de transição.

A posse efetiva de Gustavo Sousa ocorrerá após a homologação pelo Banco Central do Brasil.

Lucro líquido de R$ 241,3 milhões no primeiro trimestre, avanço de 44,7%

A Cielo, controlada por Bradesco e Banco do Brasil, apresentou lucro líquido de R$ 241,3 milhões no primeiro trimestre deste ano, cifra 44,6% maior que o registrado no mesmo intervalo de 2020. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, o resultado da líder das maquininhas encolheu 19,1%, quando a base de comparação é impactada pelo maior volume tradicional à época.

Já o lucro líquido recorrente de R$ 135,8 milhões no primeiro trimestre deste ano, resultado 18,6% menor do que o apurado no mesmo período de 2020 e 54,5% inferior ao do quarto trimestre. Esse valor exclui ganhos não recorrentes de R$ 105,5 milhões com a venda da Orizon, cessão e atualização monetária da plataforma Elo, além da reversão de provisões com novos projetos e reestruturações.

Ebitda – juros, impostos, depreciação e amortização – caiu 20,1% e somou R$ 613,6 milhões, na mesma base de comparação.

receita operacional líquida foi de R$ 2,7 bilhões, recuo de 3,8% ante igual período do ano passado, enquanto a receita de aquisição de recebíveis líquida caiu 49,3% no trimestre e somou R$ 95,8 milhões.

VISÃO DO MERCADO

Na avaliação do Itaú BBA, a notícia é ligeiramente negativa, destacando que Caffarelli, que é CEO da Cielo há três anos, liderou mudanças importantes na empresa, incluindo o foco estratégico no desenvolvimento de uma plataforma de distribuição, produtos, CRM e soluções centradas na segmentação de lojistas de SMB.

Além disso, a Cielo enfrenta atualmente enormes desafios operacionais, com o setor de pagamento passando por mudanças disruptivas impulsionadas pela intensificação da competição em produtos de aquisição tradicionais e pela implementação de novas iniciativas regulatórias e tecnológicas (por exemplo, avanço do PIX, WhatsApp Pay, etc.). Por fim, concorrentes como PagSeguro, Stone e Mercado Pago, entre outros, estão ampliando sua oferta de produtos, principalmente em produtos bancários, de crédito e de software.

“Acreditamos que a renúncia de Caffarelli representa um desafio a mais no contexto dinâmico e competitivo que a Cielo está enfrentando e deve se somar às incertezas do mercado quanto à capacidade da empresa de se reinventar em um cenário extremamente adverso”, avaliam os analistas do BBA.

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