JBS pagou US$ 11 milhões em bitcoins a hackers que realizaram ataque cibernético afirma CEO da empresa nos EUA ao WSJ

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A JBS pagou um resgate de US$ 11 milhões em bitcoin aos hackers que interromperam temporariamente o funcionamento de algumas de suas fábricas na semana passada, de acordo com o CEO da companhia nos Estados Unidos, Andre Nogueira.

O comunicado foi feito pela empresa (BOV:JBSS3),  nesta quarta-feira (09).

Segundo o executivo, o pagamento visou proteger as instalações e limitar o impacto potencial do ataque cibernético sobre restaurantes, mercearias e fazendeiros que dependem da JBS. “Foi muito doloroso pagar os criminosos, mas fizemos a coisa certa pelos nossos clientes”, disse Nogueira nesta quarta-feira em entrevista ao Wall Street Journal.

O ataque à JBS fez parte de uma onda de ofensivas “ransomware”, em que os criminosos bloqueiam o acesso da empresa ao sistema infectado e cobram um resgate multimilionário para a liberação.

Nogueira disse que a JBS soube do ataque na manhã do dia 30 de maio, quando membros da equipe de tecnologia perceberam irregularidades no funcionamento de alguns servidores. Logo eles encontraram uma mensagem exigindo um resgate para recuperar o acesso ao sistema da empresa.

A JBS chamou fornecedores de tecnologia que já haviam trabalhado com a empresa, bem como especialistas em segurança cibernética e consultores que começaram a negociar com os invasores.

Na semana passada, o FBI atribuiu o ataque ao REvil, uma gangue criminosa de “ransomware”. Nogueira disse que a JBS e empresas externas estão conduzindo análises forenses de seus sistemas de tecnologia da informação e que ainda não está claro como os invasores acessaram os sistemas.

Nogueira disse que a empresa está confiante de que nenhum cliente, fornecedor ou dado de funcionário foi comprometido no ataque, com base em sua análise forense.

“Não pensamos que poderíamos correr esse tipo de risco de que algo pudesse dar errado em nosso processo de recuperação”, disse Nogueira sobre a decisão de pagar os invasores. “Foi um seguro para proteger nossos clientes.” Fonte: Dow Jones Newswires.

VISÃO DO MERCADO

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 A JBS foi capaz de retomar 100% das suas operações, e aparentemente sem sofrer maiores impactos. Entretanto, os ataques cibernéticos surgem como um novo risco as empresas e que deverão ser monitorados em caso de eventuais danos mais graves.

A quantia paga não deve causar impacto a JBS, pelo seu tamanho e ainda por possuir excelente saúde financeira, recebendo até mesmo uma melhora em sua nota de crédito pela agência de rating Fitch.

Lucro líquido de R$ 2 bilhões no 1T21, revertendo prejuízo bilionário

A JBS, companhia da família Batista, reportou ontem um lucro líquido de R$ 2 bilhões no primeiro trimestre, já sinalizando um dividendo superior a R$ 3 bilhões em 2022, novo recorde. Nos três primeiros meses do ano passado, a empresa divulgou prejuízo de R$ 5,9 bilhões.

A JBS, companhia da família Batista, reportou ontem um lucro líquido de R$ 2 bilhões no primeiro trimestre, já sinalizando um dividendo superior a R$ 3 bilhões em 2022, novo recorde. Nos três primeiros meses do ano passado, a empresa divulgou prejuízo de R$ 5,9 bilhões.

“Nossa plataforma diversificada por geografias e por tipo de proteína tem demonstrado uma importante resiliência no nosso resultado. Independente dos desafios enfrentados, nossas unidades de negócios responderam bem e apresentaram evolução em indicadores financeiros importantes, como receita líquida, ebitda e lucro líquido”, disse o presidente da companhia, Gilberto Tomazoni.

ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – aumentou 69,4%, para R$ 6,71 bilhões. Em termos ajustados, o ebitda aumentou 75,8%, para R$ 6,876 bilhões.

(informação Broadcast)

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