Intelbras (INTB3): luro líquido de R$ 89,7 milhões, revertendo prejuízo no trimestre

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A Intelbras encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 89,7 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 24,3 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

Nos primeiros meses de 2020, o resultado foi negativo “em razão do reconhecimento como despesas financeiras oriundas da variação de seu passivo em dólar com fornecedores”, diz a empresa no relatório sobre os resultados.

“A nova política de proteção cambial, adotada ao longo do segundo semestre de 2020, vem se demonstrando adequada e contribuindo para a estabilidade dos resultados atingidos”.

A receita líquida cresceu 56%, alcançando R$ 696,4 milhões, com o aumento do faturamento nas três divisões da companhia: segurança, comunicação e energia. Na divisão de segurança eletrônica, responsável pela maior parte da receita, o crescimento foi de 44%, para R$ 367,6 milhões.

O Ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – apresenta um crescimento de 52,5% em valores absolutos quando comparado ao mesmo período do ano anterior e a margem EBITDA percentual em linha com o percentual apresentado no mesmo período do ano anterior.

Tanto as despesas quanto a margem bruta se manteviveram dentro do planejado e a margem EBITDA alcançada de 14,7% está em linha com o planejado para o trimestre

Os resultados da Intelbras (BOV:INTB3) referentes às suas operações do primeiro trimestre de 2021 foram divulgados no dia 10/05/2021. Confira o Press release na íntegra!

Teleconferência

Altair Silvestri, presidente da empresa em teleconferência com analistas sobre o balanço da empresa no primeiro trimestre, disse hoje que: “A expectativa é de melhora no abastecimento de microprocessadores no terceiro trimestre”.

Segundo o executivo, equipamentos de redes e segurança tiveram estoques desbalanceados por conta da falta de componentes.

Silvestri afirma que o nível de abastecimento atual está melhor do que há 60 dias, mas a empresa tem investido mais na aquisição de componentes desde o fim de 2020.

“Mais do que alta do dólar, o impacto nos preços ocorreu especialmente pelos custos com logística, como fretes aéreos, e no rito de produtividade nas fábricas”, explica o executivo.

“A escassez vale para todo mundo e tentamos chegar na frente”, afirma. A Intelbras optou por segurar o repasse dos preços e vem conversando com fornecedores americanos de tecnologia para que eles ajudem a influenciar os fabricantes chineses na entrega de componentes.

Sem a política de proteção cambial, segundo Silvestri, o lucro líquido teria sido 30% inferior no primeiro trimestre. A proteção cambial foi outra estratégia adotada pela empresa nos primeiros três meses do ano.

No segundo trimestre, a empresa trabalha na integração da catarinense Khomp, da qual adquiriu 75% do capital, por R$ 89,1 milhões, no início de abril.

Outro destino de recursos de IPO é a expansão fabril, que inclui a construção da quarta fábrica da empresa no país, em Tubarão (SC).

A companhia, que tem fábricas em sua sede, na Grande Florianópolis (SC), no Sul de Minas Gerais e em Manaus, informou ter recebido um crédito financeiro de R$ 24 milhões pela Lei de Informática no primeiro trimestre.

A Lei de Informática cria um crédito a empresas que investirem pelo menos 5% do faturamento bruto em pesquisa, desenvolvimento e inovação a cada trimestre.

VISÃO DO MERCADO

Itaú BBA

O Itaú BBA classificou os resultados divulgados pela Intelbras como positivos, mas em linha com as estimativas. O banco destacou a expansão de 56% no faturamento bruto, com preços mais altos devido à taxa de câmbio mais forte, assim como uma aceleração de 22% nos volumes vendidos, na comparação anual.

A divisão de energia foi destaque nos resultados, com destaque para a energia fotovoltaica. Mas a divisão de comunicação teve alta de custos, devido a falta de suprimentos em especial chips. O banco espera que o desequilíbrio entre oferta e demanda seja sanado até o segundo semestre.

Itaú BBA mantém recomendação de compra com preço-alvo em R$ 28,10…

Santander 

O resultado da Intelbras foi considerado sólido pelo Santander, aponta um relatório enviado a clientes e assinado pela analista Maria Tereza Azevedo.

A empresa reverteu o prejuízo de R$ 24 milhões do primeiro trimestre de 2020 e lucrou R$ 89 milhões neste ano, mostrou um documento enviado ao mercado nesta segunda-feira (10).

“Fortes resultados foram combinados com fortes retornos, com a empresa apresentando uma melhoria no ROIC [Retorno sobre o capital investido] antes de impostos para 39% (+8,4 p.p. vs 1T20)”, aponta Azevedo.

Segundo a Intelbras, a melhora no lucro é reflexo das operações, que vêm demonstrando força e atingindo os objetivos desenhados para o ano, além da mudança na política de exposição cambial, e consequentemente das despesas financeiras.

“Esperamos uma forte reação das ações tendo em vista os sólidos resultados, apesar dos desafios macro contínuos, das restrições da atividade de varejo e de certas interrupções na cadeia de suprimentos”, ressalta a analista.

A recomendação de compra foi reiterada.

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