Ouro fecha estável e avança modestamente no acumulado semanal

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O ouro fechou quase estável nesta sexta-feira, 20, e avançou modestamente no acumulado semanal, se estabilizando à medida que investidores deixam para trás a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), e viram o foco para o Simpósio de Jackson Hole, marcado para a semana que vem.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para dezembro avançou 0,05%, a US$ 1.784,00 a onça-troy. No semana, houve alta de 0,32%.

Segundo o Commerzbank, o metal precioso parece ter “mais ou menos digerido” a ata da mais recente reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed, que informou que a maioria dos dirigentes do BC americano apoiariam o início da retirada gradual dos estímulos monetários nos EUA ainda este ano, caso a economia americana avance conforme esperado.

O banco alemão, porém, estima que a commodity terá “dificuldade” na semana que vem para se recuperar completamente de perdas recentes, com o mercado de olho no Simpósio de Jackson Hole, que reunirá os dirigentes do Fed entre os dias 26 e 28 de agosto.

Para o analista da Oanda Edward Moya, o ouro apresentará comportamento volátil até o encontro, já que muitos traders têm aumentado suas posições cautelosas, em direção a mercados de alta liquidez, em detrimento da renda variável. Caso o presidente do Fed, Jerome Powell, rechace a ideia de um aperto monetário em breve nos EUA, o metal pode achar terreno para subir ao patamar de US$ 1,80 mil e, possivelmente, atingir US$ 1,83 mil a onça-troy, segundo Moya.

Mas se o banqueiro central “sinalizar que está pronto para retirar a acomodação e se juntar ao coro de membros que pedem redução dos estímulos, o ouro pode cair de volta para a região de US$ 1,7 mil”, completa o analista.

Hoje, em entrevista à Fox Business e depois durante evento online, um dos membros de orientação mais hawkish do Fed, o presidente da distrital de Dallas Robert Kaplan, afirmou que poderá reavaliar sua visão sobre o começo do tapering já em outubro, caso a variante delta do coronavírus pese sobre a atividade econômica americana.

(Com informações do Tc e Estadão)

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