Pague Menos (PGMN3): lucro líquido de R$ 44,2 milhões no 1T21, avanço de 380%

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A varejista farmacêutica Pague Menos registrou lucro líquido de R$ 44,2 milhões no primeiro trimestre, avanço de 380% na comparação com o mesmo período de 2020.

O Ebitda – juros, impostos, depreciação e amortização – subiu 27,1%, para R$ 159,3 milhões. A margem Ebitda foi de 8,3%, incremento de 1,2 p.p.

A receita líquida da companhia avançou 6,8% de janeiro a março, para R$ 1,78 bilhão, com o crescimento de 9,6% nas vendas mesmas lojas (abertas há mais de 12 meses) e de 8,7% em lojas maduras.

A venda média mensal por loja totalizou R$ 578 mil, crescimento de 10,6%. “O nível de crescimento é alto sobretudo considerando que a base de comparação do primeiro trimestre foi impactada pela antecipação de compras relacionada ao desdobramento da pandemia de covid-19 em março de 2020”, afirmou a companhia em seu comunicado de resultados.

A Pague Menos também destacou o aumento das vendas on-line e das receitas vindas da aplicação de testes de covid-19.

A empresa informou crescimento de 22,8% no ticket médio, para R$ 73,28, que compensou o recuo no tráfego nas lojas. A participação de mercado caiu 0,5 ponto percentual (p.p.), para 5,2%.

O resultado financeiro foi negativo em R$ 46,9 milhões, redução de 32%, beneficiada pela redução da dívida bruta, no custo de serviço da dívida e pela desalavancagem da companhia.

Os resultados da Pague Menos (BOV:PGMN3) referentes suas operações do primeiro trimestre de 2021 foram divulgados no dia 03/05/2021. Confira o Press Release completo!

Teleconferência

O comando da rede de farmácias Pague Menos disse, em teleconferência com analistas, que os dados do primeiro trimestre, com aceleração nas vendas, mostram que o fim do auxílio emergencial não afetou o negócio, numa sinalização positiva ao mercado, e que retomará ritmo mais acelerado de aberturas de lojas na segunda metade do ano.

Segundo a diretoria financeira disse, o nível de crescimento é alto considerando a base de comparação de 2020 foi impactada pela antecipação de compras relacionada ao início da pandemia.

“Vamos voltar a acelerar reaberturas mais no segundo semestre, porque no segundo trimestre ainda não será possível atingir essa normalização”, disse Luiz Novais, diretor financeiro. “Chegamos a abrir 120, 150 até 170 lojas em um ano. Não devemos voltar a esse pico, mas ainda será número relevante”, afirmou.

O comando da companhia foi questionado por analistas sobre eventuais aquisições e Mario Queiros, presidente da varejista, disse que há ativos no mercado com taxa interna de retorno (TIR) abaixo do que a empresa considera aceitável, o que limitou movimentos de compras de negócios.

VISÃO DO MERCADO

Credit Suisse

O Credit Suisse classificou os resultados como “bons”. As vendas em mesmas lojas continuam em níveis saudáveis pelo quinto trimestre seguido, diz o banco. O faturamento bruto de R$ 1,9 bilhão ficou 8,3% maior do que um ano antes, em linha com as estimativas do Credit.

O banco mantém uma avaliação positiva para a Pague Menos, já que opera em um segmento mais resiliente, que tem tido resultados melhores do que outras empresas do setor de varejo em um momento em que a preocupação com a Covid persiste.

Credit Suisse mantém recomendação de compra e preço-alvo de R$ 13,50.

XP Investimentos 

“A Pague Menos reportou fortes resultados referentes ao primeiro trimestre de 2021, em linha com as nossas expectativas de receita e Ebitda , mas acima da nossa estimativa de lucro por conta de uma menor despesa financeira. Destacamos o sólido desempenho de vendas mesmas lojas (SSS) de alta de 9,6% na base anual (versus alta de 8,9% esperada pela XP) mesmo em um cenário de maior restrições à circulação e base de comparação difícil (ano bissexto e estocagem frente ao início da pandemia em 2020). Além disso, a companhia apresentou expansão de margem bruta (alta de 1 ponto percentual para 29,8%) e margem EBITDA (alta de 1,2 ponto, para 7,1%) decorrente de melhorias operacionais e diluição de despesas”, destaca a XP.

Os analistas da XP apontam que os fortes resultados são reflexo das diversas iniciativas que a companhia está implementando em sua reestruturação e que esperamos que continuem a ser vistas nos próximos resultados. Além disso, a maior estocagem da companhia no trimestre deve beneficiar o resultado do segundo trimestre de 2021, por conta do forte reajuste de preços anunciado no mês passado.

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