Petrobras finaliza cessão de participação de 10% no campo de Lapa no valor de US$ 49,4 milhões

LinkedIn

A Petrobras finalizou a cessão de sua participação de 10% no campo de Lapa para a TotalEnergies. A operação, que envolve também a cessão da totalidade da participação detida pela Petrobras Netherlands B.V. (PNBV) na Lapa Oil & Gas B.V., sociedade constituída na Holanda, foi concluída com o pagamento de US$ 49,4 milhões para a Petrobras, já com os ajustes previstos no contrato.

O comunicado foi feito pela petroleira (BOV:PETR3) (BOV:PETR4) nesta quarta-feira (01).

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a estatal destaca que a operação representa mais um passo no âmbito da parceria estratégica entre a Petrobras e a TotalEnergies e está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da Petrobras, visando à maximização de valor.

O campo de Lapa (bloco BM-S-9A) está localizado no pré-sal da Bacia de Santos. Sua média de produção no primeiro semestre de 2021 foi de 50,7 mil boe/dia, sendo 5,07 mil boe/dia a parcela correspondente à Petrobras. Com o fechamento desta transação, a Petrobras não terá mais participação em Lapa, enquanto a TotalEnergies, que já é operadora do campo, passará a ter 45%. Os demais sócios no campo são Shell Brasil Petróleo (30%) e Repsol Sinopec Brasil (25%).

A TotalEnergies (anteriormente Total S.E.) é uma empresa global e integrada produtora e fornecedora de energia, sendo uma das principais empresas internacionais do setor de óleo e gás natural e importante player de energia com baixa emissão de carbono. Em 2016, a Petrobras e a TotalEnergies deram início a uma parceria estratégica, envolvendo a cessão de participações em ativos de exploração e produção, acordos de cooperação tecnológica e outras iniciativas.

Petrobras (PETR4): lucro líquido de R$ 42,855 bilhões no 2T21, revertendo prejuízo

Petrobras registrou lucro líquido de R$ 42,855 bilhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 2,71 bilhões registrado no mesmo período do ano passado. Com relação aos primeiros três meses deste ano, quando o lucro líquido foi de R$ 1,167 bilhão, a alta foi de 3.572,2%.

A companhia aponta que o número refletiu maiores margens de derivados, maiores volumes de vendas de óleo e derivados no mercado interno e de exportações, ganhos cambiais devido à valorização do real frente ao dólar e ganhos de participações em investimentos, principalmente devido à reversão de impairment da BR Distribuidora (BRDT3), refletindo a precificação da oferta pública de ações.

O número foi bem acima do esperado pelo mercado. A média das projeções dos analistas apontava para um lucro líquido de R$ 30,67 bilhões, segundo dados compilados pela Refinitiv.

Ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações – ajustado ficou em R$ 61,93 bilhões, o que representa avanço de 147,9% na comparação anual. Na comparação trimestral, a alta foi de 26,5%. O número também ficou acima da projeção Refinitiv, que era de R$ 54,7 bilhões. O Ebitda ajustado recorrente, por sua vez, atingiu R$ 60,033 bilhões, em alta de 239,1% na base anual e de 25,7% na comparação com o primeiro trimestre deste ano.

Informações Broadcast

Deixe um comentário