Banco Mundial não irá ajudar El Salvador na implementação do bitcoin, mas Banco da América Central sim

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O Banco Mundial rejeitou o pedido do governo de El Salvador em ajudar a implementar o bitcoin (COIN:BTCUSD) como a moeda corrente do país.

Nessa quarta-feira (16), a Reuters noticiou que a credora internacional está preocupada com as questões ambientais e de transparência do bitcoin.

“Estamos comprometidos em ajudar El Salvador de diversas formas, incluindo em processos monetários transparentes e regulatórios”, disse o Banco Mundial à Reuters.

“Embora o governo tenha nos procurado atrás de nossa assistência sobre o bitcoin, isso não é algo que o Banco Mundial possa dar apoio, dadas as falhas ambientais e de transparência.”

No início de junho, El Salvador se tornou o primeiro país a classificar o bitcoin como moeda corrente, junto com o dólar americano, após o Congresso Salvadorenho ter aprovado a proposta do presidente Nayib Bukele de implementar a criptomoeda.

Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) também disse ter encontrado “questões macroeconômicas, financeiras e jurídicas” na adesão do bitcoin em El Salvador. Porém, segundo Zelaya, o FMI não era “contra” a implementação do bitcoin.

Banco da América Central vai ajudar El Salvador a adotar o Bitcoin

O chefe do Banco Centro-Americano de Integração Econômica (CABEI) expressou seu apoio à lei de bitcoin de El Salvador na segunda-feira. O presidente executivo do CABEI, Dante Mossi, disse que o banco dará a El Salvador assistência técnica para implementar o bitcoin como moeda legal.

O CABEI tem 15 países membros: Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, República Dominicana, Belize, México, República da China (Taiwan), Argentina, Colômbia, Espanha, Cuba e Coréia.

O objetivo do banco é “promover a integração econômica e o desenvolvimento econômico e social equilibrado da região centro-americana”, detalha seu site.

Mossi disse que sua organização trabalhará com o ministério das finanças e o banco central de El Salvador para selecionar uma equipe para trabalhar na implementação, informou a Reuters.

Mossi acredita que a mudança trará muitos benefícios para as pessoas em El Salvador. Por exemplo, reduzirá o custo das remessas para parentes de salvadorenhos que vivem no exterior, explicou, acrescentando:

“Estamos muito otimistas”.

O presidente executivo do CABEI também pediu ao governo de El Salvador que desenvolva uma estrutura regulatória para o bitcoin a fim de evitar que “malfeitores” se aproveitem do sistema, informou a publicação.

Após a decisão de El Salvador, legisladores em vários países latino-americanos expressaram seu interesse no bitcoin. Os países incluem Paraguai, Argentina, Panamá, Brasil e México. Além disso, Tonga e Tanzânia também manifestaram interesse na criptomoeda.

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