A Chesf, da estatal Eletrobras, terá participação restrita no próximo leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que oferecerá concessões de novos projetos de transmissão de eletricidade, agendado para 30 de junho.
A subsidiária da Eletrobras (BOV:ELET3) (BOV:ELET5) (BOV:ELET6) na Região Nordeste não atendeu exigências para habilitação técnica ao certame, segundo despacho do órgão regulador no Diário Oficial da União desta segunda-feira.
A restrição vem em momento em que a Eletrobras tem voltado a avaliar novos investimentos, após anos em processo de recuperação de suas finanças.
Empresas da estatal chegaram a fazer lances por lotes de projetos no último leilão de empreendimentos de transmissão, em dezembro passado, embora não tenham se sagrado vencedoras. Ainda assim, o movimento marcou a volta da Eletrobras aos certames após anos.
Mais recentemente, a CGT Eletrosul, subsidiária da estatal, chegou até a fechar negócios para a compra de participações da elétrica estadual gaúcha CEEE-T em empresas de transmissão nas quais já era sócia, marcando um retorno a investimentos após anos marcados mais por vendas de ativos.
A restrição vem em momento em que a Eletrobras tem voltado a avaliar novos investimentos, após anos em processo de recuperação de suas finanças (Imagem: REUTERS/Pilar Olivares)
Mas, com a limitação estabelecida pela Aneel para a Chesf, a empresa só poderá entrar no próximo leilão de projetos de transmissão como sócia minoritária de consórcios.
A avaliação da Aneel para habilitação ao leilão inclui análise do histórico de entregas de obras de transmissão pelas empresas, com veto àquelas que apresentam atrasos superiores a 180 dias e já sofreram três penalidades transitadas em julgado no órgão regulador.
O leilão de transmissão de 30 de junho oferecerá a investidores cinco lotes de empreendimentos que demandarão aportes de cerca de 1,3 bilhão de reais nos próximos anos. Os vencedores assinam contratos de concessão de 30 anos para construção e futura operação dos projetos.
Eletrobras (ELET3): lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no 1T21, alta de 31%
A Eletrobras fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 1,609 bilhão, uma alta de 31% frente aos R$ 1,228 bilhão de igual período do ano passado.
Segundo a estatal, o lucro do primeiro trimestre sofreu o impacto positivo dos resultados da transmissão, em decorrência da Revisão Tarifária Periódica com efeitos a partir de julho de 2020.
O resultado da última linha do balanço poderia ser ainda melhor se não fosse pelas provisões para contingências de R$ 932 milhões, com destaque para R$ 436 milhões relativos às contingências judiciais que discutem a correção monetária de empréstimo compulsório
A receita operacional líquida atingiu R$ 8,208 bilhões no período, 8% superior ao mesmo trimestre do ano anterior. A receita operacional líquida recorrente, que engloba receita do Procel, registrou alta 8% e somou R$ 8,200 bilhões na mesma base de comparação.
Informações Reuters