IPCA subiu 0,83% em maio, maior taxa desde 1996

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,83% em maio, 0,52 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de abril (0,31%). Foi o maior resultado para um mês de maio desde 1996 (1,22%). O acumulado no ano foi de 3,22%, e o dos últimos 12 meses, de 8,06%, acima dos 6,76% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2020, a taxa havia sido -0,38%.

Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram alta em maio. O maior impacto (0,28 p.p.) e a maior variação (1,78%) vieram da Habitação, que acelerou em relação a abril (0,22%). A segunda maior contribuição (0,24 p.p.) veio dos Transportes, cujos preços subiram 1,15% em maio, após o recuarem 0,08% em abril. Na sequência, vieram Saúde e Cuidados Pessoais (0,76%) e Alimentação e bebidas (0,44%), com impactos de 0,10 p.p. e 0,09 p.p., respectivamente. Já a segunda maior variação no mês foi de Artigos de residência (1,25%). Os demais grupos variaram entre 0,06% (Educação) e 0,92% (Vestuário).

Todas as áreas pesquisadas apresentaram variação positiva em maio. O maior índice foi o da região metropolitana de Salvador (1,12%), influenciado pelas altas nos preços da gasolina (8,43%) e da energia elétrica (10,54%). O menor resultado ocorreu em Brasília (0,27%), por conta da queda nos preços das passagens aéreas (-37,10%) e das frutas (-10,68%).
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados entre 30 de abril a 27 de maio de 2021 e comparados com aqueles vigentes de 30 de março a 29 de abril de 2021 (base). Em virtude da pandemia de Covid-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março de 2020, a coleta presencial de preços. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como sites de internet, telefone ou e-mail.

INPC tem alta de 0,96% em maio

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de maio foi de 0,96%, 0,58 p.p. acima do resultado de abril (0,38%). Essa é a maior variação para um mês de maio desde 2016, quando o índice foi de 0,98%. No ano, o indicador acumula alta de 3,33% e, nos últimos doze meses, de 8,90%, acima dos 7,59% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2020, a taxa foi de -0,25%.

Os produtos alimentícios subiram 0,53% em maio, ficando acima do resultado de abril (0,49%). Já os não alimentícios tiveram alta de 1,10%, contra 0,35% em abril.

Todas as áreas investigadas apresentaram variação positiva no mês. O menor índice foi observado em Brasília (0,41%), onde pesaram as quedas nos preços das passagens aéreas (-37,10%) e das frutas (-11,36%). Já a maior variação ocorreu em Salvador (1,25%), dadas as altas nos preços da energia elétrica (10,63%) e da gasolina (8,43%).

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados de 30 de abril a 27 de maio de 2021 com os vigentes entre 30 de março e 29 de abril de 2021 (base).

(Com informações do IBGE)

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