PMI de serviço da zona do euro subiu para 55,2 pontos em maio, maior nível em quase três anos

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O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade do setor de serviços da zona do euro subiu para 55,2 pontos em maio – o maior nível em quase três anos -, de 50,5 pontos em abril, segundo dados revisados divulgados pelo instituto IHS Markit. A leitura superior a 50 pontos sugere expansão da atividade, e ficou acima do número preliminar para maio, de 55,1 pontos.

Segundo Chris Williamson, economista-chefe de Negócios da IHS Markit, “o vasto setor de serviços da zona do euro voltou à vida em maio, dando início a uma recuperação sólida que provavelmente será sustentada durante o verão.”

Ele ressaltou que as empresas relataram o maior aumento na demanda desde o início de 2018, refletindo a diminuição nas restrições à circulação de pessoas e ao funcionamento das empresas que haviam sido adotadas para conter a disseminação da covid-19.

“As restrições diminuíram consideravelmente em maio, em média. Essas medidas devem ser afrouxadas ainda mais, pelo menos até o outono [no hemisfério norte], presumindo que novas ondas de covid serão evitadas. Isso deve facilitar o retorno às condições de negócios mais normais à medida que o verão [no hemisfério norte] avança”, afirmou, acrescentando que o otimismo das empresas atingiu o maior nível em mais de 17 anos em maio.

Williamson disse que a expansão do setor de serviços, juntamente com a do segmento industrial, significa que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro deve crescer com força no segundo trimestre, e que no terceiro trimestre a expansão deve ser ainda maior, diante do esperado afrouxamento nas restrições relacionadas à pandemia e do grande volume de trabalho pendente entre as companhias.

“Uma área de crescente preocupação são as restrições de capacidade, tanto em termos de escassez de fornecedores quanto em termos de contratação de novos funcionários para atender ao recente aumento na demanda. Isso está levando a um aumento nas pressões de preços, que devem diminuir à medida que as condições de oferta melhorem, mas pode permanecer uma área de preocupação por alguns meses, especialmente se a escassez de mão de obra se traduzir em salários mais altos”, acrescentou.

(Com informações da CNBC, TC e Agencia CMA)

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